05/04/2026 - 9:42
A NASA divulgou, no sábado, 4, uma imagem histórica da Lua registrada pelos astronautas da missão Artemis II. O destaque da fotografia é a bacia Orientale, situada na borda oeste do satélite natural. O registro é considerado um marco na exploração espacial, pois marca a primeira vez em que toda a extensão dessa formação foi observada diretamente por olhos humanos, segundo a Nasa, a agência espacial americana responsável pela missão.
A bacia Orientale é uma das estruturas de impacto mais bem preservadas da Lua. Com cerca de 930 quilômetros de diâmetro, apresenta a aparência de um enorme “alvo”, formada por três anéis concêntricos criados após o choque de um asteroide massivo, há aproximadamente 3,8 bilhões de anos. Diferentemente de outras bacias lunares, ela não foi completamente preenchida por lava, o que permite aos cientistas investigar com mais profundidade a estrutura interna da crosta lunar e os efeitos de grandes colisões que moldaram o sistema solar primitivo.
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Embora já tivesse sido mapeada por sondas automáticas, a observação direta feita pelos astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen acrescenta um novo nível de detalhe e contexto científico aos estudos da geologia lunar. A imagem foi capturada no quarto dia de missão, enquanto a cápsula Orion se preparava para realizar a manobra de sobrevoo da Lua.
Além do valor científico, a tripulação utiliza referências visuais como essa para calibrar a trajetória da nave por meio de sistemas ópticos de navegação — uma técnica essencial para missões no espaço profundo. A Artemis II segue seu cronograma rumo ao ponto de maior aproximação com a Lua, quando a gravidade do satélite será usada para impulsionar a cápsula de volta à Terra, abrindo caminho para futuras missões tripuladas com pouso no polo sul lunar.
