06/04/2026 - 12:31
A Nasa, agência espacial americana, divulgou uma nova fotografia nesta segunda-feira, 6, registrada pela tripulação da missão Artemis II que revela, em um único quadro, a transição entre o lado da Lua que é visível da Terra e o seu enigmático lado oculto. O registro é um marco científico, pois utiliza a bacia Orientale, uma cratera de quase mil quilômetros de extensão, como o ponto de articulação entre os dois hemisférios.
A bacia Orientale, que se assemelha a um gigantesco alvo geológico, “estende-se” sobre as duas metades do satélite. À direita da imagem, é possível identificar as manchas escuras características do lado próximo, formadas por fluxos de lava vulcânica no início da história lunar. À esquerda, estende-se o lado oculto, região que permanece invisível para quem observa da Terra devido ao fenômeno de rotação sincronizada, onde a Lua gira em seu próprio eixo na mesma velocidade em que orbita o nosso planeta.
No sábado, 4, os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen tornaram-se os primeiros seres humanos a contemplar a totalidade da bacia Orientale a olho nu. A observação direta dessa zona de fronteira permite compreender melhor a diferença drástica de relevo entre as duas faces: enquanto o lado visível é marcado por mares de lava, o lado oculto é predominantemente composto por crateras de impacto e uma crosta muito mais espessa.
A captura da imagem ocorreu durante a fase de aproximação máxima da cápsula Orion. O registro não apenas possui valor documental, mas serve como guia para a navegação óptica da missão, que utiliza acidentes geográficos lunares para validar a trajetória de retorno à Terra. A Artemis II é a precursora do pouso tripulado, previsto para as próximas etapas do programa, que deverá explorar justamente as regiões de difícil acesso do polo sul e do lado oculto.
