16/02/2026 - 11:28
Nesta terça-feira, 17 de fevereiro, milhões de pessoas ao redor do mundo celebram a chegada do Ano Novo Chinês, também conhecido como Festival da Primavera. No zodíaco chinês, 2026 é regido pelo Cavalo, especificamente associado ao elemento Fogo, um ciclo que se repete a cada 60 anos e simboliza força, lealdade e uma busca incessante por liberdade.
Resumo:
Tradição: as celebrações são marcadas por reuniões familiares e o compartilhamento do hong bao (envelopes vermelhos com dinheiro).
Zodíaco: o ciclo de 12 anos é baseado na lenda da “Grande Corrida” do Imperador de Jade, na qual o cavalo conquistou a sétima posição.
Simbolismo: na cultura oriental, o signo equino representa indivíduos íntegros, independentes e dotados de grande vitalidade.
Influência: personalidades como Nelson Mandela, Paul McCartney e Neil Armstrong nasceram sob a regência desse signo.
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A transição para o Ano do Cavalo de Fogo é vista por astrólogos orientais como um período de aceleração e mudanças dinâmicas. Diferente de outros elementos, o fogo potencializa a característica de velocidade natural do cavalo, sugerindo um ano de decisões assertivas e coragem.
O vínculo milenar entre humanos e equinos
A relevância do cavalo transcende o misticismo. Pesquisas arqueológicas indicam que a domesticação da espécie começou há cerca de 6 mil anos nas estepes da Eurásia. Na China antiga, o animal era tão valorizado que o imperador Qin Shi Huang incluiu centenas de esculturas de cavalos de terracota em seu mausoléu, visando garantir poder e mobilidade na vida após a morte.
Historicamente, os cavalos foram os primeiros “motores” da humanidade, impulsionando a expansão de impérios e conectando rotas comerciais. Essa herança permanece viva na terminologia moderna: a potência dos carros atuais ainda é medida em “cavalos-vapor”.
Adaptação e liberdade: do Mustang ao Iacutiano
O cavalo também é um exemplo de resiliência biológica. Na Sibéria, a raça Iacutiana desenvolveu uma “hibernação em pé”, reduzindo o metabolismo para sobreviver a temperaturas de -60 °C, um dos processos evolutivos mais rápidos já registrados.
Já nas Américas, o Mustang — cujo nome deriva do espanhol mesteño (sem dono) — tornou-se o símbolo máximo de liberdade. Reintroduzidos por colonizadores no século 16, esses animais transformaram a cultura das nações indígenas e, séculos mais tarde, inspiraram ícones da indústria automobilística, como o Ford Mustang.
Além do transporte: a era da equoterapia
Atualmente, a relação entre humanos e cavalos evoluiu para o campo da saúde mental e liderança. A equoterapia tem se mostrado eficaz no tratamento de autismo, ansiedade e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). Pela sua sensibilidade aguçada à linguagem corporal, os cavalos também são utilizados em treinamentos corporativos para ensinar empatia e comunicação não verbal.
“O cavalo não responde ao cargo que você ocupa, mas à autenticidade da sua presença e clareza de suas intenções.”
Especialistas em comportamento animal
Ciclos do Signo do Cavalo (1918 – 2026)
Ano de Nascimento Elemento Regente Características do Perfil 1918 / 1978 Terra Mais estáveis, prudentes e com forte senso de justiça. 1930 / 1990 Metal Determinação inabalável, ambiciosos e altamente resilientes. 1942 / 2002 Água Adaptáveis, comunicativos e com grande intuição social. 1954 / 2014 Madeira Criativos, cooperativos e focados na expansão de ideias. 1966 / 2026 Fogo Entusiasmados, dinâmicos e propensos a lideranças natas. O impacto do Fogo em 2026
Diferente dos anos regidos pela Água ou Terra, o Cavalo de Fogo (ciclo atual) é considerado o mais intenso de todos. Na astrologia oriental, o elemento fogo atua como um catalisador das virtudes do cavalo, transformando a coragem em audácia e a velocidade em um ritmo de mudança acelerado.
Para o mercado e a política, analistas orientais sugerem que este será um ano de “grandes saltos”, ecoando a famosa frase de Neil Armstrong (também do signo de Cavalo), onde projetos de longo prazo podem finalmente ganhar tração imediata.
