[{"id":136700,"date":"2026-08-27T13:04:00","date_gmt":"2026-08-27T16:04:00","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/?p=136700"},"modified":"2026-08-27T15:36:43","modified_gmt":"2026-08-27T18:36:43","slug":"o-que-causou-as-inundacoes-repentinas-no-nepal-entanda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/o-que-causou-as-inundacoes-repentinas-no-nepal-entanda","title":{"rendered":"O que causou as inunda\u00e7\u00f5es repentinas no Nepal?"},"content":{"rendered":"<p>Enxurradas devastadoras ocorrem repetidamente em v\u00e1rias regi\u00f5es do Himalaia. Pesquisadores tentam entender como elas acontecem e de que forma os sistemas de alerta precoce podem ajudar a salvar vidas.O desastre desta quarta-feira (26\/08) na regi\u00e3o fronteiri\u00e7a entre a China e o Nepal aconteceu de maneira t\u00e3o r\u00e1pida quanto inesperada. Em apenas dez minutos, enormes quantidades de \u00e1gua e detritos cobriram uma dist\u00e2ncia de 20 quil\u00f4metros, com consequ\u00eancias devastadoras para milhares de pessoas.<\/p>\n<p>Inunda\u00e7\u00f5es repentinas no Himalaia s\u00e3o comuns. &#8220;Elas s\u00e3o mais a regra do que a exce\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Niels Hovius, chefe da se\u00e7\u00e3o de Geomorfologia do Centro Helmholtz de Geoci\u00eancias GFZ em Potsdam. Ele trabalha h\u00e1 muitos anos no Himalaia e em outras regi\u00f5es de alta montanha e \u00e9 especialista em sistemas de alerta precoce.<\/p>\n<p>O que desencadeou a inunda\u00e7\u00e3o repentina?<\/p>\n<p>Todos os dados cient\u00edficos indicam que o desastre come\u00e7ou com o colapso de uma geleira no norte do maci\u00e7o de Langtang, uma enorme massa de gelo se desprendeu e se transformou em uma gigantesca avalanche. O maci\u00e7o est\u00e1 localizado no centro do Nepal, na regi\u00e3o fronteiri\u00e7a com a China.<\/p>\n<p>&#8220;Esse colapso da geleira deslocou grandes quantidades de gelo montanha abaixo muito rapidamente&#8221;, afirma Hovius. O calor gerado pelo atrito derreteu o gelo e o transformou em \u00e1gua, que por sua vez carregou detritos e lama. Esse fluxo de lama desceu o vale a uma velocidade compar\u00e1vel \u00e0 &#8220;atingida por carros em rodovias alem\u00e3s&#8221;, segundo Hovius.<\/p>\n<p>Instrumentos sismol\u00f3gicos registraram um terremoto de magnitude 4,4 na escala Richter no momento do colapso da geleira. No entanto, Hovius explica que esse n\u00e3o foi um terremoto &#8220;cl\u00e1ssico&#8221;, ou seja, tect\u00f4nico. Em vez disso, os instrumentos mediram a for\u00e7a da queda da geleira.<\/p>\n<p>Por que as enxurradas no Himalaia podem ser t\u00e3o devastadoras?<\/p>\n<p>Inunda\u00e7\u00f5es repentinas em regi\u00f5es de alta montanha podem ser desencadeadas de diversas maneiras; pelo desprendimento de geleiras ou pelas chamadas inunda\u00e7\u00f5es por rompimento de lagos glaciais (GLOFs, na sigla em ingl\u00eas).<\/p>\n<p>Nesses eventos, a estrutura topogr\u00e1fica ao redor de um lago glacial muda repentinamente, por exemplo, devido a um deslizamento de terra que despenca no lago. Os grandes volumes de \u00e1gua que transbordam repentinamente as margens do lago durante um evento como esse tamb\u00e9m podem se transformar em torrentes violentas. Neste caso, por\u00e9m, \u00e9 evidente que n\u00e3o se tratava de uma inunda\u00e7\u00e3o desse tipo, afirma Hovius.<\/p>\n<p>Deslizamentos de terra tamb\u00e9m podem causar avalanches de lama mortais, sem a presen\u00e7a de geleiras ou lagos glaciais. No Himalaia, n\u00e3o s\u00f3 tudo isso \u00e9 poss\u00edvel, como dados hist\u00f3ricos mostram que os tr\u00eas eventos ocorrem regularmente, diz Hovius.<\/p>\n<p>Os vales do Himalaia s\u00e3o relativamente estreitos, por exemplo, se comparados aos Alpes na Europa, explica o pesquisador. As massas de \u00e1gua e lama n\u00e3o conseguem se espalhar, mas s\u00e3o comprimidas, aumentando em profundidade e velocidade.<\/p>\n<p>O impacto catastr\u00f3fico de uma inunda\u00e7\u00e3o repentina na popula\u00e7\u00e3o depende da dist\u00e2ncia entre o ponto de origem e a \u00e1rea povoada mais pr\u00f3xima, bem como da velocidade do fluxo de \u00e1gua.<\/p>\n<p>Como proteger a popula\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>No Nepal, existem dois problemas centrais. As pessoas se estabeleceram ao longo dos rios nos vales do Himalaia, justamente onde est\u00e3o mais vulner\u00e1veis a inunda\u00e7\u00f5es repentinas. Al\u00e9m disso, quase n\u00e3o existem sistemas de alerta precoce no pa\u00eds, que est\u00e1 entre os mais pobres da \u00c1sia.<\/p>\n<p>Mesmo com alertas em tempo h\u00e1bil, a recente inunda\u00e7\u00e3o repentina, particularmente devastadora, teria dado \u00e0s pessoas apenas alguns minutos para chegar a um local seguro. Hovius relata uma inunda\u00e7\u00e3o que ocorreu na mesma regi\u00e3o no ano passado, menor e, portanto, menos dram\u00e1tica. Naquela ocasi\u00e3o, a \u00e1gua levou uma hora para chegar a um assentamento, tempo suficiente para escapar com um alerta precoce.<\/p>\n<p>&#8220;No Nepal, existem iniciativas para estabelecer um sistema de alerta precoce ac\u00fastico em n\u00edvel local&#8221;, diz Hovius. No entanto, essas iniciativas s\u00e3o muito limitadas, cobrindo no m\u00e1ximo 1% das \u00e1reas de risco. O pesquisador do GFZ diz que telefones celulares deveriam ser usados para essa finalidade, com as pessoas sendo alertadas por meio de notifica\u00e7\u00f5es push. Atualmente, Hovius pesquisa como os dados para um sistema desse tipo podem ser gerados.<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia de assentamento tamb\u00e9m deve ser reconsiderada, afirma Hovius. Toda a infraestrutura de uma cidade geralmente se concentra ao longo do rio. &#8220;As pessoas desceram das montanhas e se estabeleceram nos vales nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Talvez um retorno \u00e0s montanhas fosse sensato.&#8221;<\/p>\n<p>Qual o papel das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas?<\/p>\n<p>Atribuir eventos individuais \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas \u00e9 sempre dif\u00edcil, diz Hovius. Mas \u00e9 certamente verdade que as geleiras em altas montanhas se tornam mais inst\u00e1veis com o aumento das temperaturas. Al\u00e9m disso, maiores quantidades de \u00e1gua se acumulam em lagos glaciais, o que torna as inunda\u00e7\u00f5es repentinas mais prov\u00e1veis.<\/p>\n<p>No caso da enchente repentina desta semana, Hovius diz que ainda \u00e9 muito cedo para dizer se a din\u00e2mica relacionada \u00e0 temperatura teria causado o colapso da geleira. Enchentes repentinas ocorrem regularmente no Himalaia h\u00e1 muito tempo. &#8220;Mas acho prov\u00e1vel que esses eventos se tornem cada vez mais frequentes&#8221;, diz o especialista, alertando que no futuro poder\u00e3o ocorrer enchentes repentinas muito maiores.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p data-path-to-node=\"12\"><strong>Leia Mais<\/strong><\/p>\n<p data-path-to-node=\"12\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/fractal-a-geometria-oculta-que-modela-o-universo\">Fractal: A Geometria Oculta que Modela o Universo<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"12\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/salpas-o-superclone-aspirador-dos-oceanos\">Conhe\u00e7a a Salpa: O Superclone Gelatinoso e \u201cAspirador\u201d dos Oceanos<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/istoedinheiro.com.br\/ia-generativa-mercado-30-trilhoes-anthropic\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Anthropic projeta potencial de receita de US$ 30 trilh\u00f5es e acirra corrida com OpenAI<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/sifonoforos-superorganismos-bioluminescentes-oceano\">Conhe\u00e7a o Sifon\u00f3foro o Gigante \u201cImortal\u201d das Profundezas do Oceano<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores tentam compreender enchentes-rel\u00e2mpago no Himalaia, que devastam regi\u00f5es rapidamente, e buscam aprimorar alertas para salvar vidas.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":136701,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[27119,10197,1],"tags":[87966,192,7140,87965,7193,9323,87967,1002,14685,20582],"class_list":["post-136700","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","category-noticias","category-uncategorized","tag-alerta-precoce","tag-china","tag-desastres-naturais","tag-enchente-relampago","tag-geleira","tag-himalaia","tag-langtang","tag-mudancas-climaticas","tag-nepal","tag-niels-hovius","autor-deutsche-welle"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136700","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=136700"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136700\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":136706,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136700\/revisions\/136706"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/136701"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=136700"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=136700"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=136700"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}},{"id":136693,"date":"2026-08-27T10:10:00","date_gmt":"2026-08-27T13:10:00","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/?p=136693"},"modified":"2026-08-27T15:42:34","modified_gmt":"2026-08-27T18:42:34","slug":"fraude-ruinas-romanas-falsas-homem-preso-italia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/fraude-ruinas-romanas-falsas-homem-preso-italia","title":{"rendered":"Homem cria &#8220;ru\u00ednas romanas&#8221; falsas e engana turistas na It\u00e1lia"},"content":{"rendered":"<p>Um homem de 69 anos cumpre pena de pris\u00e3o na It\u00e1lia ap\u00f3s construir e promover ru\u00ednas romanas falsas em Vicenza, cobrando ingressos como se fossem uma descoberta arqueol\u00f3gica milenar. Franco Malosso, condenado por fraude, enganou turistas por mais de uma d\u00e9cada com o falso &#8220;Anfiteatro Berico&#8221;, alegando que a estrutura possu\u00eda quase 1.700 anos.<\/p>\n<p>Apresentado por ele como um s\u00edtio de quase 1.700 anos, o chamado Anfiteatro Berico atra\u00eda turistas, aparecia em guias de viagem e recebia visitantes interessados em conhecer o que era anunciado tanto como um complexo com vest\u00edgios do per\u00edodo neol\u00edtico, quanto da Gr\u00e9cia Antiga e do Imp\u00e9rio Romano. Contudo, a estrutura foi erguida h\u00e1 menos de 15 anos, com blocos modernos envelhecidos artificialmente, colunas de concreto, est\u00e1tuas de gesso e um lago artificial.<\/p>\n<p>A condena\u00e7\u00e3o tornou-se definitiva em dezembro de 2021, quando a Corte de Cassa\u00e7\u00e3o, a mais alta inst\u00e2ncia da Justi\u00e7a italiana, rejeitou seu \u00faltimo recurso. A pena fixada foi de dois anos e quatro meses de pris\u00e3o, al\u00e9m de multa de 3 mil euros e come\u00e7ou a ser cumprida em janeiro deste ano em Ventimiglia, no norte da It\u00e1lia, segundo o ve\u00edculo italiano Corriere della Sera. Com isso, o caso voltou a ganhar repercuss\u00e3o neste m\u00eas.<\/p>\n<h2>O que aconteceu<\/h2>\n<ul>\n<li>Um homem \u00e9 condenado por fraude ap\u00f3s construir e promover ru\u00ednas romanas falsas na It\u00e1lia.<\/li>\n<li>Franco Malosso cobrava ingressos de turistas, alegando que o local era uma descoberta arqueol\u00f3gica de quase 1.700 anos.<\/li>\n<li>A estrutura, feita de concreto e gesso, foi erguida h\u00e1 menos de 15 anos, e o caso voltou a ganhar repercuss\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p>O falso complexo ficava em Arcugnano, nas colinas da prov\u00edncia de Vicenza, na regi\u00e3o do V\u00eaneto. Durante anos, Malosso afirmou que a estrutura datava de 393 d.C. e teria sido revelada ap\u00f3s um deslizamento de terra ocorrido em 2005. O local era falsamente descrito como uma descoberta arqueol\u00f3gica excepcional e recebia turistas em visitas guiadas e eventos com reconstitui\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas. Os ingressos podiam custar at\u00e9 40 euros (R$ 239). O anfiteatro chegou a ser inclu\u00eddo em um guia financiado pela Uni\u00e3o Europeia e tamb\u00e9m em aplicativos regionais de turismo.<\/p>\n<p>Segundo a rede CNN, visitantes eram informados de que diversas figuras hist\u00f3ricas teriam passado pelo local. Cartazes e hist\u00f3rias contadas aos visitantes promoviam a narrativa. De acordo com investigadores, Malosso afirmava que o local havia sido frequentado por personagens como o imperador romano J\u00falio C\u00e9sar e a rainha eg\u00edpcia Cle\u00f3patra. Tamb\u00e9m associava o espa\u00e7o \u00e0 personagem Julieta, da pe\u00e7a Romeu e Julieta, de William Shakespeare, embora ela seja completamente fict\u00edcia.<\/p>\n<h2>A investiga\u00e7\u00e3o e a verdade sobre o local<\/h2>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o come\u00e7ou em 2016 ap\u00f3s uma den\u00fancia da prefeitura de Arcugnano. As inspe\u00e7\u00f5es conduzidas pela pol\u00edcia e por autoridades respons\u00e1veis pelo patrim\u00f4nio cultural conclu\u00edram rapidamente que n\u00e3o existia qualquer estrutura arqueol\u00f3gica no terreno. Segundo os investigadores, todo o complexo era de constru\u00e7\u00e3o recente.<\/p>\n<p>As apura\u00e7\u00f5es apontaram que o empreendimento foi erguido em uma \u00e1rea de cerca de 5 mil metros quadrados ap\u00f3s a remo\u00e7\u00e3o de parte de uma colina. Degraus e arquibancadas foram constru\u00eddos com blocos modernos empilhados e tratados para parecer antigos. O cen\u00e1rio inclu\u00eda colunas de concreto, est\u00e1tuas de gesso, um lago artificial e outros elementos elaborados para refor\u00e7ar a apar\u00eancia hist\u00f3rica do local, segundo o Corriere della Sera.<\/p>\n<p>Documentos apresentados \u00e0 Justi\u00e7a mostraram que a constru\u00e7\u00e3o contou com o apoio de uma empresa local, que utilizou materiais contempor\u00e2neos para erguer a estrutura. Especialistas tamb\u00e9m encontraram concreto, gesso, fibra de vidro e outros componentes incompat\u00edveis com uma constru\u00e7\u00e3o da Antiguidade. Imagens de sat\u00e9lite indicaram que a colina havia sido modificada antes da instala\u00e7\u00e3o do complexo. N\u00e3o est\u00e1 claro quando a constru\u00e7\u00e3o come\u00e7ou, mas em 2014 Malosso j\u00e1 divulgava o local e recebia visitantes.<\/p>\n<h2>Por que a defesa do acusado foi rejeitada?<\/h2>\n<p>Ao longo do processo, a vers\u00e3o de Franco Malosso sobre a origem do anfiteatro mudou. Inicialmente, ele alegava ter descoberto um s\u00edtio arqueol\u00f3gico aut\u00eantico. Mais tarde, passou a afirmar que havia apenas reconstru\u00eddo uma estrutura antiga que supostamente existira no local. A explica\u00e7\u00e3o foi rejeitada pelos \u00f3rg\u00e3os de prote\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio, que conclu\u00edram n\u00e3o haver qualquer evid\u00eancia arqueol\u00f3gica sob a colina, afirma o jornal espanhol EL Pa\u00eds.<\/p>\n<p>A defesa tamb\u00e9m argumentou que a falsifica\u00e7\u00e3o era t\u00e3o grosseira que ningu\u00e9m poderia ter sido enganado por ela. O argumento foi apresentado nas diferentes fases do processo, mas acabou rejeitado pela Corte de Cassa\u00e7\u00e3o, que manteve integralmente a condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>O impacto e o futuro da estrutura falsa<\/h2>\n<p>O caso surpreendeu arque\u00f3logos e especialistas em patrim\u00f4nio cultural. Ouvidos pela CNN, investigadores afirmaram nunca ter visto a falsifica\u00e7\u00e3o de um s\u00edtio arqueol\u00f3gico inteiro. J\u00e1 especialistas consultados pelo jornal El Pa\u00eds observaram que a identifica\u00e7\u00e3o de estruturas antigas n\u00e3o depende apenas da apar\u00eancia visual, mas tamb\u00e9m de fatores como t\u00e9cnicas construtivas, materiais, contexto hist\u00f3rico e localiza\u00e7\u00e3o. Eles destacaram ainda que anfiteatros romanos normalmente eram constru\u00eddos pr\u00f3ximos a centros urbanos, o que tornava improv\u00e1vel a exist\u00eancia de uma estrutura desse tipo isolada na \u00e1rea rural de Arcugnano.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da pena de pris\u00e3o, a Justi\u00e7a determinou que Franco Malosso indenize o munic\u00edpio pelos danos causados em 560 mil euros. Tamb\u00e9m foi ordenada a demoli\u00e7\u00e3o do complexo e a recupera\u00e7\u00e3o da colina ao estado original.<\/p>\n<p>Apesar da ordem judicial, o futuro do chamado Anfiteatro Berico segue indefinido. A estrutura ainda n\u00e3o foi removida e, segundo relatos, parte dela j\u00e1 voltou a ficar escondida pela vegeta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p data-path-to-node=\"12\"><span style=\"font-weight: 700 !important; color: #000000; background-color: #fff3cd;\">Leia Mais<\/span><\/p>\n<p data-path-to-node=\"12\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/o-que-causou-as-inundacoes-repentinas-no-nepal-entanda\">O que causou as inunda\u00e7\u00f5es repentinas no Nepal?<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"12\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/fractal-a-geometria-oculta-que-modela-o-universo\">Fractal: A Geometria Oculta que Modela o Universo<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"12\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/salpas-o-superclone-aspirador-dos-oceanos\">Conhe\u00e7a a Salpa: O Superclone Gelatinoso e \u201cAspirador\u201d dos Oceanos<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/istoedinheiro.com.br\/ia-generativa-mercado-30-trilhoes-anthropic\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Anthropic projeta potencial de receita de US$ 30 trilh\u00f5es e acirra corrida com OpenAI<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/sifonoforos-superorganismos-bioluminescentes-oceano\">Conhe\u00e7a o Sifon\u00f3foro o Gigante \u201cImortal\u201d das Profundezas do Oceano<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Franco Malosso cumpre pena na It\u00e1lia por fraude. 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O caso, investigado pelas autoridades de sa\u00fade alem\u00e3s, levanta um alerta sobre a possibilidade de prolifera\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as tropicais em ambientes n\u00e3o end\u00eamicos.<\/p>\n<h2>O que aconteceu<\/h2>\n<ul>\n<li>Mal\u00e1ria aeroportu\u00e1ria causa a morte de dois funcion\u00e1rios no Aeroporto de Frankfurt.<\/li>\n<li>Outros quatro trabalhadores do aeroporto tamb\u00e9m foram infectados, mas apresentam boa recupera\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Autoridades investigam mosquitos do g\u00eanero Anopheles trazidos em voos internacionais como a prov\u00e1vel causa das infec\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A primeira morte ocorreu no in\u00edcio de julho, e a causa s\u00f3 foi identificada ap\u00f3s o falecimento do paciente. A segunda morte foi registrada em agosto, segundo informa\u00e7\u00f5es do departamento de sa\u00fade da cidade de Frankfurt, divulgadas nesta quarta-feira, 27 de agosto.<\/p>\n<p>De acordo com a operadora do aeroporto, a Fraport, e o instituto nacional de sa\u00fade p\u00fablica Robert Koch (RKI), seis funcion\u00e1rios contra\u00edram a mal\u00e1ria tropical, a forma mais grave da doen\u00e7a. Todos teriam sido infectados durante o trabalho. Quatro deles, felizmente, apresentam boa recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cAs pessoas afetadas adoeceram entre 4 e 6 de julho de 2026\u201d, informou o RKI em seu boletim epidemiol\u00f3gico. O instituto refor\u00e7a que a hip\u00f3tese mais prov\u00e1vel \u00e9 que a transmiss\u00e3o tenha ocorrido por meio de um mosquito Anopheles infectado, transportado em uma aeronave.<\/p>\n<h2>Casos raros e medidas preventivas<\/h2>\n<p>A Fraport informou que instalou armadilhas para capturar mosquitos nas \u00e1reas afetadas. Os insetos recolhidos est\u00e3o sendo analisados em laborat\u00f3rio para determinar sua origem e estado de infec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO mosquito provavelmente j\u00e1 est\u00e1 morto\u201d, afirmou Peter Tinnemann, diretor da Secretaria de Sa\u00fade de Frankfurt. Ele ressaltou que \u201cn\u00e3o h\u00e1 possibilidade de transmiss\u00e3o de pessoa para pessoa. O risco para a popula\u00e7\u00e3o de Frankfurt \u00e9 insignificante\u201d, buscando tranquilizar a comunidade local.<\/p>\n<p>A mal\u00e1ria \u00e9 uma doen\u00e7a potencialmente fatal transmitida por mosquitos. Segundo o Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores da Alemanha, ela pode provocar coma e morte, especialmente entre grupos mais vulner\u00e1veis. A prote\u00e7\u00e3o contra picadas e o uso de medicamentos preventivos reduzem significativamente o risco de infec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>O que \u00e9 a mal\u00e1ria aeroportu\u00e1ria?<\/h2>\n<p>O RKI classificou a chamada \u201cmal\u00e1ria aeroportu\u00e1ria\u201d como um evento muito raro. Nesses casos, um mosquito infectado chega ao pa\u00eds em um avi\u00e3o ou em bagagens e transmite a doen\u00e7a dentro da aeronave, no aeroporto ou em suas proximidades. Um estudo que compilou epis\u00f3dios de mal\u00e1ria aeroportu\u00e1ria e de transmiss\u00e3o por bagagens na Europa entre 1969 e 2024 identificou 145 casos, dos quais nove ocorreram na Alemanha.<\/p>\n<p>O \u00faltimo epis\u00f3dio desse tipo no pa\u00eds, antes dos casos atuais, ocorreu em 2023, tamb\u00e9m no Aeroporto de Frankfurt. Isso destaca a vulnerabilidade dos aeroportos, que s\u00e3o portas de entrada para o tr\u00e2nsito internacional de pessoas e, ocasionalmente, de vetores de doen\u00e7as.<\/p>\n<p>O \u00f3rg\u00e3o de sa\u00fade recomenda que m\u00e9dicos considerem a possibilidade de infec\u00e7\u00e3o por mal\u00e1ria ao atender pessoas que trabalham em aeroportos com conex\u00f5es intercontinentais, tanto de passageiros quanto de carga, especialmente durante o ver\u00e3o. A orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 crucial para casos de febre sem causa aparente em pacientes sem hist\u00f3rico recente de viagem.<\/p>\n<p>A m\u00e9dica Regina Ellwanger Berry, da Secretaria de Sa\u00fade de Frankfurt, destacou que a raridade desses epis\u00f3dios faz com que a doen\u00e7a normalmente n\u00e3o esteja entre as hip\u00f3teses diagn\u00f3sticas para pacientes que n\u00e3o viajaram para \u00e1reas end\u00eamicas.<\/p>\n<p>\u201cA mal\u00e1ria tem tratamento eficaz quando o diagn\u00f3stico \u00e9 feito corretamente\u201d, afirmou a m\u00e9dica, enfatizando a import\u00e2ncia do reconhecimento precoce da condi\u00e7\u00e3o, mesmo em contextos incomuns.<\/p>\n<p>Da Isto\u00c9 com DPA, ARD, OTS<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p data-path-to-node=\"12\">Leia Mais<\/p>\n<p data-path-to-node=\"12\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/fraude-ruinas-romanas-falsas-homem-preso-italia\">Homem cria \u201cru\u00ednas romanas\u201d falsas e engana turistas na It\u00e1lia<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"12\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/o-que-causou-as-inundacoes-repentinas-no-nepal-entanda\">O que causou as inunda\u00e7\u00f5es repentinas no Nepal?<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"12\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/fractal-a-geometria-oculta-que-modela-o-universo\">Fractal: A Geometria Oculta que Modela o Universo<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"12\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/salpas-o-superclone-aspirador-dos-oceanos\">Conhe\u00e7a a Salpa: O Superclone Gelatinoso e \u201cAspirador\u201d dos Oceanos<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/istoedinheiro.com.br\/ia-generativa-mercado-30-trilhoes-anthropic\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Anthropic projeta potencial de receita de US$ 30 trilh\u00f5es e acirra corrida com OpenAI<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/sifonoforos-superorganismos-bioluminescentes-oceano\">Conhe\u00e7a o Sifon\u00f3foro o Gigante \u201cImortal\u201d das Profundezas do Oceano<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dois funcion\u00e1rios do Aeroporto de Frankfurt morrem por mal\u00e1ria aeroportu\u00e1ria, infec\u00e7\u00e3o rara transmitida por mosquitos importados em voos internacionais.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":136689,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[27119,10197,1,14],"tags":[87972,418,87975,87973,87977,4636,87974,87976,2951],"class_list":["post-136688","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","category-noticias","category-uncategorized","category-saude","tag-aeroporto-de-frankfurt","tag-alemanha","tag-anopheles","tag-doencas-tropicais","tag-fraport","tag-malaria","tag-mosquitos","tag-rki","tag-saude-publica","autor-deutsche-welle","retranca-da-redacao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136688","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=136688"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136688\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":136708,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136688\/revisions\/136708"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/136689"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=136688"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=136688"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=136688"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}},{"id":136675,"date":"2026-08-26T11:12:00","date_gmt":"2026-08-26T14:12:00","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/?p=136675"},"modified":"2026-08-27T15:53:04","modified_gmt":"2026-08-27T18:53:04","slug":"febre-nilo-ocidental-primeira-morte-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/febre-nilo-ocidental-primeira-morte-brasil","title":{"rendered":"Febre do Nilo Ocidental causa primeira morte no Brasil e alarma Europa"},"content":{"rendered":"<p>A Febre do Nilo Ocidental (FNO), uma doen\u00e7a viral transmitida por mosquitos, registrou a primeira morte no Brasil nesta semana, vitimando uma mulher de 77 anos em Santa Catarina. No continente europeu, o v\u00edrus j\u00e1 soma 12 \u00f3bitos e alarma autoridades sanit\u00e1rias devido \u00e0 sua propaga\u00e7\u00e3o facilitada pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>O caso brasileiro \u00e9 o segundo registrado na hist\u00f3ria do estado, enquanto outros dois foram confirmados em S\u00e3o Paulo e um est\u00e1 sob investiga\u00e7\u00e3o no Piau\u00ed, segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. O cen\u00e1rio global evidencia um aumento de infec\u00e7\u00f5es na Europa, com 12 pa\u00edses afetados, impulsionado por temperaturas mais altas que favorecem a prolifera\u00e7\u00e3o de mosquitos vetores.<\/p>\n<h2>O que aconteceu<\/h2>\n<ul>\n<li>A Febre do Nilo Ocidental causa a primeira morte no Brasil e soma 12 \u00f3bitos na Europa, acendendo alerta sanit\u00e1rio.<\/li>\n<li>Uma mulher de 77 anos em Santa Catarina \u00e9 a primeira v\u00edtima fatal da FNO no pa\u00eds; h\u00e1 outros casos confirmados em SP e um sob investiga\u00e7\u00e3o no Piau\u00ed.<\/li>\n<li>A propaga\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a \u00e9 favorecida pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e temperaturas elevadas, que prolongam o per\u00edodo de atividade e reprodu\u00e7\u00e3o dos mosquitos vetores.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A infec\u00e7\u00e3o pela Febre do Nilo Ocidental, na maioria das vezes, transcorre sem consequ\u00eancias graves e costuma ser assintom\u00e1tica. Entretanto, h\u00e1 casos raros em que pacientes desenvolvem condi\u00e7\u00f5es severas como meningite, encefalite ou paralisia fl\u00e1cida aguda.<\/p>\n<p>De acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial para a Sa\u00fade (OMS), ainda n\u00e3o existe vacina contra o v\u00edrus, nem tratamentos espec\u00edficos. Os cuidados se limitam \u00e0 administra\u00e7\u00e3o dos sintomas e tratamento hospitalar para os casos mais graves. O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade do Brasil continua investigando as circunst\u00e2ncias e locais exatos das infec\u00e7\u00f5es no territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n<h2>V\u00edrus preocupa Europa com nova onda<\/h2>\n<p>O v\u00edrus do Nilo Ocidental, que se expandiu neste ano na Europa, tem alarmado as autoridades. At\u00e9 agora, foram registrados casos em 12 pa\u00edses, tr\u00eas a mais que no mesmo per\u00edodo do ano passado: Alb\u00e2nia, Alemanha, \u00c1ustria, Espanha, Fran\u00e7a, Gr\u00e9cia, Holanda, It\u00e1lia, Kosovo, Maced\u00f4nia do Norte, Rom\u00eania e S\u00e9rvia.<\/p>\n<p>It\u00e1lia e Gr\u00e9cia lideram o ranking de casos, com 311 e 157 infec\u00e7\u00f5es, respectivamente, conforme dados do Centro Europeu de Preven\u00e7\u00e3o e Controle de Doen\u00e7as (ECDC). Em 21 regi\u00f5es do continente, autoridades relataram casos da doen\u00e7a pela primeira vez. A FNO costuma atingir seu pico entre o fim da primavera e o outono, quando as temperaturas amenas s\u00e3o ideais para a propaga\u00e7\u00e3o de mosquitos.<\/p>\n<p>At\u00e9 5 de agosto, a Europa contabilizava 12 mortes pelo v\u00edrus. Na Holanda, que registrou sua primeira infec\u00e7\u00e3o por FNO desde 2020 na semana passada, autoridades reportaram mais uma morte em 26 de agosto, a primeira no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Na Alemanha, o pat\u00f3geno, que chegou \u00e0 Europa por meio de aves migrat\u00f3rias vindas dos tr\u00f3picos, foi identificado pela primeira vez em 2018 em aves e cavalos. Em 2024, j\u00e1 havia infectado animais isoladamente em quase todos os estados alem\u00e3es. Desde 2019, o v\u00edrus vem sendo detectado repetidamente em seres humanos, principalmente no leste do pa\u00eds.<\/p>\n<h2>O que \u00e9 a febre do nilo ocidental?<\/h2>\n<p>Na maioria dos casos, pessoas infectadas pelo v\u00edrus do Nilo Ocidental n\u00e3o percebem nada. Cerca de uma em cada cinco desenvolve, no m\u00e1ximo 14 dias ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o, sintomas semelhantes aos da gripe, como febre, calafrios, dor de cabe\u00e7a e dores no corpo. Esses sintomas geralmente desaparecem depois de tr\u00eas a seis dias.<\/p>\n<p>Em um de cada cem casos, entretanto, o v\u00edrus ataca o sistema nervoso central, um desenvolvimento perigoso que pode causar sequelas permanentes. Entre 5% e 10% desses casos neuroinvasivos (5 a 10 de cada mil infectados) terminam em morte.<\/p>\n<h2>Como o v\u00edrus \u00e9 transmitido?<\/h2>\n<p>O v\u00edrus da FNO \u00e9 transmitido pela picada de mosquitos infectados, principalmente o pernilongo comum (<em>Culex pipiens<\/em>), nativo das regi\u00f5es mais ao norte do planeta. Apenas as mosquitos f\u00eameas picam, pois precisam do sangue de suas v\u00edtimas para produzir ovos.<\/p>\n<p>O v\u00edrus da FNO geralmente vai parar nos mosquitos ap\u00f3s eles picarem algumas esp\u00e9cies de aves silvestres infectadas, transmitindo a doen\u00e7a de uma ave para a outra. Enquanto algumas aves morrem em decorr\u00eancia da infec\u00e7\u00e3o, outras carregam o v\u00edrus sem apresentar sintomas.<\/p>\n<p>Os mosquitos tamb\u00e9m podem transmitir o v\u00edrus para mam\u00edferos, sobretudo cavalos e seres humanos. No entanto, o v\u00edrus n\u00e3o consegue se multiplicar bem nesses dois hospedeiros. Por isso, ambos n\u00e3o servem como fonte do v\u00edrus para os mosquitos e n\u00e3o s\u00e3o contagiosos.<\/p>\n<h2>Por que as doen\u00e7as por mosquitos se espalham?<\/h2>\n<p>A bi\u00f3loga e especialista em arboviroses Sandra Junglen, do Instituto para Virologia do Hospital Charit\u00e9 em Berlim, na Alemanha, atribui o fen\u00f4meno \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Temperaturas mais altas favorecem a propaga\u00e7\u00e3o de mosquitos e, consequentemente, potencializam a transmiss\u00e3o de doen\u00e7as.<\/p>\n<p>&#8220;Com isso, o per\u00edodo de atividade dos mosquitos se prolonga: eles eclodem mais cedo, picam com mais frequ\u00eancia, t\u00eam um ciclo de gera\u00e7\u00e3o mais curto e colocam mais ovos&#8221;, explica a pesquisadora. Al\u00e9m disso, todas as esp\u00e9cies de mosquitos precisam de \u00e1gua para depositar seus ovos e para que as larvas se desenvolvam. Calor e um pouco de chuva bastam para que as popula\u00e7\u00f5es de mosquitos se multipliquem.<\/p>\n<p>Os v\u00edrus tamb\u00e9m adoram temperaturas elevadas: &#8220;Em temperaturas mais altas, o v\u00edrus consegue se multiplicar melhor dentro do mosquito e chegar \u00e0s gl\u00e2ndulas salivares&#8221;, diz Junglen. A partir da\u00ed, basta uma picada para infectar o pr\u00f3ximo hospedeiro.<\/p>\n<p>Por causa do aquecimento global, a dengue, outra doen\u00e7a transmitida pela picada de mosquitos, j\u00e1 deixou de ser um problema exclusivo de pa\u00edses tropicais. Em na\u00e7\u00f5es como Fran\u00e7a, Espanha e It\u00e1lia, a dengue passou a circular localmente gra\u00e7as ao mosquito-tigre asi\u00e1tico (<em>Aedes albopictus<\/em>), origin\u00e1rio da regi\u00e3o \u00c1sia-Pac\u00edfico, que conseguiu se estabelecer com sucesso ali e em outras 13 na\u00e7\u00f5es europeias.<\/p>\n<p>Isso significa que a doen\u00e7a j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais introduzida apenas por viajantes infectados que retornam do exterior, mas j\u00e1 circula e \u00e9 transmitida dentro do territ\u00f3rio europeu. &#8220;\u00c9 apenas uma quest\u00e3o de tempo at\u00e9 que tenhamos essa situa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m na Alemanha&#8221;, alerta Junglen. Doze anos atr\u00e1s, segundo o ECDC, o <em>Aedes albopictus<\/em> \u2014 que tamb\u00e9m pode transmitir o v\u00edrus da chikungunya \u2014 estava presente em apenas oito pa\u00edses europeus.<\/p>\n<h2>Biodiversidade como barreira natural<\/h2>\n<p>N\u00e3o s\u00e3o apenas as temperaturas crescentes no Hemisf\u00e9rio Norte que favorecem os mosquitos, tanto as esp\u00e9cies nativas quanto as invasoras. A perda de biodiversidade, que em ecossistemas saud\u00e1veis garante estabilidade, tamb\u00e9m contribui para esse cen\u00e1rio.<\/p>\n<p>Junglen observa esse fen\u00f4meno em Berlim. A bi\u00f3loga e sua equipe estudam a densidade de mosquitos e do v\u00edrus da FNO em diferentes \u00e1reas da cidade, desde regi\u00f5es altamente urbanizadas at\u00e9 cemit\u00e9rios e um parque natural.<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o: os cemit\u00e9rios concentram especialmente muitos mosquitos e v\u00edrus. H\u00e1 vegeta\u00e7\u00e3o, \u00e1gua e, por isso, tamb\u00e9m alguns animais que podem servir de hospedeiros para os mosquitos. No entanto, a densidade de mosquitos \u00e9 ainda maior no parque natural restaurado. Apesar disso, os pesquisadores quase n\u00e3o encontram o v\u00edrus do Nilo Ocidental ali. Isso tem a ver com a biodiversidade do local, explica ela.<\/p>\n<p>&#8220;Uma biodiversidade elevada reduz a ocorr\u00eancia de pat\u00f3genos. Todo pat\u00f3geno precisa de um hospedeiro, e quanto mais diversificado for um ecossistema, menor ser\u00e1 a densidade de hospedeiros espec\u00edficos e, consequentemente, a carga viral&#8221;, pontua Junglen.<\/p>\n<h2>Como se proteger da febre do nilo ocidental?<\/h2>\n<p>Como n\u00e3o existe vacina nem tratamento espec\u00edfico para a infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus do Nilo Ocidental, a melhor prote\u00e7\u00e3o \u00e9 evitar as picadas. Camisas de manga comprida e cal\u00e7as dificultam a a\u00e7\u00e3o dos mosquitos, assim como o uso de mosquiteiros e telas nas janelas.<\/p>\n<p>Quem tem jardim tamb\u00e9m deve evitar criar locais prop\u00edcios \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o dos mosquitos. Eles gostam de \u00e1gua acumulada em vasos, recipientes e ton\u00e9is. A regra para o jardim \u00e9 a mesma: quanto maior a biodiversidade, melhor. Morcegos, sapos e aranhas adoram se alimentar de mosquitos.<\/p>\n<p>Da Isto\u00c9<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p data-path-to-node=\"12\">Leia Mais<\/p>\n<p data-path-to-node=\"12\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/malaria-aeroportuaria-frankfurt-mortes-funcionarios\">Mosquito trazido por avi\u00e3o mata dois por mal\u00e1ria em Frankfurt<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"12\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/fraude-ruinas-romanas-falsas-homem-preso-italia\">Homem cria \u201cru\u00ednas romanas\u201d falsas e engana turistas na It\u00e1lia<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"12\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/o-que-causou-as-inundacoes-repentinas-no-nepal-entanda\">O que causou as inunda\u00e7\u00f5es repentinas no Nepal?<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"12\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/fractal-a-geometria-oculta-que-modela-o-universo\">Fractal: A Geometria Oculta que Modela o Universo<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"12\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/salpas-o-superclone-aspirador-dos-oceanos\">Conhe\u00e7a a Salpa: O Superclone Gelatinoso e \u201cAspirador\u201d dos Oceanos<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/istoedinheiro.com.br\/ia-generativa-mercado-30-trilhoes-anthropic\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Anthropic projeta potencial de receita de US$ 30 trilh\u00f5es e acirra corrida com OpenAI<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/sifonoforos-superorganismos-bioluminescentes-oceano\">Conhe\u00e7a o Sifon\u00f3foro o Gigante \u201cImortal\u201d das Profundezas do Oceano<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Febre do Nilo Ocidental registra a primeira morte no Brasil e preocupa autoridades na Europa, onde 12 \u00f3bitos j\u00e1 foram contabilizados.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":136676,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[27119,10197,14,26],"tags":[508,19439,784,87978,87974,1002,3255,4770,2951,5585],"class_list":["post-136675","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","category-noticias","category-saude","category-sociedade","tag-brasil","tag-ecdc","tag-europa","tag-febre-do-nilo-ocidental","tag-mosquitos","tag-mudancas-climaticas","tag-oms","tag-santa-catarina","tag-saude-publica","tag-virus","autor-deutsche-welle","retranca-da-redacao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136675","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=136675"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136675\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":136710,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136675\/revisions\/136710"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/136676"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=136675"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=136675"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=136675"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}},{"id":136658,"date":"2026-08-25T21:15:36","date_gmt":"2026-08-26T00:15:36","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/?p=136658"},"modified":"2026-08-25T21:15:36","modified_gmt":"2026-08-26T00:15:36","slug":"fractal-a-geometria-oculta-que-modela-o-universo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/fractal-a-geometria-oculta-que-modela-o-universo","title":{"rendered":"Fractal: A Geometria Oculta que Modela o Universo"},"content":{"rendered":"<h4 data-path-to-node=\"1\">Se voc\u00ea observar atentamente a copa de uma \u00e1rvore, os contornos de uma costa mar\u00edtima ou o raio que corta o c\u00e9u durante uma tempestade, perceber\u00e1 um padr\u00e3o fascinante: a parte menor se parece com o todo. Essa \u00e9 a ess\u00eancia dos <strong>fractais<\/strong>, estruturas geom\u00e9tricas caracterizadas pela <strong>autossemelhan\u00e7a<\/strong> e por uma complexidade infinita, que parecem atuar como a linguagem arquitet\u00f4nica secreta da natureza.<\/h4>\n<h3 data-path-to-node=\"2\">O que \u00e9 um Fractal?<\/h3>\n<p data-path-to-node=\"3\">Cunhado pelo matem\u00e1tico Beno\u00eet Mandelbrot em 1975 (do latim <i data-path-to-node=\"3\" data-index-in-node=\"60\">fractus<\/i>, que significa &#8220;quebrado&#8221; ou &#8220;fracionado&#8221;), o termo descreve formas cujos detalhes se repetem continuamente em diferentes escalas. Diferente da geometria euclidiana cl\u00e1ssica \u2014 baseada em formas suaves e dimens\u00f5es inteiras como c\u00edrculos e cubos \u2014, os fractais possuem dimens\u00f5es fracion\u00e1rias e bordas infinitamente irregulares.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"4\">O exemplo matem\u00e1tico mais emblem\u00e1tico \u00e9 o <strong>Conjunto de Mandelbrot<\/strong>, definido pela itera\u00e7\u00e3o da f\u00f3rmula no plano complexo:<\/p>\n<div data-path-to-node=\"5\">\n<div class=\"math-block\" data-math=\"z_{n+1} = z_n^2 + c\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-136660 \" src=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2026\/08\/formula-fractal-e1787702863131.jpg\" alt=\"\" width=\"299\" height=\"127\" \/><\/div>\n<\/div>\n<p data-path-to-node=\"6\">Apesar da simplicidade dessa equa\u00e7\u00e3o, ampliar a borda da figura resultante revela uma quantidade inagot\u00e1vel de novos padr\u00f5es, provando como regras matem\u00e1ticas simples podem gerar uma complexidade infinita.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"6\">\n<p data-path-to-node=\"12\"><strong>Leia Mais<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/salpas-o-superclone-aspirador-dos-oceanos\">Conhe\u00e7a a Salpa: O Superclone Gelatinoso e \u201cAspirador\u201d dos Oceanos<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/istoedinheiro.com.br\/ia-generativa-mercado-30-trilhoes-anthropic\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Anthropic projeta potencial de receita de US$ 30 trilh\u00f5es e acirra corrida com OpenAI<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/sifonoforos-superorganismos-bioluminescentes-oceano\">Conhe\u00e7a o Sifon\u00f3foro o Gigante \u201cImortal\u201d das Profundezas do Oceano<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 data-path-to-node=\"7\">A Padr\u00e3o Fundamental da Natureza<\/h3>\n<p data-path-to-node=\"8\">Os fractais n\u00e3o s\u00e3o meras abstra\u00e7\u00f5es matem\u00e1ticas; eles representam a solu\u00e7\u00e3o da natureza para um problema f\u00edsico fundamental: <strong>maximizar a efici\u00eancia e a superf\u00edcie de contato utilizando o m\u00ednimo de espa\u00e7o e energia<\/strong>.<\/p>\n<ul data-path-to-node=\"9\">\n<li>\n<p data-path-to-node=\"9,0,0\"><strong>Anatomia e Biologia:<\/strong> O sistema respirat\u00f3rio humano utiliza uma \u00e1rvore fractal para empacotar a \u00e1rea de superf\u00edcie de uma quadra de t\u00eanis dentro do t\u00f3rax. A rede vascular e as conex\u00f5es neuronais seguem a mesma l\u00f3gica distributiva.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p data-path-to-node=\"9,1,0\"><strong>Bot\u00e2nica e Geografia:<\/strong> O br\u00f3colis romanesco e as folhas de samambaia s\u00e3o exemplos visuais cl\u00e1ssicos. Em escala maior, deltas de rios, montanhas e flocos de neve replicam seus desenhos em n\u00edveis cada vez menores.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p data-path-to-node=\"9,2,0\"><strong>Sistemas F\u00edsicos e C\u00f3smicos:<\/strong> Das ramifica\u00e7\u00f5es de uma descarga el\u00e9trica \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o em grande escala de aglomerados de gal\u00e1xias no cosmos, a geometria fractal organiza o transporte de mat\u00e9ria e energia.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h3 data-path-to-node=\"10\">Conex\u00e3o entre o Micro e o Macro<\/h3>\n<p data-path-to-node=\"11\">A descoberta da geometria fractal revolucionou campos como a computa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica, o design de antenas compactas, o diagn\u00f3stico m\u00e9dico e a compress\u00e3o de dados. Mais do que uma ferramenta t\u00e9cnica, o estudo dessas formas revela que o universo n\u00e3o opera de maneira ca\u00f3tica ou puramente r\u00edgida, mas atrav\u00e9s de um padr\u00e3o elegante de auto-organiza\u00e7\u00e3o onde a ordem se repete em todas as escalas da exist\u00eancia.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\">\n<p data-path-to-node=\"11\"><!--more--><\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\">\n<p data-path-to-node=\"18\"><strong>Leia Mais<\/strong><\/p>\n<p data-path-to-node=\"18\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/epidemia-rdc-de-ebola-mais-mortal-da-historia\">Epidemia de ebola na RDC j\u00e1 \u00e9 a mais mortal da hist\u00f3ria do pa\u00eds<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"18\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/furto-obras-arte-messina-pinturas-antonello-messina-roubadas-sicilia\">Obras renascentistas hist\u00f3ricas s\u00e3o roubadas de museu na Sic\u00edlia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fractais s\u00e3o estruturas geom\u00e9tricas com autossemelhan\u00e7a e complexidade infinita, que revelam padr\u00f5es naturais e revolucionam a ci\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":136662,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[13,29,27119],"tags":[87961,87962,731,87963,87960,87964,75235,201,2263],"class_list":["post-136658","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ciencia","category-curiosidades","category-geral","tag-autossemelhanca","tag-benoit-mandelbrot","tag-ciencia","tag-conjunto-de-mandelbrot","tag-fractais","tag-fractal","tag-geometria","tag-matematica","tag-natureza","autor-da-redacao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136658","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=136658"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136658\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":136663,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136658\/revisions\/136663"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/136662"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=136658"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=136658"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=136658"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}},{"id":136650,"date":"2026-08-25T20:51:15","date_gmt":"2026-08-25T23:51:15","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/?p=136650"},"modified":"2026-08-25T20:51:15","modified_gmt":"2026-08-25T23:51:15","slug":"salpas-o-superclone-aspirador-dos-oceanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/salpas-o-superclone-aspirador-dos-oceanos","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a a Salpa: O Superclone Gelatinoso e \u201cAspirador\u201d dos Oceanos"},"content":{"rendered":"<h3 data-path-to-node=\"3\"><strong>Salpas, tunicados pel\u00e1gicos de crescimento vertiginoso, s\u00e3o investigadas por cientistas. Capazes de formar imensas correntes de clones, elas s\u00e3o algumas das armas naturais mais eficientes no sequestro de carbono do planeta.<\/strong><\/h3>\n<p data-path-to-node=\"4\">As salpas s\u00e3o tunicados gelatinosos transparentes que podem formar correntes flutuantes com v\u00e1rios metros de comprimento. Esses seres se movem por propuls\u00e3o a jato enquanto filtram incansavelmente o fitopl\u00e2ncton. Possuindo um ciclo de vida ultrarr\u00e1pido que alterna entre fases solit\u00e1rias e coloniais, elas podem gerar &#8220;explos\u00f5es&#8221; populacionais (blooms) massivas da noite para o dia. Habitantes das zonas epipel\u00e1gicas e mesopel\u00e1gicas, as salpas desempenham um papel crucial no combate \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas ao transportarem enormes quantidades de carbono para o fundo do mar.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"5\">Um fascinante e enigm\u00e1tico organismo gelatinoso do oceano aberto, a salpa tem capturado a aten\u00e7\u00e3o de ecologistas e ocean\u00f3grafos globalmente. Frequentemente confundidas com \u00e1guas-vivas pelos banhistas, essas criaturas transparentes em formato de barril s\u00e3o, na verdade, do filo dos cordados \u2014 o que significa que est\u00e3o muito mais pr\u00f3ximas evolutivamente dos seres humanos do que dos cnid\u00e1rios.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"6\">Enquanto o surgimento massivo de pirossomas nas costas do Pac\u00edfico acendeu alertas sobre anomalias t\u00e9rmicas, as salpas continuam a ser um fen\u00f4meno de efici\u00eancia reprodutiva e ecol\u00f3gica. Raramente compreendidas pelo p\u00fablico geral, essas criaturas gelatinosas parecem simples, mas s\u00e3o dotadas de capacidades extraordin\u00e1rias.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"7\">Em observa\u00e7\u00f5es oce\u00e2nicas globais, pesquisadores registram com frequ\u00eancia blooms de salpas que chegam a cobrir milhares de quil\u00f4metros quadrados do oceano. Uma \u00fanica corrente de clones interligados nadando em sincronia pode atingir metros de comprimento, transformando a \u00e1gua em uma verdadeira &#8220;sopa de gelatina&#8221; viva.<\/p>\n<h4 data-path-to-node=\"8\">O que define um indiv\u00edduo Salpa? (O Frenesi da Clonagem)<\/h4>\n<p data-path-to-node=\"9\">Apesar de sua apar\u00eancia externa simples \u2014 uma fita gelatinosa transparente cruzada por bandas musculares vis\u00edveis \u2014, a salpa possui um dos ciclos de vida mais din\u00e2micos e r\u00e1pidos do reino animal. Ela alterna entre duas gera\u00e7\u00f5es distintas para garantir a conquista de territ\u00f3rios ricos em alimento:<\/p>\n<p data-path-to-node=\"10\">Diferente dos sifon\u00f3foros, onde a col\u00f4nia \u00e9 formada por indiv\u00edduos com fun\u00e7\u00f5es completamente distintas que n\u00e3o sobrevivem separados, a salpa foca seu esfor\u00e7o evolutivo na velocidade de c\u00f3pia:<\/p>\n<ul data-path-to-node=\"11\">\n<li>\n<p data-path-to-node=\"11,0,0\"><strong>Oozoides (Fase Solit\u00e1ria):<\/strong> \u00c9 o indiv\u00edduo assexuado que nasce e vive nadando sozinho. Quando encontra fartura de algas, ele n\u00e3o bota ovos; em vez disso, produz internamente uma corrente (estol\u00e3o) composta por dezenas ou centenas de clones min\u00fasculos de si mesmo, soltando-os na \u00e1gua.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p data-path-to-node=\"11,1,0\"><strong>Blastozoides (Fase Colonial):<\/strong> Esses clones nascem j\u00e1 interligados, formando as belas correntes em espiral ou retas que ondulam pelos mares. Eles nadam, comem em sincronia e, nesta fase, s\u00e3o sexuados. Ap\u00f3s liberarem seus pr\u00f3prios embri\u00f5es (que voltar\u00e3o a ser oozoides solit\u00e1rios), a corrente se desfaz.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p data-path-to-node=\"12\"><strong>O Dilema Biol\u00f3gico:<\/strong> A velocidade absurda deste ciclo alternado faz da salpa o animal multicelular de crescimento mais r\u00e1pido na Terra. Uma gera\u00e7\u00e3o inteira pode amadurecer em 48 horas. Se h\u00e1 uma prolifera\u00e7\u00e3o de algas no oceano, bilh\u00f5es de salpas podem &#8220;brotar&#8221; em poucos dias para devor\u00e1-las, o que nos faz questionar os limites da reprodu\u00e7\u00e3o programada na biologia marinha.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"12\">\n<p data-path-to-node=\"12\">Leia Mais<\/p>\n<p data-path-to-node=\"12\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/contaminacao-petrolifera-saude-sudao-do-sul\">Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas inundam o Sud\u00e3o do Sul com \u00e1gua t\u00f3xica<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/istoedinheiro.com.br\/ia-generativa-mercado-30-trilhoes-anthropic\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Anthropic projeta potencial de receita de US$ 30 trilh\u00f5es e acirra corrida com OpenAI<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/sifonoforos-superorganismos-bioluminescentes-oceano\">Conhe\u00e7a o Sifon\u00f3foro o Gigante \u201cImortal\u201d das Profundezas do Oceano<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 data-path-to-node=\"13\">Propuls\u00e3o a jato: a m\u00e1quina perfeita<\/h4>\n<p data-path-to-node=\"14\">Diferente da maioria das criaturas marinhas, as salpas resolveram dois grandes problemas de sobreviv\u00eancia com uma \u00fanica a\u00e7\u00e3o. Elas respiram, se alimentam e se movem usando um sistema cont\u00ednuo de &#8220;propuls\u00e3o a jato&#8221;. Ao contrair suas cintas musculares, elas sugam a \u00e1gua pela abertura frontal, fazem essa \u00e1gua passar por uma malha de muco fin\u00edssima que captura o fitopl\u00e2ncton microsc\u00f3pico, e a expelem pela abertura traseira, impulsionando-se para frente.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"15\"><i data-path-to-node=\"15\" data-index-in-node=\"0\">&#8220;Quando nos deparamos com um grande &#8216;bloom&#8217; de salpas no oceano aberto, n\u00e3o estamos apenas vendo um fen\u00f4meno visualmente curioso, mas testemunhando o &#8216;aspirador biol\u00f3gico&#8217; mais r\u00e1pido e eficiente da natureza, capaz de alterar a qu\u00edmica do mar e sequestrar carbono em taxas extraordin\u00e1rias.&#8221;<\/i> \u2014 Dra. Marina Torres, Ocean\u00f3grafa e Pesquisadora de Din\u00e2mica Pel\u00e1gica.<\/p>\n<h4 data-path-to-node=\"16\">Impactos ecol\u00f3gicos e a Bomba Biol\u00f3gica de Carbono<\/h4>\n<p data-path-to-node=\"17\">\u00c0 medida que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas alteram correntes e temperaturas, a distribui\u00e7\u00e3o das salpas tem gerado preocupa\u00e7\u00e3o, especialmente no Oceano Ant\u00e1rtico. Com o aquecimento das \u00e1guas, as salpas est\u00e3o invadindo o territ\u00f3rio do Krill (o alimento principal de baleias e pinguins) em dire\u00e7\u00e3o ao sul. Como as salpas t\u00eam baixo teor cal\u00f3rico em compara\u00e7\u00e3o aos crust\u00e1ceos, essa substitui\u00e7\u00e3o amea\u00e7a toda a teia alimentar polar.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"18\">Contudo, elas s\u00e3o verdadeiras hero\u00ednas do clima. Como se alimentam de fitopl\u00e2ncton da superf\u00edcie (que absorveu grandes quantidades de CO2 da atmosfera terrestre), as salpas geram pelotas fecais extremamente densas e pesadas. Esses res\u00edduos ricos em carbono afundam como pedras at\u00e9 as profundezas abissais, longe do ciclo atmosf\u00e9rico. Al\u00e9m disso, quando o bloom acaba, as bilh\u00f5es de salpas mortas tamb\u00e9m afundam rapidamente. Esse processo, parte crucial da &#8220;bomba biol\u00f3gica de carbono&#8221;, estoca bilh\u00f5es de toneladas de carbono no fundo do mar, mitigando o aquecimento global.<\/p>\n<figure id=\"attachment_136651\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"max-width: 546px;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-136651\" src=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2026\/08\/gemini-generated-image-ok66xdok66xdok66.jpg\" alt=\"Um infogr\u00e1fico comparativo em tabela detalhando as diferen\u00e7as biol\u00f3gicas e ecol\u00f3gicas entre pirossomas e salpas. A tabela apresenta cinco linhas de caracter\u00edsticas e duas colunas para os organismos, com texto em portugu\u00eas e ilustra\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas brilhantes sobre um fundo de oceano profundo escuro.\" width=\"536\" height=\"292\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Este infogr\u00e1fico detalhada das principais distin\u00e7\u00f5es entre pirossomas e salpas, duas das criaturas gelatinosas mais intrigantes do oceano profundo. A tabela de compara\u00e7\u00e3o facilita a compreens\u00e3o de como esses organismos tunicados se movem, se reproduzem e influenciam os ecossistemas marinhos, com um foco especial em seus pap\u00e9is clim\u00e1ticos contrastantes.<\/figcaption><\/figure>\n<p data-path-to-node=\"18\">O estudo cont\u00ednuo dessas criaturas extraordin\u00e1rias oferece pistas preciosas sobre os limites da reprodu\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica e sobre como a vida marinha est\u00e1 regulando o clima de um planeta em r\u00e1pida transforma\u00e7\u00e3o. Enquanto a tecnologia nos permite monitorar mudan\u00e7as t\u00e9rmicas via sat\u00e9lite, as salpas permanecem como um lembrete vivo de que as solu\u00e7\u00f5es mais impactantes da natureza podem ser completamente invis\u00edveis, gelatinosas e se moverem a jato.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"18\">\n<p data-path-to-node=\"18\"><!--more--><\/p>\n<p data-path-to-node=\"18\">Leia Mais<\/p>\n<p data-path-to-node=\"18\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/epidemia-rdc-de-ebola-mais-mortal-da-historia\">Epidemia de ebola na RDC j\u00e1 \u00e9 a mais mortal da hist\u00f3ria do pa\u00eds<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"18\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/furto-obras-arte-messina-pinturas-antonello-messina-roubadas-sicilia\">Obras renascentistas hist\u00f3ricas s\u00e3o roubadas de museu na Sic\u00edlia<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"18\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Salpas, tunicados pel\u00e1gicos, surpreendem cientistas pelo crescimento vertiginoso e papel vital no sequestro de carbono. Formam clones e regulam o clima marinho.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":136655,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[13,29,27119,1],"tags":[2828,11983,1002,5663,87952,87954,87953,4503],"class_list":["post-136650","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ciencia","category-curiosidades","category-geral","category-uncategorized","tag-ecologia","tag-fitoplancton","tag-mudancas-climaticas","tag-oceano","tag-salpas","tag-sequestro-de-carbono","tag-tunicados","tag-vida-marinha"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136650","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=136650"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136650\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":136656,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136650\/revisions\/136656"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/136655"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=136650"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=136650"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=136650"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}},{"id":136611,"date":"2026-08-24T15:08:00","date_gmt":"2026-08-24T18:08:00","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/?p=136611"},"modified":"2026-08-25T20:54:44","modified_gmt":"2026-08-25T23:54:44","slug":"postos-de-defesa-cranio-imunidade-cerebral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/postos-de-defesa-cranio-imunidade-cerebral","title":{"rendered":"Cientistas encontram &#8220;postos de defesa&#8221; imunol\u00f3gicos no cr\u00e2nio de camundongos"},"content":{"rendered":"<h4>Cientistas da Escola de Medicina da Universidade Washington, em St. Louis (EUA), encontraram \u201cpostos de defesa\u201d do sistema imunol\u00f3gico na medula \u00f3ssea do cr\u00e2nio de camundongos. A descoberta, considerada um marco, abre novas perspectivas para o tratamento de doen\u00e7as cerebrais, como tumores e enfermidades neurodegenerativas, ao mudar a compreens\u00e3o sobre a imunidade do c\u00e9rebro.<\/h4>\n<p>As estruturas imunol\u00f3gicas, semelhantes a linfonodos, responderam a tumores cerebrais antes dos g\u00e2nglios linf\u00e1ticos mais pr\u00f3ximos do pesco\u00e7o, indicando uma a\u00e7\u00e3o protetora local e especializada.<\/p>\n<h2>O que aconteceu<\/h2>\n<ul>\n<li>Estruturas imunol\u00f3gicas, descritas como &#8220;postos de defesa&#8221;, foram identificadas na medula \u00f3ssea do cr\u00e2nio de camundongos, apresentando-se como centros de resposta a amea\u00e7as cerebrais.<\/li>\n<li>A pesquisa demonstra que o cr\u00e2nio n\u00e3o \u00e9 apenas uma barreira f\u00edsica, mas cont\u00e9m ambientes imunol\u00f3gicos especializados capazes de influenciar a progress\u00e3o de tumores cerebrais.<\/li>\n<li>Embora promissora, a descoberta em humanos ainda \u00e9 preliminar, e os pesquisadores buscam confirmar se essas estruturas se organizam e funcionam de maneira similar em seres humanos.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Tradicionalmente, o cr\u00e2nio \u00e9 definido como uma armadura para o c\u00e9rebro. Uma nova pesquisa conduzida nos Estados Unidos sugere, contudo, que h\u00e1 muito mais a saber sobre a fun\u00e7\u00e3o protetora dessa parte do corpo.<\/p>\n<p>Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Washington, em St. Louis, identificaram estruturas imunol\u00f3gicas at\u00e9 ent\u00e3o desconhecidas na medula \u00f3ssea do cr\u00e2nio de camundongos, descritas como &#8220;postos de defesa&#8221; do sistema imunol\u00f3gico.<\/p>\n<h2>evid\u00eancias em humanos em teste<\/h2>\n<p>As estruturas, semelhantes a linfonodos (g\u00e2nglios linf\u00e1ticos), responderam a tumores cerebrais antes dos linfonodos mais pr\u00f3ximos, localizados no pesco\u00e7o. Quando os pesquisadores interromperam o funcionamento dessas estruturas em camundongos com glioblastoma, um tipo agressivo de c\u00e2ncer cerebral, os tumores cresceram mais rapidamente, e os animais morreram mais cedo.<\/p>\n<p>&#8220;O cr\u00e2nio n\u00e3o deve mais ser visto apenas como uma carapa\u00e7a protetora ao redor do c\u00e9rebro&#8221;, afirma \u00e0 DW Jonathan Kipnis, autor s\u00eanior do estudo. &#8220;Ele cont\u00e9m ambientes imunol\u00f3gicos especializados que parecem ser capazes de responder localmente a altera\u00e7\u00f5es no c\u00e9rebro.&#8221;<\/p>\n<p>A descoberta, publicada na revista cient\u00edfica <em>Nature<\/em>, vem acompanhada de uma ressalva importante: at\u00e9 agora, os pesquisadores demonstraram o funcionamento dessas estruturas apenas em camundongos, n\u00e3o em humanos.<\/p>\n<p>Kipnis destacou que as evid\u00eancias em humanos ainda s\u00e3o preliminares. &#8220;Encontramos c\u00e9lulas imunol\u00f3gicas semelhantes na medula \u00f3ssea do cr\u00e2nio humano, o que sugere que estruturas relacionadas podem existir, mas ainda n\u00e3o demonstramos que elas sejam organizadas ou funcionem da mesma forma que nos camundongos&#8221;, explica.<\/p>\n<h2>nova perspectiva sobre a imunidade cerebral<\/h2>\n<p>Durante grande parte do s\u00e9culo 20, o c\u00e9rebro foi descrito como um \u00f3rg\u00e3o &#8220;imunologicamente privilegiado&#8221;, ou seja, especialmente protegido da atividade do sistema imunol\u00f3gico. Isso porque inflama\u00e7\u00f5es, que s\u00e3o m\u00e9todos de defesa \u00fateis em outras partes do corpo, podem danificar o delicado tecido cerebral.<\/p>\n<p>A barreira hematoencef\u00e1lica, que controla rigorosamente o que pode passar da corrente sangu\u00ednea para o tecido cerebral, refor\u00e7ou a ideia de que o c\u00e9rebro estava amplamente isolado do sistema imunol\u00f3gico convencional do organismo.<\/p>\n<p>Essa vis\u00e3o mudou drasticamente.<\/p>\n<p>Hoje, os pesquisadores sabem que o c\u00e9rebro se comunica continuamente com o sistema imunol\u00f3gico, especialmente por meio dos tecidos que o envolvem.<\/p>\n<p>O laborat\u00f3rio de Kipnis ajudou a impulsionar essa mudan\u00e7a de perspectiva em trabalhos anteriores, primeiro ao identificar vasos linf\u00e1ticos nas membranas que cercam o c\u00e9rebro e, posteriormente, ao demonstrar a exist\u00eancia de min\u00fasculos canais que conectam essas membranas \u00e0 medula \u00f3ssea do cr\u00e2nio.<\/p>\n<p>&#8220;O conceito tradicional de privil\u00e9gio imunol\u00f3gico j\u00e1 mudou substancialmente&#8221;, afirma Kipnis. &#8220;Nossas descobertas acrescentam uma nova camada a esse conhecimento ao mostrar que existem estruturas imunol\u00f3gicas especializadas dentro da medula \u00f3ssea do cr\u00e2nio, junto ao c\u00e9rebro.&#8221;<\/p>\n<h2>como funcionam as estruturas?<\/h2>\n<p>Os pesquisadores acompanharam prote\u00ednas que se deslocavam do c\u00e9rebro dos camundongos por canais microsc\u00f3picos do cr\u00e2nio at\u00e9 a medula \u00f3ssea.<\/p>\n<p>Ali, encontraram agrupamentos organizados de linf\u00f3citos B e linf\u00f3citos T. As c\u00e9lulas T auxiliam as c\u00e9lulas B na produ\u00e7\u00e3o de grandes quantidades de anticorpos potentes que ajudam a combater doen\u00e7as e infec\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Encontrar c\u00e9lulas imunol\u00f3gicas na medula \u00f3ssea n\u00e3o foi uma surpresa. O que chamou a aten\u00e7\u00e3o dos cientistas foi o fato de elas estarem organizadas em estruturas semelhantes aos linfonodos encontrados em outras partes do corpo. Esses centros imunol\u00f3gicos s\u00e3o os locais onde c\u00e9lulas de defesa atuam em conjunto para responder a amea\u00e7as.<\/p>\n<p>Por estarem t\u00e3o pr\u00f3ximos do c\u00e9rebro, esses centros podem permitir uma resposta imunol\u00f3gica mais r\u00e1pida e especializada.<\/p>\n<p>&#8220;Os linfonodos do pesco\u00e7o s\u00e3o &#8220;compartilhados&#8221; com tecidos como boca, garganta e pele&#8221;, explica Kipnis. &#8220;As estruturas do cr\u00e2nio podem fornecer ao c\u00e9rebro algo semelhante a seus pr\u00f3prios linfonodos especializados, permitindo que as respostas imunol\u00f3gicas sejam coordenadas localmente.&#8221;<\/p>\n<h2>por que os centros imunol\u00f3gicos do cr\u00e2nio s\u00e3o importantes?<\/h2>\n<p>&#8220;Nunca hav\u00edamos visto estruturas desse tipo em medula \u00f3ssea saud\u00e1vel&#8221;, diz Jang Hyun Park, coautor do estudo. &#8220;\u00c9 uma descoberta empolgante que mostra que um c\u00e9rebro complexo necessita de estruturas imunol\u00f3gicas especializadas para proteg\u00ea-lo.&#8221;<\/p>\n<p>Marco Prinz, neuroimunologista da Universidade de Freiburg que n\u00e3o participou da pesquisa, classifica a descoberta como &#8220;um marco&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo ele, o aspecto mais significativo da descoberta foi a organiza\u00e7\u00e3o inesperada das c\u00e9lulas imunol\u00f3gicas. &#8220;Acho que ningu\u00e9m esperava encontrar essas estruturas semelhantes a linfonodos no cr\u00e2nio&#8221;, afirma \u00e0 DW.<\/p>\n<p>Mas Prinz ressalta que os pesquisadores ainda precisam demonstrar que esses centros realmente existem e funcionam em seres humanos. &#8220;O principal desafio ser\u00e1 observ\u00e1-los tamb\u00e9m no cr\u00e2nio humano e demonstrar que funcionam ali. Isso realmente mudaria a forma como entendemos a resposta imunol\u00f3gica do sistema nervoso central em humanos.&#8221;<\/p>\n<h2>a\u00e7\u00e3o contra tumores cerebrais<\/h2>\n<p>Depois de constatar que a interrup\u00e7\u00e3o da atividade desses centros fazia os tumores cerebrais crescerem mais rapidamente, os pesquisadores testaram se seria poss\u00edvel fortalecer a resposta imunol\u00f3gica, por meio de refor\u00e7os de prote\u00edna na medula \u00f3ssea.<\/p>\n<p>Os animais tratados rejeitaram os tumores com maior efic\u00e1cia e sobreviveram por mais tempo.<\/p>\n<p>O experimento levanta a possibilidade de, no futuro, direcionar tratamentos para a medula \u00f3ssea do cr\u00e2nio a fim de influenciar as defesas imunol\u00f3gicas do c\u00e9rebro, sem a necessidade de administrar a terapia diretamente no \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n<p>Qualquer tratamento desse tipo em humanos, por\u00e9m, ainda est\u00e1 distante. &#8220;Primeiro, precisamos confirmar sua organiza\u00e7\u00e3o e fun\u00e7\u00e3o em humanos, entender como essas estruturas mudam em diferentes doen\u00e7as e determinar como manipul\u00e1-las sem provocar inflama\u00e7\u00f5es prejudiciais&#8221;, pontua Kipnis.<\/p>\n<h2>outras doen\u00e7as cerebrais na mira<\/h2>\n<p>As poss\u00edveis implica\u00e7\u00f5es da descoberta v\u00e3o al\u00e9m do c\u00e2ncer. No caso de tumores cerebrais e infec\u00e7\u00f5es, em que h\u00e1 um enfraquecimento da barreira hematoencef\u00e1lica que protege o \u00f3rg\u00e3o, os estudos indicam que as estruturas imunol\u00f3gicas do cr\u00e2nio podem ter uma fun\u00e7\u00e3o importante.<\/p>\n<p>O papel dessas estruturas diante de doen\u00e7as como Alzheimer e Parkinson, contudo, &#8220;ainda precisa ser demonstrado&#8221;, j\u00e1 que nesses casos n\u00e3o costuma haver grandes altera\u00e7\u00f5es nessa barreira, explica Prinz.<\/p>\n<p>Kipnis acredita que, caso estruturas semelhantes e funcionalmente equivalentes sejam encontradas em humanos, sua relev\u00e2ncia poder\u00e1 ser muito mais ampla.<\/p>\n<p>&#8220;Se eu tivesse que apostar, apostaria que essas estruturas desempenham algum papel em qualquer doen\u00e7a cerebral que tenha um componente imunol\u00f3gico&#8221;, afirma.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"12\">Leia Mais<\/p>\n<p data-path-to-node=\"12\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/salpas-o-superclone-aspirador-dos-oceanos\">Conhe\u00e7a a Salpa: O Superclone Gelatinoso e \u201cAspirador\u201d dos Oceanos<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"12\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/contaminacao-petrolifera-saude-sudao-do-sul\">Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas inundam o Sud\u00e3o do Sul com \u00e1gua t\u00f3xica<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/istoedinheiro.com.br\/ia-generativa-mercado-30-trilhoes-anthropic\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Anthropic projeta potencial de receita de US$ 30 trilh\u00f5es e acirra corrida com OpenAI<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/sifonoforos-superorganismos-bioluminescentes-oceano\">Conhe\u00e7a o Sifon\u00f3foro o Gigante \u201cImortal\u201d das Profundezas do Oceano<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Descoberta de estruturas imunol\u00f3gicas no cr\u00e2nio de camundongos revoluciona a compreens\u00e3o da imunidade cerebral, abrindo caminhos para novos tratamentos.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":136612,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[13,10197,1],"tags":[87957,3801,87958,1152,87959,87955,87956,9166,2388,22932],"class_list":["post-136611","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ciencia","category-noticias","category-uncategorized","tag-cancer-cerebral","tag-cranio","tag-doencas-cerebrais","tag-glioblastoma","tag-jonathan-kipnis","tag-medula-ossea","tag-neuroimunologia","tag-pesquisa-cientifica","tag-sistema-imunologico","tag-universidade-washington","autor-deutsche-welle","retranca-da-redacao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136611","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=136611"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136611\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":136657,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136611\/revisions\/136657"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/136612"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=136611"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=136611"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=136611"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}},{"id":136440,"date":"2026-08-17T17:59:00","date_gmt":"2026-08-17T20:59:00","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/?p=136440"},"modified":"2026-08-18T22:41:52","modified_gmt":"2026-08-19T01:41:52","slug":"epidemia-rdc-de-ebola-mais-mortal-da-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/epidemia-rdc-de-ebola-mais-mortal-da-historia","title":{"rendered":"Epidemia de ebola na RDC j\u00e1 \u00e9 a mais mortal da hist\u00f3ria do pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p>Total de mortos pela doen\u00e7a na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo supera 2,3 mil. Entre os desafios do combate \u00e0 doen\u00e7a est\u00e3o greves, amea\u00e7as de grupos rebeldes, territ\u00f3rios de dif\u00edcil acesso e desinforma\u00e7\u00e3o.O n\u00famero de mortos pela mais recente epidemia de ebola na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo chegou a 2.325, o que a torna a mais mortal da hist\u00f3ria do pa\u00eds, informou o Instituto de Sa\u00fade P\u00fablica de Kinshasa nesta segunda-feira (17\/08).<\/p>\n<p>No maior surto da doen\u00e7a registrado at\u00e9 ent\u00e3o no Congo, entre 2018 e 2020, 2.299 pessoas morreram.<\/p>\n<p>O n\u00famero de casos confirmados subiu para 4.945, segundo o instituto. Este \u00e9 a 17\u00aa epidemia de ebola documentada no pa\u00eds de cerca de 112 milh\u00f5es de habitantes.<\/p>\n<p>O \u00fanico surto maior da doen\u00e7a ocorreu em tr\u00eas pa\u00edses da \u00c1frica Ocidental, onde mais de 28,5 casos foram registrados e 11.310 pessoas morreram na Guin\u00e9, Lib\u00e9ria e Serra Leoa entre 2014 e 2016.<\/p>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) teme que a atual epidemia no Congo possa atingir propor\u00e7\u00f5es sem precedentes. Segundo a entidade, durante os tr\u00eas primeiros meses do surto, o n\u00famero de casos e mortes j\u00e1 era v\u00e1rias vezes maior do que durante os tr\u00eas primeiros meses compar\u00e1veis da epidemia na \u00c1frica Ocidental.<\/p>\n<p>O surto atual no Congo foi relatado em meados de maio. \u00c9 particularmente dif\u00edcil de conter porque envolve a cepa Bundibugyo do v\u00edrus ebola, para a qual atualmente n\u00e3o existe vacina nem tratamento espec\u00edfico. Ensaios cl\u00ednicos de dois tratamentos antivirais est\u00e3o em andamento desde o in\u00edcio de julho na prov\u00edncia de Ituri, o epicentro da epidemia.<\/p>\n<p>Dada a gravidade do surto, as autoridades tamb\u00e9m querem determinar se o v\u00edrus pode ter sofrido alguma muta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Obst\u00e1culos al\u00e9m do v\u00edrus<\/p>\n<p>A maioria dos novos casos e mortes est\u00e1 sendo relatada fora dos grupos de pessoas que vinham sendo monitoradas.<\/p>\n<p>Os desafios no combate \u00e0 doen\u00e7a tamb\u00e9m incluem greves de profissionais de sa\u00fade n\u00e3o remunerados, amea\u00e7as de grupos rebeldes, revolta de comunidades h\u00e1 tempos traumatizadas, territ\u00f3rios de dif\u00edcil acesso devido \u00e0s m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es das estradas e desinforma\u00e7\u00e3o, como as afirma\u00e7\u00f5es de o ebola n\u00e3o seria real.<\/p>\n<p>A OMS alertou no fim de semana que o surto ainda se propaga em um ritmo &#8220;excepcionalmente acelerado&#8221;, \u00e0 frente dos esfor\u00e7os para rastre\u00e1-lo, observando que atingiu um recorde semanal de 579 casos e 304 mortes na semana anterior.<\/p>\n<p>&#8220;Um aumento substancial nas atividades de resposta est\u00e1 em andamento para conter o surto&#8221;, disse a ag\u00eancia.<\/p>\n<p>Na \u00faltima sexta-feira, o chefe humanit\u00e1rio das Na\u00e7\u00f5es Unidas, Tom Fletcher, anunciou a aloca\u00e7\u00e3o de 30,5 milh\u00f5es de d\u00f3lares adicionais e o envio de mais 20 funcion\u00e1rios para auxiliar na a\u00e7\u00f5es na linha de frente do combate \u00e0 doen\u00e7a.<\/p>\n<p>&#8220;Precisamos de velocidade, escala e solidariedade antes que este v\u00edrus nos ultrapasse ainda mais&#8221;, disse Fletcher.<\/p>\n<p>rc (DPA, AP)<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\">Leia mais<\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/furto-obras-arte-messina-pinturas-antonello-messina-roubadas-sicilia\">Obras renascentistas hist\u00f3ricas s\u00e3o roubadas de museu na Sic\u00edlia<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/travessia-alpes-anibal-rota-mais-provavel\">Estudo tra\u00e7a prov\u00e1vel rota usada por \u201cex\u00e9rcito de elefantes\u201d de An\u00edbal<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/mobilizacao-ambiental-perde-forca-alemanha\">Crise clim\u00e1tica avan\u00e7a, mas ativismo perde for\u00e7a na Alemanha<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/ia-revoluciona-estudo-macacos-prego-natureza\">Macacos interagem com IA em estudo sobre cogni\u00e7\u00e3o<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/cataratas-de-sangue-vida-antiga-na-antartica\">O Mist\u00e9rio das Cataratas de Sangue: Vida Antiga Escondida Sob o Gelo da Ant\u00e1rtica<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/o-paradoxo-de-judas-o-beijo-que-traiu-jesus\">O Paradoxo de Judas: O beijo que traiu Jesus<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/vlad-iii-dracula-real-historia-vampiro\">O Dr\u00e1cula da Vida Real: A Hist\u00f3ria de Vlad<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/motorshow.com.br\/teste-rapido-jeep-avenger-2027\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Teste r\u00e1pido: Jeep Avenger 2027 \u00e9 muito melhor do que imaginam os haters<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo enfrenta o pior surto de ebola de sua hist\u00f3ria, com mais de 2,3 mil mortes e 4,9 mil casos. A OMS alerta para a acelera\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, agravada por desafios como desinforma\u00e7\u00e3o e acesso dif\u00edcil.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":19469,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[27119,10197,1,14,26],"tags":[1138,5109,5107,3761,544,2820,2951,87951,5585],"class_list":["post-136440","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","category-noticias","category-uncategorized","category-saude","category-sociedade","tag-africa","tag-ebola","tag-epidemia","tag-nacoes-unidas","tag-organizacao-mundial-da-saude","tag-republica-democratica-do-congo","tag-saude-publica","tag-tom-fletcher","tag-virus","autor-deutsche-welle","retranca-da-redacao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136440","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=136440"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136440\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":136476,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136440\/revisions\/136476"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19469"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=136440"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=136440"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=136440"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}},{"id":136413,"date":"2026-08-16T18:48:00","date_gmt":"2026-08-16T21:48:00","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/?p=136413"},"modified":"2026-08-18T22:34:30","modified_gmt":"2026-08-19T01:34:30","slug":"furto-obras-arte-messina-pinturas-antonello-messina-roubadas-sicilia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/furto-obras-arte-messina-pinturas-antonello-messina-roubadas-sicilia","title":{"rendered":"Obras renascentistas hist\u00f3ricas s\u00e3o roubadas de museu na Sic\u00edlia"},"content":{"rendered":"<p>Four Renaissance paintings by Antonello da Messina were stolen from his Sicilian hometown on Saturday after surviving earthquakes and centuries of history. Crooks took them while locals celebrated a religious holiday.Criminosos voltaram a atacar um museu regional para furtar obras de arte de alto valor hist\u00f3rico. Desta vez, o alvo foi o Museu Regional de Messina (MuMe), na Sic\u00edlia, sul da It\u00e1lia, de onde foram levadas pinturas do artista renascentista Antonello da Messina, considerado o mais importante pintor nascido na ilha.<\/p>\n<p>Segundo as autoridades, os ladr\u00f5es driblaram os sistemas de alarme e seguran\u00e7a do museu por volta das 22h de s\u00e1bado, enquanto a cidade celebrava o Ferragosto, feriado que marca a Festa da Assun\u00e7\u00e3o da Virgem Maria.<\/p>\n<p>Os criminosos conseguiram levar tr\u00eas dos cinco pain\u00e9is remanescentes do &#8220;Pol\u00edptico de San Gregorio&#8221;, conclu\u00eddo por Antonello em 1473. Tamb\u00e9m foi furtado um pequeno painel pintado em ambos os lados, que estava guardado em uma vitrine blindada.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos devastados com o que aconteceu. Eram algumas das obras mais importantes e conhecidas de Antonello da Messina. \u00c9 uma perda enorme para o museu, para a cidade, para a comunidade e para o mundo da arte&#8221;, afirmou a diretora do MuMe, Marisa Mercurio, \u00e0 ag\u00eancia italiana ANSA.<\/p>\n<p>O prefeito de Messina, Federico Basile, disse que o crime foi ainda mais doloroso por ter ocorrido durante as celebra\u00e7\u00f5es religiosas da cidade.<\/p>\n<p>O museu permaneceu fechado no domingo, enquanto a pol\u00edcia realizava buscas por evid\u00eancias.<\/p>\n<p>Perda de grande valor cultural<\/p>\n<p>&#8220;Trata-se de uma perda extremamente grave e significativa&#8221;, disse Mercurio. &#8220;Foram roubadas obras de enorme import\u00e2ncia cultural, art\u00edstica e simb\u00f3lica, n\u00e3o apenas para Messina, mas para toda a Sic\u00edlia. Agora s\u00f3 podemos esperar que sejam recuperadas o mais r\u00e1pido poss\u00edvel.&#8221;<\/p>\n<p>O preju\u00edzo financeiro ainda n\u00e3o foi oficialmente divulgado. As estimativas iniciais variam entre 70 milh\u00f5es e 80 milh\u00f5es de euros (cerca de R$ 422 milh\u00f5es a R$ 483 milh\u00f5es). O valor de mercado das obras de Antonello ganhou destaque em mar\u00e7o deste ano, quando o governo italiano pagou 13 milh\u00f5es de euros (cerca de R$ 78 milh\u00f5es) pela aquisi\u00e7\u00e3o de outro painel pintado pelo artista por volta de 1460.<\/p>\n<p>A obra, pintada a \u00f3leo sobre painel de madeira, traz de um lado uma representa\u00e7\u00e3o de Cristo sob o tema &#8220;Ecce Homo&#8221; e, do outro, &#8220;S\u00e3o Jer\u00f4nimo no Deserto&#8221;. O retorno da pintura \u00e0 It\u00e1lia foi recebido com entusiasmo, e Messina estava entre as cidades interessadas em exibi-la.<\/p>\n<p>Antonello nasceu por volta de 1430. Formou-se inicialmente em N\u00e1poles, estudou influ\u00eancias proven\u00e7ais e flamengas e retornou a Messina em 1457, onde trabalhou at\u00e9 sua morte, em 1474.<\/p>\n<p>O artista \u00e9 considerado uma figura central na difus\u00e3o das t\u00e9cnicas flamengas de pintura a \u00f3leo pelo sul da Europa e tamb\u00e9m ajudou a disseminar princ\u00edpios da perspectiva italiana entre pintores do norte do continente.<\/p>\n<p>Quais obras foram roubadas?<\/p>\n<p>As pinturas furtadas pertenciam originalmente a um ret\u00e1bulo instalado no Mosteiro de San Gregorio, destru\u00eddo no terremoto de 1908.<\/p>\n<p>Conhecido atualmente como &#8220;Pol\u00edptico de San Gregorio&#8221;, o conjunto passou a ser composto por seis pinturas em t\u00eampera sobre pain\u00e9is de madeira.<\/p>\n<p>As cinco pe\u00e7as preservadas no museu retratavam a Anuncia\u00e7\u00e3o da Virgem em dois pain\u00e9is superiores e, na parte inferior, a &#8220;Madona do Ros\u00e1rio Entronizada&#8221;, ladeada por representa\u00e7\u00f5es em corpo inteiro dos santos Greg\u00f3rio e Bento.<\/p>\n<p>Segundo as autoridades, os ladr\u00f5es retiraram dois dos pain\u00e9is da parede, mas acabaram abandonando as pe\u00e7as do lado de fora do museu.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foi levado o pequeno painel pintado dos dois lados que estava na vitrine blindada. A obra traz a imagem de Cristo em uma face e, na outra, a de um frade franciscano acompanhado da Virgem com o Menino.<\/p>\n<p>Obras viram garantia para criminosos<\/p>\n<p>Especialistas observam que museus costumam ser alvos vulner\u00e1veis para criminosos, muitas vezes por operarem com sistemas de seguran\u00e7a ultrapassados.<\/p>\n<p>Embora obras de arte roubadas sejam facilmente reconhec\u00edveis e praticamente imposs\u00edveis de vender por canais leg\u00edtimos, elas frequentemente s\u00e3o usadas como garantia em negocia\u00e7\u00f5es entre organiza\u00e7\u00f5es criminosas.<\/p>\n<p>O furto de arte mais famoso da Sic\u00edlia ocorreu h\u00e1 mais de meio s\u00e9culo, quando criminosos invadiram o Orat\u00f3rio de San Lorenzo, em Palermo, e retiraram da moldura o quadro &#8220;Natividade com S\u00e3o Francisco e S\u00e3o Louren\u00e7o&#8221;, de Caravaggio. A obra desapareceu durante a noite e nunca mais foi encontrada ap\u00f3s permanecer exposta por mais de 300 anos.<\/p>\n<p>gq (DW)<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;<\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\">Leia mais<\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/travessia-alpes-anibal-rota-mais-provavel\">Estudo tra\u00e7a prov\u00e1vel rota usada por &#8220;ex\u00e9rcito de elefantes&#8221; de An\u00edbal<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/mobilizacao-ambiental-perde-forca-alemanha\">Crise clim\u00e1tica avan\u00e7a, mas ativismo perde for\u00e7a na Alemanha<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/ia-revoluciona-estudo-macacos-prego-natureza\">Macacos interagem com IA em estudo sobre cogni\u00e7\u00e3o<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/cataratas-de-sangue-vida-antiga-na-antartica\">O Mist\u00e9rio das Cataratas de Sangue: Vida Antiga Escondida Sob o Gelo da Ant\u00e1rtica<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/o-paradoxo-de-judas-o-beijo-que-traiu-jesus\">O Paradoxo de Judas: O beijo que traiu Jesus<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/vlad-iii-dracula-real-historia-vampiro\">O Dr\u00e1cula da Vida Real: A Hist\u00f3ria de Vlad<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/motorshow.com.br\/teste-rapido-jeep-avenger-2027\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Teste r\u00e1pido: Jeep Avenger 2027 \u00e9 muito melhor do que imaginam os haters<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quatro pinturas renascentistas de Antonello da Messina foram furtadas do Museu Regional de Messina, Sic\u00edlia, por criminosos durante o feriado de Ferragosto.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":136414,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[27119,10197],"tags":[21238,87949,87947,87946,782,87950,87945,87948,6505,4850],"class_list":["post-136413","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","category-noticias","tag-antonello-da-messina","tag-caravaggio","tag-ferragosto","tag-furto-de-arte","tag-italia","tag-marisa-mercurio","tag-museu-regional-de-messina","tag-poliptico-de-san-gregorio","tag-renascimento","tag-sicilia","autor-deutsche-welle","retranca-da-redacao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136413","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=136413"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136413\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":136474,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136413\/revisions\/136474"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/136414"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=136413"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=136413"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=136413"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}},{"id":136412,"date":"2026-08-16T18:37:00","date_gmt":"2026-08-16T21:37:00","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/?p=136412"},"modified":"2026-08-18T22:28:48","modified_gmt":"2026-08-19T01:28:48","slug":"travessia-alpes-anibal-rota-mais-provavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/travessia-alpes-anibal-rota-mais-provavel","title":{"rendered":"Estudo tra\u00e7a prov\u00e1vel rota usada por &quot;ex\u00e9rcito de elefantes&quot; de An\u00edbal"},"content":{"rendered":"<p>Pesquisa indica que a passagem pelo Col de la Traversette, na atual fronteira entre Fran\u00e7a e It\u00e1lia, oferecia as condi\u00e7\u00f5es mais favor\u00e1veis para o avan\u00e7o das tropas cartaginesas lideradas por An\u00edbal em 218 a.C.Como An\u00edbal conseguiu conduzir um ex\u00e9rcito acompanhado de elefantes de guerra atrav\u00e9s dos Alpes para atacar Roma continua sendo tema de debate entre historiadores. Um novo estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) sugere, por\u00e9m, qual teria sido a rota mais prov\u00e1vel da travessia.<\/p>\n<p>A passagem pelos Alpes, em 218 a.C., permitiu ao l\u00edder cartagin\u00eas atacar os romanos pelo norte e \u00e9 considerada um dos feitos mais not\u00e1veis da hist\u00f3ria militar.<\/p>\n<p>An\u00edbal liderou uma das expedi\u00e7\u00f5es militares mais ousadas da hist\u00f3ria antiga: partiu da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, cruzou a cordilheira dos Pirineus e o sul da G\u00e1lia (regi\u00e3o hoje situada na Fran\u00e7a, B\u00e9lgica e Su\u00ed\u00e7a) e atravessou os Alpes com 37 elefantes para atacar a Rep\u00fablica Romana.<\/p>\n<p>Pesquisadores da Alemanha e do Reino Unido analisaram as exig\u00eancias energ\u00e9ticas enfrentadas tanto pelos soldados quanto pelos elefantes durante a travessia. Os resultados indicam que o caminho mais prov\u00e1vel foi o Col de la Traversette, um passo alpino situado a 2.947 metros de altitude, na atual fronteira entre Fran\u00e7a e It\u00e1lia. Atualmente, a passagem fica entre a francesa Grenoble e a italiana Turim.<\/p>\n<p>Modelos calculam esfor\u00e7o de soldados e elefantes<\/p>\n<p>Para chegar \u00e0 conclus\u00e3o, a equipe utilizou modelos de rotas e dados de eleva\u00e7\u00e3o para calcular o esfor\u00e7o f\u00edsico exigido de um ex\u00e9rcito estimado em cerca de 40 mil soldados, 7 mil cavalos e 37 elefantes de guerra. Os pesquisadores recorreram a dados sobre a massa corporal de elefantes africanos modernos para estimar o gasto energ\u00e9tico dos animais.<\/p>\n<p>&#8220;O novo estudo n\u00e3o elimina todas as d\u00favidas, mas refor\u00e7a os argumentos em favor da rota da Traversette ao demonstrar que ela se adequava melhor \u00e0s exig\u00eancias de deslocar um grande ex\u00e9rcito, incluindo elefantes, por um terreno alpino extremamente dif\u00edcil&#8221;, afirmou o coautor Emilio Berti, do Centro Alem\u00e3o de Pesquisa Integrativa da Biodiversidade (iDiv), em comunicado divulgado pela Universidade de Jena.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, outras rotas consideradas por historiadores exigiriam mais energia para serem percorridas. O Col de Montgen\u00e8vre demandaria 11% mais esfor\u00e7o, o Col du Clapier, 16%, e o Col du Mont Cenis, 19%.<\/p>\n<p>Impacto f\u00edsico da travessia<\/p>\n<p>Os modelos tamb\u00e9m mostram o impacto f\u00edsico da travessia sobre os soldados. De acordo com os c\u00e1lculos, os homens que percorreram a rota da Traversette teriam perdido cerca de 19% de suas reservas de gordura corporal, fator que pode ajudar a explicar o alto n\u00famero de mortes durante a expedi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No caso dos elefantes, a perda estimada foi de apenas 4% das reservas energ\u00e9ticas. Os pesquisadores afirmam que isso sugere que muitos dos animais conseguiram sobreviver \u00e0 passagem pelos Alpes.<\/p>\n<p>&#8220;A aplica\u00e7\u00e3o do conhecimento obtido a partir do estudo da din\u00e2mica energ\u00e9tica de elefantes africanos no Qu\u00eania traz uma nova perspectiva para o longo debate sobre a travessia dos Alpes por An\u00edbal\u201d, disse o coautor Fritz Vollrath, da Universidade de Oxford.<\/p>\n<p>O sucesso da travessia permitiu que An\u00edbal evitasse as defesas romanas e conquistasse uma s\u00e9rie de vit\u00f3rias importantes na Pen\u00ednsula It\u00e1lica durante a Segunda Guerra P\u00fanica. Apesar dos reveses iniciais, Roma conseguiu se recuperar e derrotar Cartago (atual Tun\u00edsia) tanto nesse conflito quanto na posterior Terceira Guerra P\u00fanica.<\/p>\n<p>gq (DW, AFP, OTS)<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;<\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\">Leia mais<\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/mobilizacao-ambiental-perde-forca-alemanha\">Crise clim\u00e1tica avan\u00e7a, mas ativismo perde for\u00e7a na Alemanha<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/ia-revoluciona-estudo-macacos-prego-natureza\">Macacos interagem com IA em estudo sobre cogni\u00e7\u00e3o<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/cataratas-de-sangue-vida-antiga-na-antartica\">O Mist\u00e9rio das Cataratas de Sangue: Vida Antiga Escondida Sob o Gelo da Ant\u00e1rtica<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/o-paradoxo-de-judas-o-beijo-que-traiu-jesus\">O Paradoxo de Judas: O beijo que traiu Jesus<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/vlad-iii-dracula-real-historia-vampiro\">O Dr\u00e1cula da Vida Real: A Hist\u00f3ria de Vlad<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/motorshow.com.br\/teste-rapido-jeep-avenger-2027\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Teste r\u00e1pido: Jeep Avenger 2027 \u00e9 muito melhor do que imaginam os haters<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um novo estudo aponta o Col de la Traversette como a rota mais prov\u00e1vel para a \u00e9pica travessia dos Alpes de An\u00edbal em 218 a.C., analisando o esfor\u00e7o de soldados e elefantes.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":109272,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[13,11,29,27119,10197,1],"tags":[7959,87941,4703,63855,87942,387,665,87944,2029,2053,87943],"class_list":["post-136412","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ciencia","category-comportamento","category-curiosidades","category-geral","category-noticias","category-uncategorized","tag-alpes","tag-anibal","tag-arqueologia","tag-cartago","tag-col-de-la-traversette","tag-elefantes","tag-franca","tag-historia-militar","tag-pnas","tag-roma","tag-segunda-guerra-punica","autor-deutsche-welle","retranca-da-redacao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136412","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=136412"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136412\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":136473,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136412\/revisions\/136473"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/109272"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=136412"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=136412"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=136412"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}},{"id":136409,"date":"2026-08-16T17:01:00","date_gmt":"2026-08-16T20:01:00","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/?p=136409"},"modified":"2026-08-18T22:19:44","modified_gmt":"2026-08-19T01:19:44","slug":"contaminacao-petrolifera-saude-sudao-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/contaminacao-petrolifera-saude-sudao-do-sul","title":{"rendered":"Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas inundam o Sud\u00e3o do Sul com \u00e1gua t\u00f3xica"},"content":{"rendered":"<h3>Anos de enchentes em regi\u00e3o petrol\u00edfera provocaram uma grave contamina\u00e7\u00e3o. Comunidades, cientistas e profissionais de sa\u00fade buscam solu\u00e7\u00f5es para a crise.A vila de Bentiu j\u00e1 passou por praticamente tudo. No norte do Sud\u00e3o do Sul, perto da fronteira com o Sud\u00e3o, a capital do estado de Unity tinha, no passado, apenas alguns milhares de habitantes. Guerra, viol\u00eancia e outras crises fizeram com que, desde 2013, outros 140 mil deslocados buscassem ref\u00fagio ali e passassem a viver num enorme campo.<\/h3>\n<p>Diversas ag\u00eancias da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), entre elas a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional para as Migra\u00e7\u00f5es (OIM), o Alto Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Refugiados (Acnur) e o Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (Unicef), atuam no local e administram o chamado campo de Prote\u00e7\u00e3o de Civis (PoC, na sigla em ingl\u00eas).<\/p>\n<p>Crian\u00e7as brincam num p\u00eder improvisado, enquanto canoas descarregam peixes para abastecer a popula\u00e7\u00e3o abrigada ali, onde os alimentos s\u00e3o escassos. A pesca \u00e9 imediatamente separada: peixes frescos e saud\u00e1veis s\u00e3o colocados \u00e0 parte daqueles considerados possivelmente contaminados.<\/p>\n<p>Simon Gatkuoth, um morador do campo na faixa dos 40 anos, retira um peixe de um carrinho de m\u00e3o. Ele diz que esses peixes est\u00e3o contaminados e foram capturados nas proximidades dos campos de petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>&#8220;Quando os cozinhamos, a sopa muitas vezes tem cheiro de penicilina&#8221;, diz. &#8220;Mas n\u00e3o temos escolha. N\u00e3o podemos parar de comer.&#8221;<\/p>\n<p>\u00c1guas da enchente n\u00e3o baixam<\/p>\n<p>Vista do alto, a \u00e1rea do campo parece uma ilha artificial no meio de uma regi\u00e3o que se transformou em algo semelhante a um imenso lago.<\/p>\n<p>No norte do Sud\u00e3o do Sul, comunidades predominantemente n\u00f4mades adaptaram suas vidas \u00e0s enchentes sazonais, que moldam a vida no Sudd, uma das maiores \u00e1reas \u00famidas sazonais do mundo.<\/p>\n<p>Em 2021, uma enchente sem precedentes associada \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas inundou terras agr\u00edcolas em toda a regi\u00e3o, destruiu meios de subsist\u00eancia e matou milhares de cabe\u00e7as de gado.<\/p>\n<p>Um ano antes, autoridades de Uganda, pa\u00eds vizinho, j\u00e1 haviam alertado que o aumento do n\u00edvel das \u00e1guas do Lago Vit\u00f3ria, localizado cerca de mil quil\u00f4metros ao sul, levaria grandes volumes de \u00e1gua ao Nilo Branco, que tamb\u00e9m passa por Bentiu.<\/p>\n<p>Como o rio apresenta pouca declividade na regi\u00e3o, a \u00e1gua se espalha em vez de seguir para o norte. As mudan\u00e7as clim\u00e1ticas favorecem chuvas intensas em Uganda e, ao mesmo tempo, alteram os solos do Sudd, reduzindo sua capacidade de absorver \u00e1gua.<\/p>\n<p>Mas o Sud\u00e3o do Sul, um dos pa\u00edses mais pobres do mundo, n\u00e3o possu\u00eda diques, sistemas de conten\u00e7\u00e3o de enchentes nem infraestrutura de gest\u00e3o h\u00eddrica capazes de enfrentar uma inunda\u00e7\u00e3o dessa magnitude. Muitas comunidades ficaram completamente expostas. At\u00e9 hoje, as \u00e1guas n\u00e3o recuaram.<\/p>\n<p>Crise em regi\u00e3o petroleira<\/p>\n<p>Um simples dique mantido pela OIM \u00e9 tudo o que separa o campo da plan\u00edcie alagada. Sem manuten\u00e7\u00e3o constante, ele provavelmente cederia \u00e0 press\u00e3o da \u00e1gua.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o aparenta exaust\u00e3o. Deslocadas pela guerra e atingidas pelas enchentes, a maioria das pessoas depende de ajuda humanit\u00e1ria. Elas vivem entre n\u00edveis de \u00e1gua que continuam altos e conflitos que permanecem sem solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, surgiu mais uma crise. As enchentes de 2021 se combinaram com um grave problema ambiental: o estado de Unity \u00e9 a principal regi\u00e3o produtora de petr\u00f3leo do Sud\u00e3o do Sul.<\/p>\n<p>O petr\u00f3leo responde por mais de 90% das receitas do governo e por quase todas as exporta\u00e7\u00f5es do pa\u00eds. Trata-se de um setor vital para uma economia j\u00e1 fragilizada, especialmente ap\u00f3s a guerra no vizinho Sud\u00e3o afetar severamente a atividade econ\u00f4mica regional.<\/p>\n<p>O fluxo nos oleodutos diminuiu drasticamente, e muitas reservas permanecem inexploradas ou subutilizadas.<\/p>\n<p>Petr\u00f3leo e \u00e1gua n\u00e3o combinam<\/p>\n<p>Durante as enchentes de 2021, 159 dos mais de 400 po\u00e7os de petr\u00f3leo da regi\u00e3o ficaram submersos. \u00c9 o correspondente a cerca de 41% da infraestrutura petrol\u00edfera local.<\/p>\n<p>Em parceria com a organiza\u00e7\u00e3o PlaceMarks Africa, que utiliza imagens de sat\u00e9lite para desenvolver solu\u00e7\u00f5es para desafios atuais no continente, a DW constatou que mais de 50 desses po\u00e7os continuam submersos at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o preocupa moradores e ambientalistas. Rios e lagos essenciais para o abastecimento de \u00e1gua pot\u00e1vel, preparo de alimentos e pesca para centenas de milhares de pessoas parecem ter sido contaminados pelos campos petrol\u00edferos.<\/p>\n<p>A longo prazo, tanto os ecossistemas quanto a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o podem sofrer consequ\u00eancias.<\/p>\n<p>&#8220;Muitos animais est\u00e3o morrendo por causa dessa polui\u00e7\u00e3o, e as pessoas tamb\u00e9m apresentam sintomas que atribuem a ela. Tudo isso \u00e9 vis\u00edvel, mas ainda n\u00e3o dispomos de provas suficientes ou de estudos epidemiol\u00f3gicos para afirmar isso com certeza&#8221;, afirma o pesquisador Marko Gatkuoth, do Rift Valley Institute, organiza\u00e7\u00e3o independente de pesquisa que atua principalmente na \u00c1frica Central e Oriental.<\/p>\n<p>&#8220;A enchente que come\u00e7ou h\u00e1 mais de quatro anos tornou-se um vetor de polui\u00e7\u00e3o. Ela mobilizou os contaminantes.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Neglig\u00eancia&#8221;, diz pesquisador<\/p>\n<p>Bul Duot Kuer, pesquisador sul-sudan\u00eas da Universidade Kenyatta, no Qu\u00eania, realizou extensas pesquisas sobre os impactos ambientais da extra\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo em Unity.<\/p>\n<p>Em um estudo recente, ele identificou concentra\u00e7\u00f5es de chumbo de at\u00e9 18 microgramas por litro nos rios ao redor de Bentiu e da vizinha Rotriak, quase o dobro do limite estabelecido pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS). As concentra\u00e7\u00f5es de hidrocarbonetos na \u00e1gua eram superiores a cinco vezes os valores m\u00e1ximos recomendados.<\/p>\n<p>&#8220;A \u00e1gua \u00e9 o elemento mais contaminado&#8221;, afirma Kuer. &#8220;N\u00e3o existem controles. As leis ambientais existem no papel, mas n\u00e3o s\u00e3o aplicadas. Isso \u00e9 neglig\u00eancia. O governo e as empresas petrol\u00edferas n\u00e3o se preocupam com a sa\u00fade das pessoas.&#8221;<\/p>\n<p>As \u00e1guas ao redor de Rotriak est\u00e3o entre as mais afetadas pela polui\u00e7\u00e3o. Imagens de sat\u00e9lite analisadas pela PlaceMarks revelaram oleodutos, po\u00e7os e instala\u00e7\u00f5es abandonadas espalhados pela regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Ali, crian\u00e7as brincam entre canos enferrujados e mulheres lavam roupas junto a uma antiga lagoa de reten\u00e7\u00e3o de res\u00edduos da ind\u00fastria petrol\u00edfera. A moradora Anna Nyashing Bul contou \u00e0 DW que ela e sua fam\u00edlia fugiram para Rotriak porque &#8220;era o \u00fanico lugar que permaneceu seco ap\u00f3s as enchentes de 2021&#8221;.<\/p>\n<p>A \u00e1gua n\u00e3o tratada de que dependem frequentemente apresenta &#8220;uma pel\u00edcula preta na superf\u00edcie&#8221;, diz ela, acrescentando que sua fam\u00edlia adoeceu repetidamente. &#8220;Mas n\u00e3o t\u00ednhamos outra coisa para beber.&#8221;<\/p>\n<p>Defeitos cong\u00eanitos e abortos espont\u00e2neos<\/p>\n<p>Enquanto isso, profissionais do Hospital Estadual de Bentiu relatam aumento no n\u00famero de crian\u00e7as que nascem com malforma\u00e7\u00f5es. Parteiras entrevistadas pela DW afirmam ter observado crescimento aparente no n\u00famero de abortos espont\u00e2neos, partos complicados e anomalias cong\u00eanitas nos \u00faltimos anos, especialmente entre mulheres oriundas de \u00e1reas pr\u00f3ximas aos campos petrol\u00edferos.<\/p>\n<p>Nyapuka Nios, de 19 anos, moradora de Rotriak, deu \u00e0 luz h\u00e1 poucos dias. Seu beb\u00ea nasceu com malforma\u00e7\u00f5es nas m\u00e3os e no l\u00e1bio superior. &#8220;N\u00e3o sei o que ser\u00e1 dele&#8221;, sussurra.<\/p>\n<p>Em outro quarto do hospital, Nyekal Nuok cuida da filha rec\u00e9m-nascida, que veio ao mundo cinco dias antes com espinha b\u00edfida, uma malforma\u00e7\u00e3o da coluna vertebral. Ela tamb\u00e9m viveu em Rotriak durante a maior parte da gravidez.<\/p>\n<p>Pesquisas anteriores indicam que mulheres que vivem pr\u00f3ximas a \u00e1reas de explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo t\u00eam maior probabilidade de dar \u00e0 luz crian\u00e7as com malforma\u00e7\u00f5es cong\u00eanitas.<\/p>\n<p>Dorgan Patai, respons\u00e1vel pelos servi\u00e7os de sa\u00fade do distrito de Rubkona, afirma observar a mesma tend\u00eancia. &#8220;Desde as enchentes, temos registrado mais abortos espont\u00e2neos e mais crian\u00e7as nascendo com deformidades&#8221;, diz. &#8220;No longo prazo, isso pode inclusive levar \u00e0 infertilidade.&#8221;<\/p>\n<p>At\u00e9 o momento, por\u00e9m, n\u00e3o foi conduzida uma investiga\u00e7\u00e3o abrangente capaz de determinar o papel da polui\u00e7\u00e3o ambiental nisso. Segundo a OMS, dados rotineiros n\u00e3o apontaram um aumento estatisticamente significativo de casos.<\/p>\n<p>Sem apoio suficiente<\/p>\n<p>Poucas pessoas pressionaram tanto as autoridades do Sud\u00e3o do Sul a responder pelas consequ\u00eancias ambientais da explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo quanto Ayen Mijok Kiir, primeira vice-presidente do Conselho dos Estados, a c\u00e2mara alta do Parlamento sul-sudan\u00eas.<\/p>\n<p>Ela acredita que anos de conflitos fizeram com que prote\u00e7\u00e3o ambiental e sa\u00fade p\u00fablica ca\u00edssem na lista de prioridades nacionais.<\/p>\n<p>&#8220;A aloca\u00e7\u00e3o de recursos para diferentes setores enfrenta in\u00fameros desafios. Estamos sob press\u00e3o para priorizar a seguran\u00e7a. Mas, apesar desses desafios, dever\u00edamos ter feito mais.&#8221;<\/p>\n<p>Ap\u00f3s intensa mobiliza\u00e7\u00e3o, ela conseguiu convencer o presidente Salva Kiir, em 2024, a aprofundar as investiga\u00e7\u00f5es sobre uma poss\u00edvel rela\u00e7\u00e3o entre malforma\u00e7\u00f5es cong\u00eanitas e polui\u00e7\u00e3o associada ao petr\u00f3leo. Apesar das frequentes reuni\u00f5es ministeriais, por\u00e9m, pouco parece ter mudado.<\/p>\n<p>Quinze anos ap\u00f3s a independ\u00eancia do pa\u00eds, ainda faltam padr\u00f5es eficazes de monitoramento ambiental e de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade nas \u00e1reas produtoras de petr\u00f3leo do Sud\u00e3o do Sul.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o contou com o apoio do Pulitzer Center on Crisis Reporting.<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\">Leia mais<\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/mobilizacao-ambiental-perde-forca-alemanha\">Crise clim\u00e1tica avan\u00e7a, mas ativismo perde for\u00e7a na Alemanha<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/ia-revoluciona-estudo-macacos-prego-natureza\">Macacos interagem com IA em estudo sobre cogni\u00e7\u00e3o<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\"><a 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DW. Segundo ele, j\u00e1 naquela \u00e9poca alertava que ver\u00f5es cada vez mais quentes poderiam comprometer o Reno e causar fortes impactos econ\u00f4micos.<\/p>\n<p>Neste ver\u00e3o europeus, inc\u00eandios florestais levaram \u00e0 evacua\u00e7\u00e3o de vilarejos inteiros. Agricultores devem perder milh\u00f5es de toneladas de gr\u00e3os por causa da seca. Hospitais e casas de repouso sem ar-condicionado enfrentam riscos crescentes para pacientes e idosos durante as ondas de calor.<\/p>\n<p>Apesar da gravidade da situa\u00e7\u00e3o, o governo federal tem sido criticado pela falta de iniciativas mais abrangentes e sequer convocou uma c\u00fapula nacional para discutir o calor extremo.<\/p>\n<p>Para Werner, medidas pontuais, como flexibilizar a proibi\u00e7\u00e3o de circula\u00e7\u00e3o de caminh\u00f5es aos domingos, n\u00e3o substituem uma estrat\u00e9gia clim\u00e1tica consistente. &#8220;\u00c9 completamente irracional tentar contornar o problema com ajustes regulat\u00f3rios em vez de adotar uma pol\u00edtica abrangente de prote\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Fridays for Future enfrenta dificuldade para mobilizar<\/p>\n<p>O grupo \u00daltima Gera\u00e7\u00e3o encerrou seus protestos h\u00e1 dois anos, ap\u00f3s enfrentar forte rejei\u00e7\u00e3o p\u00fablica devido aos seus m\u00e9todos de ativismo, multas e pris\u00f5es. Desde ent\u00e3o, o principal papel de contesta\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica clim\u00e1tica passou ao movimento Fridays for Future (FFF), ligado a Greta Thunberg e conhecido em portugu\u00eas como &#8220;Greve pelo Futuro&#8221;.<\/p>\n<p>A porta-voz do FFF na Alemanha, Linda Kastrup, acusa o governo de n\u00e3o adotar medidas eficazes de combate \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica. Segundo ela, propostas como aprofundar o leito do Reno para facilitar a navega\u00e7\u00e3o ou flexibilizar restri\u00e7\u00f5es ao transporte rodovi\u00e1rio tratam apenas os sintomas do problema.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma semana, apenas algumas centenas de manifestantes participaram de um protesto diante da Chancelaria, em Berlim. O n\u00famero contrasta com as mobiliza\u00e7\u00f5es de 2019, antes da pandemia de covid-19, quando centenas de milhares de pessoas foram \u00e0s ruas em defesa do clima.<\/p>\n<p>Uma pesquisa recente da Funda\u00e7\u00e3o Bertelsmann mostrou que 80% dos alem\u00e3es est\u00e3o preocupados com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e mais da metade defende maiores investimentos p\u00fablicos na \u00e1rea. Mesmo assim, a preocupa\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem se traduzido em mobiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Kastrup afirma que isso n\u00e3o \u00e9 surpreendente. Na avalia\u00e7\u00e3o dela, a postura do chanceler federal alem\u00e3o Friedrich Merz transmite \u00e0 popula\u00e7\u00e3o a impress\u00e3o de que o tema perdeu prioridade.<\/p>\n<p>&#8220;Quando vemos dezenas de milhares de mortes relacionadas ao calor na Alemanha e praticamente n\u00e3o h\u00e1 rea\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, as pessoas acabam entendendo que a prote\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 importante. Isso dificulta muito a mobiliza\u00e7\u00e3o&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Ela tamb\u00e9m relata um aumento dos ataques contra ativistas nas redes sociais. &#8220;H\u00e1 dois dias publiquei um v\u00eddeo e, em pouco tempo, recebi 2 mil coment\u00e1rios de \u00f3dio&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Ucr\u00e2nia, Gaza e economia disputam aten\u00e7\u00e3o p\u00fablica<\/p>\n<p>Para Sebastian Haunss, cientista pol\u00edtico da Universidade de Bremen, \u00e9 surpreendente que o ver\u00e3o excepcionalmente quente de 2026 n\u00e3o tenha provocado uma nova onda de protestos clim\u00e1ticos.<\/p>\n<p>Segundo ele, a sociedade apresenta sinais contradit\u00f3rios. Enquanto cresce o n\u00famero de pessoas que instalam sistemas de energia solar, muitos continuam optando por formas de turismo altamente poluentes, como cruzeiros mar\u00edtimos.<\/p>\n<p>Haunss destaca ainda o avan\u00e7o de for\u00e7as pol\u00edticas contr\u00e1rias a regula\u00e7\u00f5es ambientais. Segundo ele, partidos como a Alternativa para a Alemanha (AfD) passaram a ocupar um espa\u00e7o que n\u00e3o existia com a mesma intensidade alguns anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>O pesquisador observa tamb\u00e9m que grandes movimentos nacionais deram lugar a uma multiplicidade de grupos locais, menos vis\u00edveis para a opini\u00e3o p\u00fablica. Ainda assim, acredita que um evento marcante pode rapidamente reacender as mobiliza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Outro fator apontado por Haunss \u00e9 a disputa por aten\u00e7\u00e3o. A pandemia de covid-19, a guerra na Ucr\u00e2nia e as preocupa\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas reduziram o espa\u00e7o do debate clim\u00e1tico. Al\u00e9m disso, parte dos ativistas que antes se dedicava \u00e0 pauta ambiental passou a atuar em outras causas, como os protestos relacionados \u00e0 guerra em Gaza e \u00e0 solidariedade aos palestinos.<\/p>\n<p>Diverg\u00eancias dentro da coaliz\u00e3o governista<\/p>\n<p>O ministro do Meio Ambiente, Carsten Schneider, do Partido Social-Democrata (SPD), defende uma mudan\u00e7a na Lei Fundamental alem\u00e3, equivalente \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o, para transformar a prote\u00e7\u00e3o contra ondas de calor em responsabilidade compartilhada entre o governo federal, os estados e os munic\u00edpios.<\/p>\n<p>A proposta, por\u00e9m, enfrenta resist\u00eancia da Uni\u00e3o Democrata Crist\u00e3 (CDU) e da Uni\u00e3o Social Crist\u00e3 (CSU), parceiras de coaliz\u00e3o do SPD, que alegam preocupa\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas.<\/p>\n<p>A deputada Nina Scheer, porta-voz de pol\u00edtica energ\u00e9tica do SPD, afirma que seu partido atua como principal defensor da transi\u00e7\u00e3o para energias renov\u00e1veis dentro do governo.<\/p>\n<p>&#8220;Todos os colegas do nosso grupo parlamentar gostariam de avan\u00e7ar mais em prote\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica. Mas tamb\u00e9m precisamos aceitar recuos para preservar a unidade da coaliz\u00e3o&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Ela cita como exemplo o apoio a medidas para baratear passagens a\u00e9reas e ampliar aeroportos regionais, propostas com as quais discorda pessoalmente.<\/p>\n<p>Scheer tamb\u00e9m defende uma expans\u00e3o mais r\u00e1pida das energias renov\u00e1veis e diverge da ministra da Economia, Katherina Reiche, da CDU, que atribui maior papel ao g\u00e1s natural no abastecimento energ\u00e9tico.<\/p>\n<p>Segundo a parlamentar, a narrativa de que energia renov\u00e1vel \u00e9 excessivamente cara n\u00e3o corresponde aos fatos. &#8220;Dizer que queremos prote\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica, mas que as renov\u00e1veis s\u00e3o caras demais, simplesmente n\u00e3o \u00e9 verdade&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Pelo Acordo de Paris de 2015 e pela legisla\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica nacional, a Alemanha se comprometeu a atingir a neutralidade clim\u00e1tica at\u00e9 2045. Declara\u00e7\u00f5es recentes de integrantes do governo, por\u00e9m, t\u00eam levantado d\u00favidas sobre o grau de empenho na meta.<\/p>\n<p>Recentemente, Merz afirmou que a Alemanha n\u00e3o conseguir\u00e1 deter sozinha as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Para Scheer, a declara\u00e7\u00e3o foi desastrosa.<\/p>\n<p>&#8220;Na pr\u00e1tica, trata-se de uma rejei\u00e7\u00e3o a esfor\u00e7os mais ambiciosos de prote\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica justamente no momento em que dever\u00edamos intensific\u00e1-los&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\">Leia mais<\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/ia-revoluciona-estudo-macacos-prego-natureza\">Macacos interagem com IA em estudo sobre cogni\u00e7\u00e3o<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/cataratas-de-sangue-vida-antiga-na-antartica\">O Mist\u00e9rio das Cataratas de Sangue: Vida Antiga Escondida Sob o Gelo da Ant\u00e1rtica<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/estatua-maria-polonia-supera-cristo-redentor\">Est\u00e1tua da Virgem Maria na Pol\u00f4nia \u00e9 inaugurada, supera Cristo Redentor<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/o-paradoxo-de-judas-o-beijo-que-traiu-jesus\">O Paradoxo de Judas: O beijo que traiu Jesus<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/hotel-transilvania-entre-a-lenda-realidade\">Castelo Transilv\u00e2nia: Entre a Lenda e a Realidade<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/vlad-iii-dracula-real-historia-vampiro\">O Dr\u00e1cula da Vida Real: A Hist\u00f3ria de Vlad<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/motorshow.com.br\/teste-rapido-jeep-avenger-2027\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Teste r\u00e1pido: Jeep Avenger 2027 \u00e9 muito melhor do que imaginam os haters<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/incendio-florestal-belgica-maior-historia\">Inc\u00eandio na B\u00e9lgica j\u00e1 \u00e9 o maior da hist\u00f3ria do pa\u00eds<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em meio a ondas de calor recordes e mortes, a mobiliza\u00e7\u00e3o ambiental na Alemanha perde for\u00e7a. Ativistas cobram governo, que n\u00e3o adota medidas eficazes.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":136395,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[27119,10197,1],"tags":[418,2171,3971,784,5283,87937,87934,1273,87936,87935],"class_list":["post-136394","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","category-noticias","category-uncategorized","tag-alemanha","tag-aquecimento-global","tag-crise-climatica","tag-europa","tag-fridays-for-future","tag-linda-kastrup","tag-mobilizacao-ambiental","tag-politica-ambiental","tag-sebastian-haunss","tag-ultima-geracao","autor-deutsche-welle","retranca-da-redacao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136394","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=136394"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136394\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":136470,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136394\/revisions\/136470"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/136395"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=136394"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=136394"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=136394"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}},{"id":136387,"date":"2026-08-15T14:00:00","date_gmt":"2026-08-15T17:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/?p=136387"},"modified":"2026-08-18T22:08:36","modified_gmt":"2026-08-19T01:08:36","slug":"incendio-florestal-belgica-maior-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/incendio-florestal-belgica-maior-historia","title":{"rendered":"Inc\u00eandio na B\u00e9lgica j\u00e1 \u00e9 o maior da hist\u00f3ria do pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p>Fogo no parque natural de Hautes Fagnes destruiu cerca de 1.600 hectares e superou o recorde nacional de 2011. Autoridades evacuam moradores e acionam ajuda europeia para conter as chamas.O inc\u00eandio florestal que atinge o parque natural de Hautes Fagnes, no leste da B\u00e9lgica, destruiu cerca de 1.600 hectares e se tornou o maior j\u00e1 registrado no pa\u00eds, segundo dados do Sistema Europeu de Informa\u00e7\u00e3o sobre Inc\u00eandios Florestais (EFFIS). O fogo supera o recorde anterior, de 2011, quando um inc\u00eandio consumiu quase 1.400 hectares.<\/p>\n<p>As chamas come\u00e7aram na sexta-feira (14\/08) e seguem fora de controle. Bombeiros, agricultores, militares e equipes de emerg\u00eancia trabalham para conter o avan\u00e7o do fogo na maior reserva natural da B\u00e9lgica, uma \u00e1rea de dif\u00edcil acesso formada por charnecas, turfeiras e passarelas elevadas de madeira.<\/p>\n<p>As autoridades da regi\u00e3o da Val\u00f4nia informaram que o inc\u00eandio se espalhou rapidamente durante a noite. Segundo Nicolas Yernaux, porta-voz regional, a situa\u00e7\u00e3o permanece cr\u00edtica e depende fortemente do apoio a\u00e9reo.<\/p>\n<p>Diante do agravamento do inc\u00eandio, a B\u00e9lgica acionou o mecanismo europeu de prote\u00e7\u00e3o civil, que coordena a ajuda de emerg\u00eancia entre os pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia. A comiss\u00e1ria europeia para Gest\u00e3o de Crises, Hadja Lahbib, informou que tr\u00eas helic\u00f3pteros e dois avi\u00f5es de combate a inc\u00eandios foram mobilizados para apoiar as opera\u00e7\u00f5es. As aeronaves foram enviadas pela Su\u00e9cia, Rep\u00fablica Tcheca e Holanda.<\/p>\n<p>O ministro da Defesa, Theo Francken, afirmou que tr\u00eas caminh\u00f5es de bombeiros de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foram deslocados para a regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Autoridades ordenam evacua\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>As autoridades provinciais de Li\u00e8ge ordenaram a evacua\u00e7\u00e3o de moradores de \u00e1reas de dois munic\u00edpios na tarde deste s\u00e1bado devido \u00e0 mudan\u00e7a dos ventos e \u00e0 intensa fuma\u00e7a. Turistas hospedados na regi\u00e3o tamb\u00e9m foram orientados a deixar o local.<\/p>\n<p>Na vila de Sourbrodt, com cerca de 500 habitantes, os moradores receberam orienta\u00e7\u00e3o para se preparar para uma poss\u00edvel retirada caso a situa\u00e7\u00e3o se agrave.<\/p>\n<p>Francken informou ainda que um acampamento de f\u00e9rias infantil localizado na \u00e1rea afetada j\u00e1 come\u00e7ou a ser evacuado.<\/p>\n<p>Em Eupen, cidade pr\u00f3xima ao inc\u00eandio, a fuma\u00e7a era vis\u00edvel a quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia, e o c\u00e9u assumia uma colora\u00e7\u00e3o amarelada, segundo relato de um jornalista da AFP no local.<\/p>\n<p>As autoridades municipais recomendaram que a popula\u00e7\u00e3o mantenha portas e janelas fechadas, prepare documentos e pertences essenciais e acompanhe os comunicados oficiais.<\/p>\n<p>Chamas controladas na Alemanha<\/p>\n<p>Os inc\u00eandios ocorrem em meio \u00e0 quinta onda de calor do ver\u00e3o europeu. Na sexta-feira, as temperaturas alcan\u00e7aram at\u00e9 37\u00b0C em partes da B\u00e9lgica.<\/p>\n<p>Do outro lado da fronteira, na Alemanha, as autoridades informaram que um grande inc\u00eandio florestal na regi\u00e3o de H\u00fcrtgenwald, no estado da Ren\u00e2nia do Norte-Vestf\u00e1lia, foi colocado sob controle neste s\u00e1bado. Cerca de 1.400 bombeiros participaram da opera\u00e7\u00e3o, que levou \u00e0 evacua\u00e7\u00e3o de mais de 2.000 moradores da vila de Gey na sexta-feira, quando as chamas chegaram a apenas 300 metros das primeiras casas.<\/p>\n<p>Apesar da melhora, a ordem de evacua\u00e7\u00e3o continua em vigor. O inc\u00eandio, considerado o maior j\u00e1 registrado no estado alem\u00e3o, teve o combate dificultado pelo risco de explos\u00f5es causadas por muni\u00e7\u00f5es remanescentes da Segunda Guerra Mundial ainda enterradas na \u00e1rea florestal.<\/p>\n<p>Inc\u00eandios se espalham pela Europa<\/p>\n<p>Autoridades tamb\u00e9m registram grandes focos na Fran\u00e7a, Espanha, Reino Unido, Cro\u00e1cia, Montenegro, S\u00e9rvia, Alb\u00e2nia e Gr\u00e9cia. As altas temperaturas, a seca prolongada e os ventos fortes t\u00eam favorecido a r\u00e1pida propaga\u00e7\u00e3o das chamas, destruindo milhares de hectares de vegeta\u00e7\u00e3o e for\u00e7ando evacua\u00e7\u00f5es em v\u00e1rias regi\u00f5es do continente.<\/p>\n<p>No sudoeste da Fran\u00e7a, o inc\u00eandio mais recente j\u00e1 devastou cerca de 1.580 hectares e levou \u00e0 retirada de 650 pessoas. Na Espanha, os inc\u00eandios consumiram pelo menos 15 mil hectares na regi\u00e3o de Arag\u00e3o e mais de 38 mil hectares na prov\u00edncia de Huelva, com mais de mil moradores evacuados. No Reino Unido, dezenas de focos atingiram \u00e1reas urbanas e rurais, destruindo edif\u00edcios e levando o governo a adotar medidas emergenciais.<\/p>\n<p>Na Cro\u00e1cia, um dos piores inc\u00eandios da hist\u00f3ria do pa\u00eds deixou feridos e obrigou turistas a buscar abrigo. J\u00e1 Montenegro, S\u00e9rvia, Alb\u00e2nia e Gr\u00e9cia tamb\u00e9m enfrentam m\u00faltiplos focos, mantendo equipes de emerg\u00eancia mobilizadas diante do risco elevado de novos inc\u00eandios.<\/p>\n<p>Segundo cientistas, as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas causadas pela atividade humana aumentam a frequ\u00eancia e a intensidade de per\u00edodos de calor extremo e seca, condi\u00e7\u00f5es que favorecem a propaga\u00e7\u00e3o e a persist\u00eancia de grandes inc\u00eandios florestais.<\/p>\n<p>gq (AFP, Reuters, ARD)<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\">Leia mais<\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/ia-revoluciona-estudo-macacos-prego-natureza\">Macacos interagem com IA em estudo sobre cogni\u00e7\u00e3o<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/cataratas-de-sangue-vida-antiga-na-antartica\">O Mist\u00e9rio das Cataratas de Sangue: Vida Antiga Escondida Sob o Gelo da Ant\u00e1rtica<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/estatua-maria-polonia-supera-cristo-redentor\">Est\u00e1tua da Virgem Maria na Pol\u00f4nia \u00e9 inaugurada, supera Cristo Redentor<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/o-paradoxo-de-judas-o-beijo-que-traiu-jesus\">O Paradoxo de Judas: O beijo que traiu Jesus<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/hotel-transilvania-entre-a-lenda-realidade\">Castelo Transilv\u00e2nia: Entre a Lenda e a Realidade<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/vlad-iii-dracula-real-historia-vampiro\">O Dr\u00e1cula da Vida Real: A Hist\u00f3ria de Vlad<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/motorshow.com.br\/teste-rapido-jeep-avenger-2027\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Teste r\u00e1pido: Jeep Avenger 2027 \u00e9 muito melhor do que imaginam os haters<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fogo em Hautes Fagnes destr\u00f3i 1.600 hectares, supera recorde e mobiliza ajuda europeia. 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Utilizando uma tela sens\u00edvel ao toque, o equipamento distribui bananas como recompensa e busca medir a aprendizagem e mem\u00f3ria dos animais fora dos laborat\u00f3rios, mudando um paradigma hist\u00f3rico na pesquisa de primatas.<\/h3>\n<h2>O que aconteceu<\/h2>\n<ul>\n<li>Um sistema de intelig\u00eancia artificial em macacos-prego-de-cara-branca busca revolucionar o estudo da cogni\u00e7\u00e3o primata.<\/li>\n<li>Pesquisadores usam telas sens\u00edveis ao toque para interagir com os macacos e recompens\u00e1-los com bananas.<\/li>\n<li>A iniciativa visa coletar dados sobre aprendizagem e mem\u00f3ria em ambientes naturais, superando limita\u00e7\u00f5es de laborat\u00f3rio.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Historicamente, a grande maioria dos dados sobre cogni\u00e7\u00e3o em primatas \u00e9 obtida em laborat\u00f3rios, com animais estudados em cativeiro ou submetidos a testes em condi\u00e7\u00f5es restritivas. Agora, o grupo de cientistas por tr\u00e1s do CapuchinAI busca mudar esse cen\u00e1rio, levando os testes cognitivos diretamente para o ambiente selvagem.<\/p>\n<p>O modelo CapuchinAI foi testado com macacos-prego-de-cara-branca (Cebus capucinus), tamb\u00e9m conhecidos como capuchinhos, na Reserva Florestal de Taboga, na Costa Rica. Os detalhes foram publicados na revista cient\u00edfica <em>American Journal of Primatology<\/em>. O sistema identifica o macaco por meio de reconhecimento facial quando ele se aproxima e, em uma tela sens\u00edvel ao toque, o primata recebe uma tarefa e, se correta, uma recompensa alimentar.<\/p>\n<p>Para que os animais se acostumassem com a din\u00e2mica, os pesquisadores criaram um est\u00edmulo inicial: um quadrado azul na tela que, ao ser tocado, aciona o distribuidor de banana. Os testes iniciais demonstraram que o modelo identifica indiv\u00edduos da esp\u00e9cie com 97% de precis\u00e3o. De acordo com o estudo, os primatas aprenderam rapidamente a associa\u00e7\u00e3o entre a tela e a recompensa.<\/p>\n<p>Federico S\u00e1nchez, coautor da pesquisa e membro da Universidade Emory, nos Estados Unidos, relata a surpresa dos cientistas. &#8220;Era quase como se pud\u00e9ssemos v\u00ea-lo perceber: &#8220;Ah, \u00e9 isso que preciso fazer, tocar na tela!&#8221; Foi incr\u00edvel ver um indiv\u00edduo aprender algo t\u00e3o r\u00e1pido&#8221;, afirmou em comunicado.<\/p>\n<p>O modelo tamb\u00e9m revelou diferen\u00e7as individuais entre os macacos. Observou-se, por exemplo, que alguns aprenderam rapidamente, enquanto outros preferiram observar os companheiros antes de se aproximarem do sistema. Muitos deles tamb\u00e9m se aproximaram para &#8220;beijar&#8221; a tela azul, a fim de ganhar uma fatia de banana.<\/p>\n<p>Para evitar que um indiv\u00edduo dominante monopolizasse a plataforma, o sistema CapuchinAI limita as recompensas por sess\u00e3o. Os pesquisadores tamb\u00e9m relataram que animais da esp\u00e9cie dos quatis \u2013 parentes dos guaxinins \u2013 tentaram manipular o aparelho.<\/p>\n<p>Os estudos em laborat\u00f3rio podem apresentar vieses, j\u00e1 que o animal n\u00e3o interage em seu ambiente natural. Experimentos realizados em liberdade oferecem contextos sociais e ecol\u00f3gicos v\u00e1lidos, mas s\u00e3o notadamente dif\u00edceis de planejar e controlar.<\/p>\n<p>&#8220;Estou tentando preencher essa lacuna&#8221;, declarou Marcela Ben\u00edtez, antrop\u00f3loga e coautora da pesquisa, ao <em>New York Times<\/em>. Para a especialista, o c\u00e9rebro dos primatas n\u00e3o evoluiu em um laborat\u00f3rio, &#8220;mas, sim, em ambientes complexos e competitivos\u201d.<\/p>\n<p>Ben\u00edtez complementa que a compreens\u00e3o dos primatas raramente \u00e9 estudada em liberdade, pois o controle experimental necess\u00e1rio para medir a cogni\u00e7\u00e3o \u00e9 desafiador em ambientes imprevis\u00edveis. &#8220;Se quisermos saber como os primatas tomam decis\u00f5es, se quisermos entender como eles usam esses grandes c\u00e9rebros que desenvolveram, precisamos realmente coloc\u00e1-los no contexto do mundo em que vivem&#8221;, explica.<\/p>\n<p>&#8220;Estudar os indiv\u00edduos em seus ambientes naturais, onde h\u00e1 in\u00fameras varia\u00e7\u00f5es em suas experi\u00eancias de vida, nos permite aprender como as influ\u00eancias ambientais os moldaram&#8221;, concorda S\u00e1nchez.<\/p>\n<p>O modelo CapuchinAI foi treinado com imagens de seis macacos-prego-de-cara-branca, mas o local de campo conta com cerca de cem exemplares da esp\u00e9cie. &#8220;N\u00e3o t\u00ednhamos v\u00eddeos de alta qualidade de todos esses indiv\u00edduos, o que \u00e9 necess\u00e1rio para treinar o modelo&#8221;, reconhece S\u00e1nchez. Contudo, os v\u00eddeos gerados em campo ser\u00e3o usados para ampliar o cat\u00e1logo de reconhecimento.<\/p>\n<p>Nas pr\u00f3ximas fases da pesquisa, os cientistas testar\u00e3o um software capaz de oferecer um conjunto de tarefas adaptadas ao n\u00edvel de cada macaco. Isso incluir\u00e1 testes de controle de impulsos ou flexibilidade cognitiva, permitindo que a m\u00e1quina reconhe\u00e7a o indiv\u00edduo e retome o teste exatamente de onde foi interrompido na sess\u00e3o anterior.<\/p>\n<p>&#8220;Nossa metodologia de IA n\u00e3o substitui a necessidade de pesquisadores humanos em campo. \u00c9 essencial contar com conjuntos de dados ricos e observacionais, coletados por pessoas que estejam no local&#8221;, esclarece Ben\u00edtez. Os autores esperam, ainda, que outros pesquisadores adaptem o CapuchinAI para diferentes esp\u00e9cies de primatas selvagens.<\/p>\n<p>&#8220;[O sistema] permite compreender mais profundamente os indiv\u00edduos sobre os quais j\u00e1 temos dados por meio da observa\u00e7\u00e3o de campo. Agora, podemos automatizar os testes cognitivos e quantificar esses resultados. \u00c9 uma forma de entrar nas mentes por tr\u00e1s das personalidades&#8221;, sublinha S\u00e1nchez.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 uma ferramenta nova e poderosa no conjunto de ferramentas da primatologia\u201d, conclui Ben\u00edtez.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\">Leia mais<\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/bacterias-do-semen-impacta-fertilidade\">Bact\u00e9rias do s\u00eamen impactam fertilidade, indica estudo<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/cataratas-de-sangue-vida-antiga-na-antartica\">O Mist\u00e9rio das Cataratas de Sangue: Vida Antiga Escondida Sob o Gelo da Ant\u00e1rtica<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/estatua-maria-polonia-supera-cristo-redentor\">Est\u00e1tua da Virgem Maria na Pol\u00f4nia \u00e9 inaugurada, supera Cristo Redentor<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/o-paradoxo-de-judas-o-beijo-que-traiu-jesus\">O Paradoxo de Judas: O beijo que traiu Jesus<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/hotel-transilvania-entre-a-lenda-realidade\">Castelo Transilv\u00e2nia: Entre a Lenda e a Realidade<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/vlad-iii-dracula-real-historia-vampiro\">O Dr\u00e1cula da Vida Real: A Hist\u00f3ria de Vlad<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/motorshow.com.br\/teste-rapido-jeep-avenger-2027\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Teste r\u00e1pido: Jeep Avenger 2027 \u00e9 muito melhor do que imaginam os haters<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas utilizam intelig\u00eancia artificial e telas sens\u00edveis ao toque para estudar a cogni\u00e7\u00e3o de macacos-prego na Costa Rica, em seu habitat natural.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":136386,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[13,11,29,27119,10197,1],"tags":[87928,87844,87610,973,2779,87929,9166,87671,87930],"class_list":["post-136385","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ciencia","category-comportamento","category-curiosidades","category-geral","category-noticias","category-uncategorized","tag-capuchinai","tag-cognicao-animal","tag-comportamento-animal","tag-costa-rica","tag-inteligencia-artificial","tag-macacos-prego","tag-pesquisa-cientifica","tag-primatologia","tag-reserva-florestal-de-taboga","autor-deutsche-welle","retranca-da-redacao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136385","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=136385"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136385\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":136467,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136385\/revisions\/136467"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/136386"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=136385"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=136385"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=136385"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}},{"id":136384,"date":"2026-08-15T12:21:00","date_gmt":"2026-08-15T15:21:00","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/?p=136384"},"modified":"2026-08-18T21:53:04","modified_gmt":"2026-08-19T00:53:04","slug":"bacterias-do-semen-impacta-fertilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/bacterias-do-semen-impacta-fertilidade","title":{"rendered":"Bact\u00e9rias do s\u00eamen impactam fertilidade, indica estudo"},"content":{"rendered":"<h3>Um novo estudo internacional revela que desequil\u00edbrios bacterianos na flora intestinal feminina e no s\u00eamen masculino est\u00e3o relacionados a dificuldades de concep\u00e7\u00e3o. Publicada na revista The Lancet Obstetrics, Gynaecology, &amp; Women&#8221;s Health, a pesquisa liderada pelo Hospital Universit\u00e1rio de Copenhague, na Dinamarca, acompanhou casais em tratamentos de fertilidade.<\/h3>\n<p>Os resultados indicam que essas altera\u00e7\u00f5es podem impactar significativamente as chances de sucesso na gravidez, exigindo uma nova abordagem na medicina reprodutiva para homens e mulheres.<\/p>\n<h2>O que aconteceu<\/h2>\n<ul>\n<li>O desequil\u00edbrio bacteriano no s\u00eamen masculino reduz as chances de um casal ter filhos e aumenta os riscos de abortos espont\u00e2neos.<\/li>\n<li>Mulheres com altera\u00e7\u00f5es na flora intestinal levam mais tempo para engravidar e t\u00eam menor probabilidade de sucesso em tratamentos de fertilidade.<\/li>\n<li>Ao contr\u00e1rio das outras, a flora vaginal n\u00e3o apresentou rela\u00e7\u00e3o clara com a infertilidade ou com a perda gestacional, segundo a pesquisa.<\/li>\n<\/ul>\n<p>O estudo, considerado inovador, analisou a flora intestinal e vaginal de mulheres, bem como o s\u00eamen de seus parceiros. Em seguida, os pesquisadores acompanharam a evolu\u00e7\u00e3o das gesta\u00e7\u00f5es e os partos dos casais participantes ao longo do tempo.<\/p>\n<p>Embora o microbioma vaginal tenha sido extensivamente estudado em sua rela\u00e7\u00e3o com a fertilidade, o microbioma intestinal feminino e o microbioma seminal foram, em grande medida, ignorados at\u00e9 agora, conforme destaca o artigo da Lancet.<\/p>\n<p>A pesquisa acompanhou 353 mulheres e 191 de seus parceiros, recrutados entre abril de 2018 e setembro de 2023. Os participantes estavam passando por tratamentos de fertilidade ou haviam sofrido abortos espont\u00e2neos recorrentes.<\/p>\n<p>Para os homens, os autores investigaram o que chamaram de &#8220;disbiose seminal do tipo vaginal&#8221;. Esta \u00e9 uma composi\u00e7\u00e3o bacteriana do s\u00eamen que se assemelha \u00e0s altera\u00e7\u00f5es bacterianas \u2013 ou disbiose \u2013 que ocorrem tipicamente na vagina.<\/p>\n<p>Os resultados do estudo indicam que o desequil\u00edbrio das bact\u00e9rias presentes no s\u00eamen dos homens esteve associado a uma redu\u00e7\u00e3o substancial das chances de um casal ter um filho e a um maior n\u00famero de abortos espont\u00e2neos.<\/p>\n<p>Aproximadamente um quarto dos homens participantes apresentava esse desequil\u00edbrio bacteriano no s\u00eamen. Uma particularidade importante \u00e9 que essa altera\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 detectada em uma an\u00e1lise convencional, o que significa que os resultados dos exames podem parecer normais mesmo com a presen\u00e7a da disbiose.<\/p>\n<p>Entre os casais submetidos a tratamentos de reprodu\u00e7\u00e3o assistida, apenas 57% daqueles em que o homem apresentava o desequil\u00edbrio conseguiram ter um beb\u00ea. Em contraste, 85% dos casais nos quais o s\u00eamen n\u00e3o apresentava a altera\u00e7\u00e3o tiveram sucesso.<\/p>\n<p>Os abortos espont\u00e2neos tamb\u00e9m foram mais frequentes nos casos em que o homem apresentava o desequil\u00edbrio, com uma incid\u00eancia aproximadamente 20% maior em compara\u00e7\u00e3o com os casais sem a altera\u00e7\u00e3o, conforme relatado na revista.<\/p>\n<p>No caso das mulheres, o desequil\u00edbrio da flora intestinal foi associado a um tempo maior para engravidar e a uma menor probabilidade de concep\u00e7\u00e3o por meio de tratamentos de fertilidade. Contudo, n\u00e3o foi observada rela\u00e7\u00e3o entre a flora intestinal alterada e a ocorr\u00eancia de abortos espont\u00e2neos.<\/p>\n<p>Essa distin\u00e7\u00e3o nos achados para homens e mulheres sublinha a complexidade das intera\u00e7\u00f5es microbioma-fertilidade e a necessidade de abordagens de tratamento mais personalizadas.<\/p>\n<p>Os autores da pesquisa afirmam que os resultados obtidos &#8220;refor\u00e7am a ideia de repensar o microbioma reprodutivo como uma quest\u00e3o que afeta o casal como um todo, em vez de se limitar exclusivamente \u00e0 mulher&#8221;.<\/p>\n<p>Essa nova perspectiva pode levar a diagn\u00f3sticos mais precisos e tratamentos mais eficazes para casais que enfrentam dificuldades para conceber ou que sofrem perdas gestacionais recorrentes.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\">Leia mais<\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/cataratas-de-sangue-vida-antiga-na-antartica\">O Mist\u00e9rio das Cataratas de Sangue: Vida Antiga Escondida Sob o Gelo da Ant\u00e1rtica<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/estatua-maria-polonia-supera-cristo-redentor\">Est\u00e1tua da Virgem Maria na Pol\u00f4nia \u00e9 inaugurada, supera Cristo Redentor<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/o-paradoxo-de-judas-o-beijo-que-traiu-jesus\">O Paradoxo de Judas: O beijo que traiu Jesus<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/hotel-transilvania-entre-a-lenda-realidade\">Castelo Transilv\u00e2nia: Entre a Lenda e a Realidade<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/vlad-iii-dracula-real-historia-vampiro\">O Dr\u00e1cula da Vida Real: A Hist\u00f3ria de Vlad<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/motorshow.com.br\/teste-rapido-jeep-avenger-2027\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Teste r\u00e1pido: Jeep Avenger 2027 \u00e9 muito melhor do que imaginam os haters<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa in\u00e9dita do Hospital de Copenhague liga desequil\u00edbrios bacterianos no s\u00eamen e na flora intestinal feminina \u00e0 infertilidade.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":83948,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[13,27119,10197],"tags":[3611,10807,15075,17684,87927,87926,87925,2116],"class_list":["post-136384","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ciencia","category-geral","category-noticias","tag-fertilidade","tag-flora-intestinal","tag-infertilidade","tag-microbioma","tag-saude-feminina","tag-saude-masculina","tag-saude-reprodutiva","tag-the-lancet","autor-deutsche-welle","retranca-da-redacao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136384","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=136384"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136384\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":136465,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136384\/revisions\/136465"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/83948"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=136384"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=136384"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=136384"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}},{"id":136344,"date":"2026-08-13T17:30:58","date_gmt":"2026-08-13T20:30:58","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/?p=136344"},"modified":"2026-08-13T17:30:58","modified_gmt":"2026-08-13T20:30:58","slug":"cataratas-de-sangue-vida-antiga-na-antartica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/cataratas-de-sangue-vida-antiga-na-antartica","title":{"rendered":"O Mist\u00e9rio das Cataratas de Sangue: Vida Antiga Escondida Sob o Gelo da Ant\u00e1rtica"},"content":{"rendered":"<p data-path-to-node=\"1\">Nas profundezas congeladas da Ant\u00e1rtica, o Glaciar Taylor abriga um dos fen\u00f4menos mais fascinantes da Terra: as chamadas &#8220;Cataratas de Sangue&#8221;. Trata-se de um fluxo de \u00e1gua em tom vermelho-vivo que escorre sobre o gelo, intrigando pesquisadores h\u00e1 d\u00e9cadas. Um estudo publicado na revista <i data-path-to-node=\"1\" data-index-in-node=\"288\">Nature Geoscience<\/i> revelou que esse local abriga microrganismos biologicamente ativos que descendem de antigas comunidades marinhas.<\/p>\n<h2 data-path-to-node=\"2\">Um Ecossistema Marinho Preservado no Tempo<\/h2>\n<p data-path-to-node=\"3\">Para investigar a origem biol\u00f3gica desse fen\u00f4meno, os cientistas analisaram 167 amostras de \u00e1gua, sedimentos e material do ar coletadas nos Vales Secos de McMurdo e em pontos marinhos de compara\u00e7\u00e3o. A an\u00e1lise identificou uma comunidade de microeucariotos fortemente ligada ao ambiente oce\u00e2nico, concentrada na \u00e1rea por onde a salmoura emerge. Entre os organismos encontrados est\u00e3o diatom\u00e1ceas, dinoflagelados, hapt\u00f3fitas e ciliados.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"4\">O grande diferencial do estudo foi a detec\u00e7\u00e3o de RNA ativo nessas amostras. Esse achado comprova que os microrganismos n\u00e3o s\u00e3o apenas f\u00f3sseis ou restos de material gen\u00e9tico preservados pelo frio, mas seres em plena atividade biol\u00f3gica. A equipe identificou fun\u00e7\u00f5es em andamento como fotoss\u00edntese, reparo celular e resposta ao estresse osm\u00f3tico.<\/p>\n<h2 data-path-to-node=\"5\">Como a \u00c1gua do Mar Parou Debaixo da Geleira?<\/h2>\n<p data-path-to-node=\"6\">A presen\u00e7a dessas criaturas marinhas em um ambiente subterr\u00e2neo e congelado \u00e9 explicada por eventos clim\u00e1ticos do passado. Em per\u00edodos antigos mais quentes, a \u00e1gua do mar alcan\u00e7ava o Vale Taylor. Com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas subsequentes e a expans\u00e3o do glaciar, uma por\u00e7\u00e3o da \u00e1gua salgada ficou aprisionada sob o gelo, formando um reservat\u00f3rio isolado.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"7\">Devido \u00e0 elevada concentra\u00e7\u00e3o de sal, essa \u00e1gua permaneceu em estado l\u00edquido mesmo sob temperaturas extremamente baixas. Isoladas do oceano e sem luz solar por mil\u00eanios, as comunidades microsc\u00f3picas passaram a evoluir de forma independente.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"9\">Apesar do tom impressionante, a cor das cataratas n\u00e3o \u00e9 causada por sangue ou pelos microrganismos presentes na \u00e1gua. O reservat\u00f3rio subterr\u00e2neo \u00e9 rico em ferro dissolvido. Quando a salmoura emerge e entra em contato com o oxig\u00eanio da atmosfera, o ferro oxida, gerando o tom avermelhado de ferrugem que mancha o gelo.<\/p>\n<h2 data-path-to-node=\"10\">O Significado para a Ci\u00eancia<\/h2>\n<p data-path-to-node=\"11\">A descoberta amplia a compreens\u00e3o sobre a capacidade de adapta\u00e7\u00e3o da vida em condi\u00e7\u00f5es extremas. Ela demonstra que ecossistemas microsc\u00f3picos conseguem persistir por longos per\u00edodos em ambientes escuros, frios, salgados e isolados do restante do mundo. Al\u00e9m de ajudar a reconstruir a hist\u00f3ria ambiental e clim\u00e1tica da Ant\u00e1rtica, o achado fornece dados fundamentais sobre como a vida pode prosperar em habitats radicais.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\">Leia mais<\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/estatua-maria-polonia-supera-cristo-redentor\">Est\u00e1tua da Virgem Maria na Pol\u00f4nia \u00e9 inaugurada, supera Cristo Redentor<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/o-paradoxo-de-judas-o-beijo-que-traiu-jesus\">O Paradoxo de Judas: O beijo que traiu Jesus<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/hotel-transilvania-entre-a-lenda-realidade\">Castelo Transilv\u00e2nia: Entre a Lenda e a Realidade<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/vlad-iii-dracula-real-historia-vampiro\">O Dr\u00e1cula da Vida Real: A Hist\u00f3ria de Vlad<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/motorshow.com.br\/teste-rapido-jeep-avenger-2027\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Teste r\u00e1pido: Jeep Avenger 2027 \u00e9 muito melhor do que imaginam os haters<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo revela que as &#8220;Cataratas de Sangue&#8221; do Glaciar Taylor, na Ant\u00e1rtica, abrigam microrganismos marinhos ativos, adaptados a condi\u00e7\u00f5es extremas.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":136347,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9841,13,29,27119,1],"tags":[3628,6810,87922,87924,87921,87923,1002,3639],"class_list":["post-136344","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arqueologia","category-ciencia","category-curiosidades","category-geral","category-uncategorized","tag-antartica","tag-astrobiologia","tag-cataratas-de-sangue","tag-ecologia-marinha","tag-glaciar-taylor","tag-microrganismos-extremos","tag-mudancas-climaticas","tag-nature-geoscience","autor-da-redacao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136344","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=136344"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136344\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":136348,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136344\/revisions\/136348"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/136347"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=136344"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=136344"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=136344"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}},{"id":136336,"date":"2026-08-13T14:18:00","date_gmt":"2026-08-13T17:18:00","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/?p=136336"},"modified":"2026-08-13T17:12:06","modified_gmt":"2026-08-13T20:12:06","slug":"estatua-maria-polonia-supera-cristo-redentor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/estatua-maria-polonia-supera-cristo-redentor","title":{"rendered":"Est\u00e1tua da Virgem Maria na Pol\u00f4nia \u00e9 inaugurada, supera Cristo Redentor"},"content":{"rendered":"<p>Mais alta que o Cristo Redentor, uma monumental est\u00e1tua de Maria, financiada pelo bilion\u00e1rio polon\u00eas Roman Karkosik, foi inaugurada no pequeno povoado de Konotopie, na Pol\u00f4nia. A obra, que supera os 55 metros de altura, visa atrair fi\u00e9is e impulsionar a economia local, em um pa\u00eds que enfrenta um processo cont\u00ednuo de seculariza\u00e7\u00e3o, apesar de sua forte tradi\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica.<\/p>\n<ul>\n<li>A nova est\u00e1tua de Maria na Pol\u00f4nia, com mais de 55 metros, \u00e9 oficialmente inaugurada e supera o Cristo Redentor do Rio de Janeiro.<\/li>\n<li>O bilion\u00e1rio Roman Karkosik financiou a obra, que gera expectativa de movimentar a economia do povoado de Konotopie.<\/li>\n<li>O projeto, que divide opini\u00f5es entre os poloneses, surge em um contexto de decl\u00ednio da confian\u00e7a na Igreja Cat\u00f3lica no pa\u00eds.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Na paisagem id\u00edlica e plana entre campos de cereais, prados e um lago, a monumental est\u00e1tua de Maria ergue-se em dire\u00e7\u00e3o aos c\u00e9us da Pol\u00f4nia. Por causa dela, o at\u00e9 ent\u00e3o desconhecido povoado de Konotopie, com apenas 120 habitantes e a 160 quil\u00f4metros da capital Vars\u00f3via, est\u00e1 h\u00e1 semanas no notici\u00e1rio. O monumento de mais de 55 metros de altura supera a famosa est\u00e1tua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, que mede 38 metros com o pedestal. A est\u00e1tua branca tem 40,6 metros e est\u00e1 sobre uma base de 15 metros em forma de coroa, que dever\u00e1 funcionar como mirante.<\/p>\n<p>A inaugura\u00e7\u00e3o oficial ocorre neste s\u00e1bado (15\/08), na festa cat\u00f3lica da Assun\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora. Embora as obras finais ainda estejam em andamento e a \u00e1rea permane\u00e7a cercada e sob vigil\u00e2ncia, milhares de visitantes, entre peregrinos e curiosos, j\u00e1 passaram pelo local nos \u00faltimos meses. O projeto divide os poloneses, com rea\u00e7\u00f5es que variam de cr\u00edticas veementes a elogios devotos.<\/p>\n<p>O idealizador da est\u00e1tua, Roman Karkosik, de 75 anos, nasceu num vilarejo vizinho e hoje \u00e9 uma das pessoas mais ricas da Pol\u00f4nia. H\u00e1 quase 40 anos, quando o capitalismo substituiu a economia socialista de escassez, o formado em uma escola t\u00e9cnica come\u00e7ou trabalhando como bartender. Mais tarde, comprou sucata, produziu refrigerantes e tornou-se o primeiro empres\u00e1rio no pa\u00eds a fabricar garrafas pl\u00e1sticas.<\/p>\n<p>Karkosik ganhou notoriedade na Bolsa de Vars\u00f3via. Alguns jornalistas comparam sua influ\u00eancia na Pol\u00f4nia \u00e0 de Warren Buffett em Wall Street. Sua fortuna \u00e9 estimada em 1,9 bilh\u00e3o de zlotys (R$ 2,6 bilh\u00f5es), o que o coloca no 44\u00ba lugar na lista dos poloneses mais ricos da revista Wprost. O empres\u00e1rio vive em um castelo do s\u00e9culo 18 na cidade de Kikol, a apenas dois quil\u00f4metros de Konotopie.<\/p>\n<p>Karkosik e sua esposa, Grazyna, evitam apari\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e contato com a imprensa. O custo da escultura tamb\u00e9m \u00e9 mantido em segredo. A m\u00eddia especula que a obra possa ter custado 100 milh\u00f5es de zlotys (R$ 139,5 milh\u00f5es). Segundo uma breve declara\u00e7\u00e3o do casal Karkosik, a est\u00e1tua de Maria \u00e9 um &#8220;gesto de gratid\u00e3o&#8221;. De acordo com a imprensa, o empres\u00e1rio profundamente religioso queria agradecer \u00e0 Virgem Maria por sua recupera\u00e7\u00e3o ap\u00f3s uma doen\u00e7a grave. Seus dois irm\u00e3os, tamb\u00e9m empres\u00e1rios bem-sucedidos, adoeceram e morreram prematuramente.<\/p>\n<p>J\u00e1 em 2011, Karkosik financiou a constru\u00e7\u00e3o de uma igreja em um centro de peregrina\u00e7\u00e3o pr\u00f3ximo, onde existe uma capela na floresta com uma Piet\u00e0 do s\u00e9culo 19. O artista por tr\u00e1s da est\u00e1tua da Virgem \u00e9 Adam Jakub Matejkowski. Ele diz ter se inspirado no olhar de sua filha de 11 anos e no rosto delicado da pr\u00f3pria esposa para conceber o esbo\u00e7o, e aprovou o resultado final.<\/p>\n<p>&#8220;A M\u00e3e de Deus abre os bra\u00e7os para nos acolher&#8221;, disse, satisfeito, \u00e0 imprensa polonesa. &#8220;Era exatamente isso que eu queria: que a figura tivesse um car\u00e1ter humano, que viesse ao nosso encontro.&#8221;<\/p>\n<p>A \u00e1rea ao redor de Konotopie est\u00e1 entre as regi\u00f5es economicamente mais fr\u00e1geis da Pol\u00f4nia. N\u00e3o h\u00e1 ind\u00fastrias nem empregos suficientes. Por isso, a expectativa \u00e9 que a est\u00e1tua de Maria atraia turistas e impulsione a economia local. A Pol\u00f4nia \u00e9 conhecida por suas monumentais est\u00e1tuas crist\u00e3s. Ap\u00f3s a transi\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica de 1989, foi constru\u00edda em Lichen, no centro do pa\u00eds, uma gigantesca bas\u00edlica que supera em tamanho as catedrais de Paris e Col\u00f4nia. O templo tem 138 metros de comprimento, 77 metros de largura e uma c\u00fapula com 35 metros de di\u00e2metro. A constru\u00e7\u00e3o comporta at\u00e9 20 mil fi\u00e9is.<\/p>\n<p>Desde 2010, a Pol\u00f4nia tamb\u00e9m \u00e9 sede da maior est\u00e1tua de Jesus do mundo. Ela fica na cidade de Swiebodzin, perto da fronteira com o estado alem\u00e3o de Brandemburgo, tem 36 metros de altura e est\u00e1 sobre uma colina de quase 17 metros.<\/p>\n<p>H\u00e1 incerteza sobre se essas constru\u00e7\u00f5es gigantescas conseguir\u00e3o deter o processo cont\u00ednuo de seculariza\u00e7\u00e3o da sociedade polonesa. Embora a Pol\u00f4nia continue sendo um dos pa\u00edses mais cat\u00f3licos da Europa, a confian\u00e7a na Igreja Cat\u00f3lica vem diminuindo constantemente. A f\u00e9 cat\u00f3lica foi, durante s\u00e9culos, um elemento fundamental da identidade polonesa. No s\u00e9culo 19, quando a Pol\u00f4nia estava sob dom\u00ednio de pot\u00eancias estrangeiras, a religi\u00e3o desempenhou um papel central na resist\u00eancia contra os protestantes prussianos e os russos ortodoxos.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial, a oposi\u00e7\u00e3o anticomunista e a Igreja Cat\u00f3lica uniram for\u00e7as contra a ditadura comunista, apesar das diverg\u00eancias. As igrejas tornaram-se ref\u00fagio para dissidentes perseguidos pelo regime, e v\u00e1rios padres foram assassinados pelos servi\u00e7os secretos. O papa polon\u00eas Jo\u00e3o Paulo 2\u00ba tamb\u00e9m teve um papel importante na luta contra a ditadura.<\/p>\n<p>Desde a transi\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica de 1989, por\u00e9m, a Igreja Cat\u00f3lica na Pol\u00f4nia vem enfrentando uma crise semelhante \u00e0 observada em outras partes da Europa. Segundo uma pesquisa do instituto polon\u00eas Ibris, realizada em setembro de 2025, apenas 35% dos poloneses ainda confiavam na institui\u00e7\u00e3o, contra 58% em 2016. J\u00e1 a desconfian\u00e7a aumentou de 24% para 47%.<\/p>\n<p>Em 2026, o n\u00famero anual de ordena\u00e7\u00f5es sacerdotais na Pol\u00f4nia caiu pela primeira vez desde 2000 para menos de 200. E cada vez menos pessoas v\u00e3o \u00e0 igreja, principalmente os jovens. Essa tend\u00eancia, ao que tudo indica, n\u00e3o poder\u00e1 ser revertida nem mesmo por uma gigantesca Virgem Maria.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/o-paradoxo-de-judas-o-beijo-que-traiu-jesus\">O Paradoxo de Judas: O beijo que traiu Jesus<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/hotel-transilvania-entre-a-lenda-realidade\">Castelo Transilv\u00e2nia: Entre a Lenda e a Realidade<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/vlad-iii-dracula-real-historia-vampiro\">O Dr\u00e1cula da Vida Real: A Hist\u00f3ria de Vlad<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/motorshow.com.br\/teste-rapido-jeep-avenger-2027\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Teste r\u00e1pido: Jeep Avenger 2027 \u00e9 muito melhor do que imaginam os haters<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma monumental est\u00e1tua de Maria, mais alta que o Cristo Redentor, \u00e9 inaugurada na Pol\u00f4nia, financiada por bilion\u00e1rio polon\u00eas Roman Karkosik.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":136337,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[15177,29,15,27119],"tags":[8412,87917,863,87918,4296,87919,87920],"class_list":["post-136336","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-crencas-e-religioes","category-curiosidades","category-espiritualidade","category-geral","tag-cristo-redentor","tag-estatua-de-maria","tag-igreja-catolica","tag-konotopie","tag-polonia","tag-roman-karkosik","tag-secularizacao","autor-da-redacao","autor-deutsche-welle"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136336","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=136336"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136336\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":136343,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136336\/revisions\/136343"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/136337"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=136336"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=136336"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=136336"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}},{"id":136308,"date":"2026-08-12T17:11:18","date_gmt":"2026-08-12T20:11:18","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/?p=136308"},"modified":"2026-08-12T17:11:18","modified_gmt":"2026-08-12T20:11:18","slug":"hotel-transilvania-entre-a-lenda-realidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/hotel-transilvania-entre-a-lenda-realidade","title":{"rendered":"Castelo Transilv\u00e2nia: Entre a Lenda e a Realidade"},"content":{"rendered":"<h2 data-path-to-node=\"1\">Na cultura pop recente, o &#8220;Hotel Transilv\u00e2nia&#8221; ficou famoso mundialmente como o ref\u00fagio para monstros comandado pelo Conde Dr\u00e1cula na franquia cinematogr\u00e1fica de anima\u00e7\u00e3o. No entanto, longe das telas e do humor infantil, existe uma vers\u00e3o real e f\u00edsica desse conceito incrustada nas montanhas da Rom\u00eania. Localizado exatamente no cen\u00e1rio descrito pelo escritor irland\u00eas Bram Stoker no romance de 1897, o <strong>Hotel Castel Dracula<\/strong> \u00e9 o empreendimento real que busca dar vida \u00e0 lend\u00e1ria morada transilvana.<\/h2>\n<h2 data-path-to-node=\"2\">O Passo de Tihu\u021ba e o Hotel Castel Dracula<\/h2>\n<p data-path-to-node=\"3\">Quando Bram Stoker escreveu <i data-path-to-node=\"3\" data-index-in-node=\"28\">Dr\u00e1cula<\/i>, ele jamais havia pisado em solo romeno. Seus estudos de mapas e relatos hist\u00f3ricos da \u00e9poca o levaram a escolher o gelado e enevoado <strong>Passo de Tihu\u021ba<\/strong> (conhecido na literatura inglesa como <i data-path-to-node=\"3\" data-index-in-node=\"224\">Borgo Pass<\/i>) como a porta de entrada para o dom\u00ednio do conde. Localizado a mais de 1.100 metros de altitude nas Montanhas B\u00e2rg\u0103u, na transi\u00e7\u00e3o entre a Transilv\u00e2nia e a Bucovina, o local \u00e9 conhecido por suas florestas densas e neblina constante.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"4\">Foi nessa passagem de montanha que, na segunda metade do s\u00e9culo XX, foi erguido na vila de Piatra F\u00e2nt\u00e2nele o <strong>Hotel Castel Dracula<\/strong>. Projetado em estilo medieval para atrair viajantes e entusiastas da literatura g\u00f3tica, o complexo destaca-se pelos seguintes elementos:<\/p>\n<ul data-path-to-node=\"5\">\n<li>\n<p data-path-to-node=\"5,0,0\"><strong>Arquitetura Neomedieval:<\/strong> A fachada de pedra, p\u00e1tios internos e detalhes inspirados em fortalezas antigas reproduzem a atmosfera de um castelo cenogr\u00e1fico.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p data-path-to-node=\"5,1,0\"><strong>A Tumba do Conde:<\/strong> O hotel conta com uma atra\u00e7\u00e3o no subsolo composta por corredores escuros e uma c\u00e2mara subterr\u00e2nea contendo um caix\u00e3o simb\u00f3lico.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p data-path-to-node=\"5,2,0\"><strong>Localiza\u00e7\u00e3o Estrat\u00e9gica:<\/strong> Situado exatamente na rota onde, na fic\u00e7\u00e3o, a carruagem do Conde Dr\u00e1cula recolhia o jovem Jonathan Harker.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h2 data-path-to-node=\"6\">Bran e Sighi\u0219oara: A Est\u00e9tica que Moldou o Mito<\/h2>\n<p data-path-to-node=\"7\">Embora o Hotel Castel Dracula no Passo de Tihu\u021ba seja a homenagem hoteleira mais direta ao romance, a imagem visual que o p\u00fablico tem do &#8220;Hotel Transilv\u00e2nia&#8221; \u00e9 alimentada por outros dois marcos hist\u00f3ricos romenos:<\/p>\n<h3 data-path-to-node=\"8\">1. Castelo de Bran<\/h3>\n<p data-path-to-node=\"9\">Localizado na fronteira entre a Transilv\u00e2nia e a Val\u00e1quia, o Castelo de Bran \u00e9 conhecido internacionalmente como o &#8220;Castelo do Dr\u00e1cula&#8221;. Com suas torres pontiagudas, escadarias estreitas e passagens secretas, ele serviu de inspira\u00e7\u00e3o visual para quase todas as representa\u00e7\u00f5es cinematogr\u00e1ficas e animadas de moradas g\u00f3ticas na regi\u00e3o.<\/p>\n<h3 data-path-to-node=\"10\">2. A Cidadela de Sighi\u0219oara<\/h3>\n<p data-path-to-node=\"11\">Cidade natal do governante medieval Vlad III (Vlad, o Empalador), Sighi\u0219oara \u00e9 uma das cidadelas medievais preservadas e habitadas da Europa. Suas torres de vigia, ruas de paralelep\u00edpedo e casas seculares fornecem a est\u00e9tica de vila antiga que contorna o hotel na fic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\"><!--more--><\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\">Leia mais<\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\">\n<a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/vlad-iii-dracula-real-historia-vampiro\">O Dr\u00e1cula da Vida Real: A Hist\u00f3ria de Vlad<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"29\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/eclipse-solar-total-impactos-sol-tecnologia\">Eclipse solar total: cientistas estudam impactos em animais e Sol<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"29\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/eclipse-solar-total-agosto-fim-previsto\">Cinco curiosidades sobre eclipses totais do Sol<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"29\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/super-el-nino-impactos-brasil-clima-global\">Super El Ni\u00f1o: entenda como o fen\u00f4meno impacta o clima global<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"25\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/o-paradoxo-de-judas-o-beijo-que-traiu-jesus\">O Paradoxo de Judas: O beijo que traiu Jesus<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"25\"><a href=\"https:\/\/motorshow.com.br\/as-maiores-invencoes-da-historia-dos-automoveis\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Top 10: as maiores inven\u00e7\u00f5es da hist\u00f3ria do autom\u00f3vel<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na Rom\u00eania, o Hotel Castel Dracula oferece uma experi\u00eancia real inspirada no romance de Bram Stoker, consolidando a lenda na Transilv\u00e2nia.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":136312,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[29,27119],"tags":[87910,87914,87908,87912,87916,87913,8559,87915,79513,1460],"class_list":["post-136308","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-curiosidades","category-geral","tag-bram-stoker","tag-castelo-de-bran","tag-dracula","tag-hotel-castel-dracula","tag-literatura-gotica","tag-passo-de-tihuta","tag-romenia","tag-sighisoara","tag-transilvania","tag-turismo","autor-da-redacao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136308","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=136308"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136308\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":136313,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136308\/revisions\/136313"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/136312"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=136308"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=136308"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=136308"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}},{"id":136303,"date":"2026-08-12T16:53:42","date_gmt":"2026-08-12T19:53:42","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/?p=136303"},"modified":"2026-08-12T16:53:42","modified_gmt":"2026-08-12T19:53:42","slug":"vlad-iii-dracula-real-historia-vampiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/vlad-iii-dracula-real-historia-vampiro","title":{"rendered":"O Dr\u00e1cula da Vida Real: A Hist\u00f3ria de Vlad"},"content":{"rendered":"<h2 data-path-to-node=\"1\">A figura do Conde Dr\u00e1cula como um aristocrata imortal que habita um castelo sombrio nos C\u00e1rpatos \u00e9 uma das constru\u00e7\u00f5es mais consolidadas da cultura pop mundial. No entanto, o vil\u00e3o concebido pelo escritor irland\u00eas Bram Stoker em seu romance de 1897 n\u00e3o nasceu inteiramente da fic\u00e7\u00e3o. Ele foi inspirado em uma personagem hist\u00f3rica real: <strong>Vlad III<\/strong>, Pr\u00edncipe da Val\u00e1quia (regi\u00e3o situada na atual Rom\u00eania), conhecido postumamente como <strong>Vlad \u021aepe\u0219<\/strong> (Vlad, o Empalador).<\/h2>\n<p data-path-to-node=\"2\">Longe de ser um monstro sobrenatural que dependia de sangue para sobreviver, o Dr\u00e1cula real foi um governante do s\u00e9culo XV cujas t\u00e1ticas de guerra e m\u00e9todos de puni\u00e7\u00e3o o tornaram lend\u00e1rio pela extrema viol\u00eancia.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"5\">Para entender o nome &#8220;Dr\u00e1cula&#8221;, \u00e9 preciso voltar a 1408, quando o Imperador do Sacro Imp\u00e9rio Romano-Germ\u00e2nico, Sigismundo de Luxemburgo, fundou a <strong>Ordem do Drag\u00e3o<\/strong> (<i data-path-to-node=\"5\" data-index-in-node=\"163\">Societas Draconistarum<\/i>). Essa ordem militar e religiosa tinha como objetivo defender a Europa crist\u00e3 contra o avan\u00e7o do Imp\u00e9rio Otomano.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"6\">O pai de Vlad III, Vlad II, foi admitido na ordem em 1431 e passou a adotar a alcunha de <strong>Vlad Dracul<\/strong> (&#8220;Vlad, o Drag\u00e3o&#8221;). Como na l\u00edngua romena o sufixo <i data-path-to-node=\"6\" data-index-in-node=\"152\">-a<\/i> pode indicar patron\u00edmico (&#8220;filho de&#8221;), Vlad III passou a ser chamado de <strong>Dracula<\/strong> (&#8220;Filho do Drag\u00e3o&#8221;). Curiosamente, com o passar do tempo, a palavra <i data-path-to-node=\"6\" data-index-in-node=\"303\">dracul<\/i> no romeno moderno evoluiu para significar tamb\u00e9m &#8220;o diabo&#8221;, o que ajudou a cimentar a aura sombria em torno da fam\u00edlia.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"9\">Nascido por volta de 1431 na cidade de Sighi\u0219oara, na Transilv\u00e2nia, Vlad III cresceu em uma regi\u00e3o devastada por conflitos geopol\u00edticos. A Val\u00e1quia era um principado-tamp\u00e3o espremido entre as ambi\u00e7\u00f5es do Reino da Hungria e a expans\u00e3o avassaladora do Imp\u00e9rio Otomano.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"10\">Aos 12 anos, Vlad e seu irm\u00e3o mais novo, Radu, foram entregues por seu pai ao sult\u00e3o otomano Murad II como ref\u00e9ns pol\u00edticos \u2014 uma garantia de que a Val\u00e1quia n\u00e3o trairia os turcos. Durante os anos em que viveu sob cust\u00f3dia na corte otomana, Vlad aprendeu diplomacia, t\u00e1ticas de combate e testemunhou os m\u00e9todos brutais de puni\u00e7\u00e3o usados pelo imp\u00e9rio. Esse per\u00edodo de cativeiro e a constante amea\u00e7a de morte moldaram sua personalidade r\u00edgida e sua vis\u00e3o pragm\u00e1tica sobre o uso da crueldade como ferramenta de poder.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"13\">Vlad III ocupou o trono da Val\u00e1quia em tr\u00eas momentos distintos (1448, 1456\u20131462 e 1476). Seu segundo reinado foi o mais longo e o respons\u00e1vel por consolidar sua reputa\u00e7\u00e3o terr\u00edvel.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"14\">Ao assumir o poder em 1456, Vlad encontrou um principado inst\u00e1vel, enfraquecido pela corrup\u00e7\u00e3o da nobreza local (os boiardos) e pela inger\u00eancia estrangeira. Para impor ordem absoluta, adotou o <strong>empalamento<\/strong> como seu m\u00e9todo principal de execu\u00e7\u00e3o e puni\u00e7\u00e3o para quase todos os crimes, desde o roubo at\u00e9 a trai\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"15\">O processo consistia em cravar uma estaca de madeira no corpo da v\u00edtima \u2014 geralmente atrav\u00e9s do reto \u2014 e finc\u00e1-la verticalmente no solo. A t\u00e9cnica era executada de modo a evitar \u00f3rg\u00e3os vitais imediatos, fazendo com que a agonia do condenado durasse horas ou at\u00e9 dias.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"17\">O epis\u00f3dio mais famoso de seu reinado ocorreu em 1462, durante a invas\u00e3o da Val\u00e1quia pelo sult\u00e3o otomano Mehmed II (o conquistador de Constantinopla). Em menor n\u00famero, Vlad aplicou t\u00e1ticas de guerra de guerrilha, envenenando po\u00e7os de \u00e1gua e queimando campos de cultivo.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"18\">Quando o ex\u00e9rcito otomano finalmente avan\u00e7ou at\u00e9 a capital, T\u00e2rgovi\u0219te, encontrou uma cena aterrorizante: um campo de quase tr\u00eas quil\u00f4metros de extens\u00e3o com cerca de <strong>20.000 corpos empalados<\/strong>, incluindo soldados otomanos capturados, mulheres e crian\u00e7as. O impacto psicol\u00f3gico daquela vis\u00e3o desmoralizou o ex\u00e9rcito invasor, levando Mehmed II a retirar suas tropas da regi\u00e3o.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"21\">A percep\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica sobre Vlad III varia drasticamente dependendo da fonte analisada:<\/p>\n<ul data-path-to-node=\"22\">\n<li>\n<p data-path-to-node=\"22,0,0\"><strong>A Propaganda Germ\u00e2nica (Vis\u00e3o Ocidental):<\/strong> Com a inven\u00e7\u00e3o da imprensa de tipos m\u00f3veis por Gutenberg, a hist\u00f3ria de Vlad espalhou-se rapidamente pela Europa central no final do s\u00e9culo XV. Mercadores sax\u00f5es da Transilv\u00e2nia \u2014 que haviam sofrido pesadas san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e massacres ordenados por Vlad \u2014 publicaram panfletos ilustrados retratando o pr\u00edncipe como um s\u00e1dico desprovido de raz\u00e3o, que jantava cercado por corpos em decomposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p data-path-to-node=\"22,1,0\"><strong>A Vis\u00e3o Romena (Her\u00f3i Nacional):<\/strong> Na tradi\u00e7\u00e3o oral e historiografia local, Vlad \u021aepe\u0219 \u00e9 frequentemente lembrado como um l\u00edder patriota e justiceiro. Em um per\u00edodo de caos, ele garantiu a seguran\u00e7a interna, combateu a corrup\u00e7\u00e3o e foi um dos poucos governantes regionais capazes de resistir \u00e0 domina\u00e7\u00e3o otomana, mantendo a soberania de seu povo.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p data-path-to-node=\"25\">Quando Bram Stoker come\u00e7ou a rascunhar seu romance nos \u00faltimos anos do s\u00e9culo XIX, ele buscava um nome impactante para o seu vil\u00e3o vampiresco, que originalmente se chamaria &#8220;Conde Wampyr&#8221;.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"26\">Pesquisando na Biblioteca de Londres, Stoker encontrou o livro de mem\u00f3rias do diplomata William Wilkinson sobre a hist\u00f3ria da Val\u00e1quia e da Mold\u00e1via. Fascinado pela nota de rodap\u00e9 que explicava que <i data-path-to-node=\"26\" data-index-in-node=\"198\">Dracula<\/i> significava &#8220;diabo&#8221; na l\u00edngua local, Stoker decidiu adotar o nome para seu personagem.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"27\">Apesar de compartilhar o nome, a localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica pr\u00f3xima e men\u00e7\u00f5es gen\u00e9ricas \u00e0s batalhas contra os turcos, o Dr\u00e1cula de Stoker \u00e9 uma cria\u00e7\u00e3o predominantemente fict\u00edcia. Ele fundiu o nome hist\u00f3rico do pr\u00edncipe romeno com o folclore do leste europeu sobre os <i data-path-to-node=\"27\" data-index-in-node=\"264\">strigoi<\/i> (esp\u00edritos mortos que retornam para atormentar os vivos) e os clich\u00eas da literatura de terror vitoriana.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"29\">A trajet\u00f3ria de Vlad III demonstra como os limites entre a realidade hist\u00f3rica e o mito podem se cruzar ao longo dos s\u00e9culos. O verdadeiro Dr\u00e1cula n\u00e3o usava capa nem se transformava em morcego, mas suas a\u00e7\u00f5es no tabuleiro pol\u00edtico do s\u00e9culo XV deixaram marcas t\u00e3o profundas que a fic\u00e7\u00e3o acabou por imortaliz\u00e1-lo \u2014 n\u00e3o como o pr\u00edncipe que defendeu a Val\u00e1quia, mas como o monstro mais famoso da literatura mundial.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"29\"><!--more--><\/p>\n<p data-path-to-node=\"29\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/eclipse-solar-total-impactos-sol-tecnologia\">Eclipse solar total: cientistas estudam impactos em animais e Sol<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"29\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/eclipse-solar-total-agosto-fim-previsto\">Cinco curiosidades sobre eclipses totais do Sol<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"29\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/super-el-nino-impactos-brasil-clima-global\">Super El Ni\u00f1o: entenda como o fen\u00f4meno impacta o clima global<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"25\"><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/o-paradoxo-de-judas-o-beijo-que-traiu-jesus\">O Paradoxo de Judas: O beijo que traiu Jesus<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"25\"><a href=\"https:\/\/motorshow.com.br\/as-maiores-invencoes-da-historia-dos-automoveis\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Top 10: as maiores inven\u00e7\u00f5es da hist\u00f3ria do autom\u00f3vel<\/a><\/p>\n<p data-path-to-node=\"29\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A hist\u00f3ria de Vlad III, o Empalador, o pr\u00edncipe da Val\u00e1quia que inspirou a lenda do Conde Dr\u00e1cula. 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O fen\u00f4meno, que proporciona alguns minutos de escurid\u00e3o diurna, \u00e9 visto como uma oportunidade \u00edmpar para a obten\u00e7\u00e3o de registros valiosos e avan\u00e7os em campos que v\u00e3o da biologia \u00e0 astrof\u00edsica, repetindo a tradi\u00e7\u00e3o de descobertas como a confirma\u00e7\u00e3o da teoria da relatividade de Albert Einstein em 1919.<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/istoe.com.br\/eclipses-de-agosto-fenomenos-astronomicos-encantam-mundo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">+ Eclipses de agosto: fen\u00f4menos astron\u00f4micos encantam o mundo<\/a><\/strong><\/p>\n<h2>O que aconteceu<\/h2>\n<ul>\n<li>Um raro eclipse solar total mobiliza cientistas da biologia \u00e0 astrof\u00edsica, buscando avan\u00e7os em diversas \u00e1reas do conhecimento.<\/li>\n<li>Pesquisadores investigam como animais e plantas reagem \u00e0 escurid\u00e3o repentina, um campo pouco explorado com resultados surpreendentes.<\/li>\n<li>Novas tecnologias est\u00e3o sendo testadas para estudar a coroa solar e os ventos solares, visando futuras miss\u00f5es espaciais e a previs\u00e3o de tempestades geomagn\u00e9ticas.<\/li>\n<\/ul>\n<p>N\u00e3o ser\u00e1 diferente nesta quarta-feira (12\/08), quando o raro fen\u00f4meno acontecer\u00e1 em diferentes partes do Hemisf\u00e9rio Norte, desde o norte da R\u00fassia at\u00e9 Espanha e Portugal. Da biologia \u00e0 astrof\u00edsica, cientistas se preparam h\u00e1 meses para o eclipse, na esperan\u00e7a de obter registros valiosos em s\u00f3 alguns poucos minutos de escurid\u00e3o.<\/p>\n<h2>Comportamento animal e vegetal durante o eclipse<\/h2>\n<p>Na Espanha, por exemplo, enquanto os olhos dos curiosos pela astronomia estiverem voltados aos c\u00e9us, um grupo de pesquisadores estar\u00e1 virado para outro lado. Eles querem analisar como plantas e animais reagem ao eclipse.<\/p>\n<p>O campo \u00e9 pouco explorado, e quase nada se sabe sobre como alguns minutos de escurid\u00e3o repentina afetam estes seres. Os escassos estudos j\u00e1 realizados indicam que eles reagem aos sinais que acompanham o eclipse.<\/p>\n<p>&#8220;Os impactos que isso causa em cada esp\u00e9cie dependem muito do n\u00edvel cognitivo do indiv\u00edduo. V\u00e3o desde ficar assustado, agrupar-se e ir para seus locais de descanso, at\u00e9 observar o p\u00f4r do sol ou come\u00e7ar a apontar, como no caso dos chimpanz\u00e9s&#8221;, explica o pesquisador do Museu Nacional de Ci\u00eancias Naturais da Espanha, Airam Rodr\u00edguez.<\/p>\n<p>Rodr\u00edguez \u00e9 um dos criadores do EcoEclipse, projeto pioneiro na Europa dedicado ao tema. A equipe far\u00e1 grava\u00e7\u00f5es de som ambiente nos 2 dias que antecedem o fen\u00f4meno, durante o pr\u00f3prio dia e nos 2 dias seguintes, a fim de comparar comportamentos das esp\u00e9cies estudadas durante o eclipse com os de dias normais.<\/p>\n<p>&#8220;As rea\u00e7\u00f5es ser\u00e3o publicadas em formato bruto para que outros pesquisadores, no futuro, possam estudar como o ru\u00eddo ambiental se altera, e n\u00e3o apenas o produzido por animais&#8221;, acrescenta ele.<\/p>\n<p>Ser\u00e3o gravadas as rea\u00e7\u00f5es de diversas esp\u00e9cies, mas por ora o projeto ter\u00e1 como foco as aves \u2013 cujos ritmos di\u00e1rios e sazonais s\u00e3o estritamente regulados pelas mudan\u00e7as entre a luz e a escurid\u00e3o \u2013 e os morcegos. &#8220;Sabemos ainda menos sobre os morcegos, e isso \u00e9 o que h\u00e1 de bom neste eclipse: por ocorrer ao entardecer, ele pode ter um efeito muito maior sobre eles.&#8221;<\/p>\n<h2>Como a fauna reage \u00e0 escurid\u00e3o s\u00fabita?<\/h2>\n<p>Em 2024, quando houve um eclipse solar total nos Estados Unidos, pesquisadores monitoraram o canto das aves e criaram um aplicativo m\u00f3vel para que a popula\u00e7\u00e3o pudesse participar.<\/p>\n<p>O resultado foram 52 esp\u00e9cies detectadas, das quais 29 apresentaram mudan\u00e7as significativas em seu comportamento vocal, desde ficarem em sil\u00eancio ou come\u00e7arem a cantar at\u00e9 explodirem em um &#8220;falso coro do amanhecer&#8221; quando o sol voltou a brilhar.<\/p>\n<p>Um dos estudos mais completos publicados at\u00e9 o momento foi realizado em um zool\u00f3gico americano, durante outro eclipse, em 2017. Durante os 2,5 minutos de escurid\u00e3o total, os pesquisadores observaram as rea\u00e7\u00f5es de primatas, elefantes, ursos-pardos, focas, flamingos, papagaios, cacatuas e tartarugas, entre outras esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>Para surpresa dos estudiosos, 76% de 17 esp\u00e9cies analisadas exibiram algum tipo de rea\u00e7\u00e3o. Umas engajaram em atividades noturnas, outras demonstraram ansiedade e algumas mais tiveram comportamentos nunca observados at\u00e9 ent\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1 no caso das plantas, as rea\u00e7\u00f5es s\u00e3o absolutamente desconhecidas, apesar de alguns estudos que j\u00e1 tentaram registrar os efeitos do eclipse nelas.<\/p>\n<p>Em 2022, um monitoramento durante eclipse parcial ocorrido no norte da It\u00e1lia sugeriu que as \u00e1rvores anteciparam o eclipse e sincronizaram, com horas de anteced\u00eancia, seu comportamento bioel\u00e9trico \u2013 sinais produzidos dentro da planta para regular fun\u00e7\u00f5es vitais, como a fotoss\u00edntese ou os mecanismos de defesa.<\/p>\n<p>No entanto, pesquisas posteriores conclu\u00edram que n\u00e3o foi comprovada a exist\u00eancia de uma correla\u00e7\u00e3o entre os eclipses e os sinais bioel\u00e9tricos das plantas.<\/p>\n<p>&#8220;Talvez existam plantas que respondam de forma evidente aos eclipses, mas ainda n\u00e3o nos ocorreu estud\u00e1-las; com mais de 300 mil esp\u00e9cies vegetais descritas, n\u00e3o podemos descartar isso como hip\u00f3tese&#8221;, afirma a bi\u00f3loga e escritora Aina S. Erice.<\/p>\n<h2>Tecnologia avan\u00e7a para desvendar o Sol<\/h2>\n<p>Enquanto isso, na It\u00e1lia, cientistas passaram as \u00faltimas semanas num laborat\u00f3rio, finalizando um instrumento que poderia transformar o estudo da coroa solar, a camada mais externa da atmosfera do Sol.<\/p>\n<p>Durante o eclipse desta semana, o Espectr\u00f4metro de Fenda Circular (CISS) passar\u00e1 por um teste decisivo no Observat\u00f3rio Astrof\u00edsico de Javalambre, na Espanha. Os pesquisadores esperam comprovar que o dispositivo \u00e9 capaz de decompor a luz do Sol em seus comprimentos de onda constituintes muito mais rapidamente do que tecnologias existentes.<\/p>\n<p>O eclipse cria condi\u00e7\u00f5es que tornam a coroa solar mais vis\u00edvel, facilitando estudos da regi\u00e3o ao redor do Sol cujo comportamento tem grande potencial de afetar redes de comunica\u00e7\u00e3o e sistemas de distribui\u00e7\u00e3o de energia na Terra.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio dos espectr\u00f4metros lineares convencionais, o novo prot\u00f3tipo &#8220;possui uma fenda circular e pode registrar o espectro de toda a coroa a uma determinada dist\u00e2ncia do centro do Sol em uma \u00fanica fotografia&#8221;, afirmou o pesquisador principal Federico Landini, do Observat\u00f3rio Astrof\u00edsico de Turim.<\/p>\n<p>O \u00faltimo grande espectr\u00f4metro ultravioleta, o UVCS, operou a bordo da sonda SOHO, da Ag\u00eancia Espacial Europeia (ESA) e da NASA, entre 1996 e 2013, mas precisava de muitas horas para mapear toda a coroa solar.<\/p>\n<p>Se os pesquisadores conseguirem demonstrar que o novo princ\u00edpio \u00f3ptico funciona, o pr\u00f3ximo passo poder\u00e1 ser sua aplica\u00e7\u00e3o em uma futura miss\u00e3o espacial destinada \u00e0 observa\u00e7\u00e3o da atmosfera externa do Sol.<\/p>\n<h2>O que os ventos solares nos ensinam?<\/h2>\n<p>Tamb\u00e9m cientistas da Comiss\u00e3o Francesa de Energia At\u00f4mica (CEA) far\u00e3o desta uma oportunidade para o campo magn\u00e9tico do Sol, sua atmosfera e os fen\u00f4menos intensos que \u00e0s vezes causam interrup\u00e7\u00f5es na Terra.<\/p>\n<p>O Sol est\u00e1 constantemente expelindo mat\u00e9ria e part\u00edculas carregadas, \u00e0s vezes desencadeando verdadeiras tempestades solares que lan\u00e7am enormes explos\u00f5es de plasma e outros materiais ao espa\u00e7o.<\/p>\n<p>Quando esse material atinge o escudo magn\u00e9tico da Terra, pode provocar falhas em sat\u00e9lites, representar riscos para astronautas e gerar auroras coloridas nos c\u00e9us de altas latitudes do hemisf\u00e9rio Norte e do hemisf\u00e9rio Sul.<\/p>\n<p>&#8220;Nosso trabalho busca compreender os mecanismos f\u00edsicos que est\u00e3o por tr\u00e1s da atividade solar&#8221;, segundo Allan Sacha Brun, astrof\u00edsico da CEA, o que significa &#8220;recolocar o Sol em seu contexto dentro da linha do tempo de sua evolu\u00e7\u00e3o, desde seu nascimento at\u00e9 sua morte&#8221;.<\/p>\n<p>J\u00e1 pesquisadores da Ag\u00eancia Espacial Europeia (ESA) analisar\u00e3o o eclipse na expectativa de aprender mais sobre os ventos solares. &#8220;Por que as tempestades solares se propagam dessa forma? Qual \u00e9 a sua estrutura? E podemos desenvolver modelos que permitam prev\u00ea-las?&#8221;, aponta Carole Mundell, diretora de ci\u00eancia da ag\u00eancia.<\/p>\n<p>A sonda Solar Orbiter, da ESA, lan\u00e7ada em 2020, vem coletando dados sobre a atmosfera e os ventos solares. Os eclipses s\u00e3o uma oportunidade para &#8220;testar o qu\u00e3o bons s\u00e3o nossos modelos, ou qu\u00e3o ruins&#8221;, disse Miho Janvier, co-investigadora principal da miss\u00e3o.<\/p>\n<p>Outra miss\u00e3o da ESA, chamada Proba-3, utiliza atualmente 3 espa\u00e7onaves voando de forma sincronizada para criar seus pr\u00f3prios minieclipses solares.<\/p>\n<p>Da Isto\u00c9 com EFE, Reuters, AFP<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/eclipse-solar-total-agosto-fim-previsto\">Cinco curiosidades sobre eclipses totais do Sol<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/ia-generativa-cria-virus-do-zero\">\u201cIA generativa cria v\u00edrus do zero pela primeira vez na hist\u00f3ria\u201d<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um eclipse solar total mobiliza cientistas para investigar rea\u00e7\u00f5es de animais e plantas e testar novas tecnologias para estudar a coroa solar e os ventos solares.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":136264,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9864,13,29,27119],"tags":[236,5152,1868,7085,26128,2832,333,554,9166,3718],"class_list":["post-136263","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-astronomia","category-ciencia","category-curiosidades","category-geral","tag-animais","tag-astrofisica","tag-astronomia","tag-biologia","tag-eclipse-solar","tag-esa","tag-espanha","tag-nasa","tag-pesquisa-cientifica","tag-sol","autor-deutsche-welle","retranca-da-redacao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136263","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=136263"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136263\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":136284,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136263\/revisions\/136284"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/136264"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=136263"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=136263"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=136263"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}]