Um estudo publicado na revista acadêmica Archaeology revelou que há mais de 3 mil anos famílias reais da Dinastia Shang possuíam seus próprios “zoológicos” de animais selvagens. Veados, lobos, tigres, leopardos e gansos faziam parte da coleção animal. Grandes felinos, búfalos-d’água asiáticos, raposas, javalis, cisnes e garças também foram encontrados no local.

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Uma conferência ocorrida em 9 de janeiro deste ano, na província de Henan, centro da China, deu enfoque nas descobertas arqueológicas de 2025. Estudiosos encontraram diversas covas de sacrifício, de pequeno e médio porte, que continham ossos, restos mortais de vários animais selvagens e até DNA humano.

O pesquisador Niu Shishan, do Instituto de Arqueologia da Academia Chinesa de Ciências Sociais, afirmou que o grande número de restos mortais e os indícios de uma gestão verdadeiramente organizada “sugerem que a Dinastia Shang possuía um sistema bem estabelecido para a captura, criação e manejo de animais selvagens”.

Em 13 das 19 covas descobertas, 29 sinos de bronze foram desenterrados. Os indícios da presença de bronze foram encontrados no pescoço de alguns dos animais. Segundo Li Xiaomeng, pesquisadora assistente, a presença desses sinos demonstram que eles eram domesticados, o que significa que esses animais selvagens foram capturados e manejados intencionalmente.

Os arqueólogos ainda acharam restos mortais de seres humanos, elefantes e cavalos em valas mais comuns. Os crânios de alguns desses cavalos tinham concavidades de diversos tamanhos, um indicativo de sacrifício animal da Dinastia Shang. Esse fator ainda destaca uma importante complexidade nos ritos cerimoniais da época.