Uma equipe de 50 pesquisadores localizou, na ilha de Evia, na Grécia, um templo do século VII a.C. com altares repletos de joias e vestígios históricos. A estrutura, situada próxima ao santuário de Amarysia Ártemis, foi detalhada em comunicado oficial pelo Ministério da Cultura da Grécia.

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O edifício possui 30 metros de comprimento e apresenta um formato de arco na extremidade oeste. Segundo os arqueólogos, o aspecto mais relevante da descoberta foi a quantidade de estruturas internas, que incluem múltiplas lareiras utilizadas como altares para rituais.

O que foi encontrado

Um dos altares encontrados possui formato de ferradura e apresenta densas camadas de cinzas com ossos carbonizados, o que indica uso contínuo para sacrifícios. “O primeiro nível de uso do altar em forma de ferradura revelou cerâmica datada do final do século VIII a.C.”, informou o ministério.

No local, foram recuperados vasos áticos, jarras rituais e alabastros coríntios. O acervo inclui ainda objetos de luxo, como joias em ouro, prata, coral e âmbar, além de amuletos orientais e acessórios em bronze e ferro. Em seções mais profundas, os pesquisadores identificaram figuras de bronze do período geométrico e uma cabeça de touro em argila do período micênico.

Estrutura do achado histórico

A construção foi erguida com tijolos sobre uma base de pedra seca. As evidências geológicas indicam que o terreno era pantanoso na época da fundação. Internamente, colunas de madeira sustentavam o telhado, mas pesquisadores levantam a hipótese de que um incêndio tenha destruído parte da estrutura, levando à construção de divisórias de tijolos para proteção das áreas remanescentes no fim do século VI a.C.

As escavações revelaram que o sítio arqueológico possui camadas históricas ainda mais antigas, com vestígios do século IX a.C. De acordo com o governo grego, o culto na região teria raízes em séculos imediatamente posteriores ao fim do período micênico.

Novas frentes de trabalho confirmaram também a presença de muralhas monumentais do início da Idade do Cobre. Em publicação oficial, o Ministério da Cultura afirmou que as estruturas “pertencem a um sistema de fortificação do assentamento pré-histórico”, indicando que a ocupação humana no local é significativamente anterior ao templo helênico.