Nesta terça-feira, 17 de fevereiro, milhões de pessoas ao redor do mundo celebram a chegada do Ano Novo Chinês, também conhecido como Festival da Primavera. No zodíaco chinês, 2026 é regido pelo Cavalo, especificamente associado ao elemento Fogo, um ciclo que se repete a cada 60 anos e simboliza força, lealdade e uma busca incessante por liberdade.

Resumo:

  • Tradição: as celebrações são marcadas por reuniões familiares e o compartilhamento do hong bao (envelopes vermelhos com dinheiro).

  • Zodíaco: o ciclo de 12 anos é baseado na lenda da “Grande Corrida” do Imperador de Jade, na qual o cavalo conquistou a sétima posição.

  • Simbolismo: na cultura oriental, o signo equino representa indivíduos íntegros, independentes e dotados de grande vitalidade.

  • Influência: personalidades como Nelson Mandela, Paul McCartney e Neil Armstrong nasceram sob a regência desse signo.


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A transição para o Ano do Cavalo de Fogo é vista por astrólogos orientais como um período de aceleração e mudanças dinâmicas. Diferente de outros elementos, o fogo potencializa a característica de velocidade natural do cavalo, sugerindo um ano de decisões assertivas e coragem.

O vínculo milenar entre humanos e equinos

A relevância do cavalo transcende o misticismo. Pesquisas arqueológicas indicam que a domesticação da espécie começou há cerca de 6 mil anos nas estepes da Eurásia. Na China antiga, o animal era tão valorizado que o imperador Qin Shi Huang incluiu centenas de esculturas de cavalos de terracota em seu mausoléu, visando garantir poder e mobilidade na vida após a morte.

Historicamente, os cavalos foram os primeiros “motores” da humanidade, impulsionando a expansão de impérios e conectando rotas comerciais. Essa herança permanece viva na terminologia moderna: a potência dos carros atuais ainda é medida em “cavalos-vapor”.

Adaptação e liberdade: do Mustang ao Iacutiano

O cavalo também é um exemplo de resiliência biológica. Na Sibéria, a raça Iacutiana desenvolveu uma “hibernação em pé”, reduzindo o metabolismo para sobreviver a temperaturas de -60 °C, um dos processos evolutivos mais rápidos já registrados.

Já nas Américas, o Mustang — cujo nome deriva do espanhol mesteño (sem dono) — tornou-se o símbolo máximo de liberdade. Reintroduzidos por colonizadores no século 16, esses animais transformaram a cultura das nações indígenas e, séculos mais tarde, inspiraram ícones da indústria automobilística, como o Ford Mustang.

Além do transporte: a era da equoterapia

Atualmente, a relação entre humanos e cavalos evoluiu para o campo da saúde mental e liderança. A equoterapia tem se mostrado eficaz no tratamento de autismo, ansiedade e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). Pela sua sensibilidade aguçada à linguagem corporal, os cavalos também são utilizados em treinamentos corporativos para ensinar empatia e comunicação não verbal.

“O cavalo não responde ao cargo que você ocupa, mas à autenticidade da sua presença e clareza de suas intenções.”

Especialistas em comportamento animal

Ciclos do Signo do Cavalo (1918 – 2026)

Ano de NascimentoElemento RegenteCaracterísticas do Perfil
1918 / 1978TerraMais estáveis, prudentes e com forte senso de justiça.
1930 / 1990MetalDeterminação inabalável, ambiciosos e altamente resilientes.
1942 / 2002ÁguaAdaptáveis, comunicativos e com grande intuição social.
1954 / 2014MadeiraCriativos, cooperativos e focados na expansão de ideias.
1966 / 2026FogoEntusiasmados, dinâmicos e propensos a lideranças natas.

O impacto do Fogo em 2026

Diferente dos anos regidos pela Água ou Terra, o Cavalo de Fogo (ciclo atual) é considerado o mais intenso de todos. Na astrologia oriental, o elemento fogo atua como um catalisador das virtudes do cavalo, transformando a coragem em audácia e a velocidade em um ritmo de mudança acelerado.

Para o mercado e a política, analistas orientais sugerem que este será um ano de “grandes saltos”, ecoando a famosa frase de Neil Armstrong (também do signo de Cavalo), onde projetos de longo prazo podem finalmente ganhar tração imediata.