A missão Artemis II retomou o contato com o Centro de Controle de Missão depois de passar aproximadamente 40 minutos sobrevoando o lado oculto da Lua, parte do satélite que não e visível da Terra. A tripulação realiza nesta segunda-feira, 6, um sobrevoo que durará cerca de seis horas, durante o qual irão documentar características da Lua que antes eram conhecidas apenas por fotografias tiradas por robôs.

“Nos veremos do outro lado”, disse o astronauta Victor Glover, minutos antes de a comunicação ser perdida.

Mais cedo, Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch e Jeremy Hansen ultrapassaram o recorde de maior distância percorrida por humanos em relação à Terra, anteriormente estabelecido pela Apollo 13, em 1970.

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A tripulação deve percorrer, no total, 406,8 mil quilômetros – superando em cerca de 6,6 mil quilômetros a missão Apollo 13, que chegou a 400,2 mil quilômetros da Terra na época.

“Aqui da cabine da Integrity, conforme superamos a maior distância que seres humanos já viajaram do planeta Terra, o fazemos em honra aos esforços extraordinários e feitos de nossos antecessores na exploração espacial humana”, afirmou Reid Wiseman, comandante da missão, após a quebra do recorde.

Sobrevoo lunar

Os astronautas devem fazer a maior aproximação da Lua enquanto ficam sem comunicação. O Centro de Controle de Missão deve retomar o contato com a tripulação quando o período de observação do lado oculto da lua terminar.

Ao fim dessa etapa, a tripulação começará a transferir algumas imagens para a equipe em solo, que analisará o material durante a noite para discutir os resultados com os astronautas na terça-feira, 7. A Artemis II teve início na última quarta-feira, 1, e deve se estender até a próxima sexta-feira, 10, quando a tripulação retornará à Terra. Esta é a primeira missão tripulada à Lua desde o encerramento do programa Apollo 17, em 1972.

Reta final da missão

Entre os dias 7 e 9 de abril, após o sobrevoo lunar, se inicia o retorno da missão. A cápsula Orion não precisará de uma grande queima de motor, já que a gravidade fará esse trabalho. Durante o trajeto, a tripulação seguirá realizando testes de pilotagem, avaliações dos sistemas de energia e controle térmico, além de pequenas correções de trajetória para preparar a reentrada.

No dia 10 de abril, está prevista a reentrada e amerissagem no Oceano Pacífico. O módulo de serviço da Orion se separará e será destruído na atmosfera, enquanto a cápsula tripulada retornará a cerca de 40 mil km/h, aquecendo o escudo térmico a aproximadamente 1.650°C. Paraquedas serão acionados para desacelerar a descida até o pouso no mar, ao largo de San Diego, na Califórnia, onde equipes da Marinha dos Estados Unidos devem recuperar a cápsula dentro de duas horas.

* Com informações do Estadão Conteúdo