02/04/2026 - 12:29
A agência espacial americana, a Nasa, e os astronautas da missão Artemis II finalizaram com sucesso, nesta quinta-feira, 2, o conserto de uma falha técnica no sistema de gerenciamento de resíduos — o “banheiro” — da cápsula Orion. O problema havia sido detectado durante testes de rotina no Centro Espacial Kennedy, exigindo uma intervenção direta para assegurar que a nave esteja operacional para a jornada de dez dias ao redor da Lua.
A falha foi identificada em um separador de líquidos, componente essencial para o funcionamento do sanitário em ambiente de microgravidade. Por meio de uma operação conjunta, os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen trabalharam com engenheiros de solo para substituir a peça e validar o sistema. O reparo é considerado crítico, uma vez que a higiene e o processamento de resíduos são fundamentais para a saúde da tripulação em missões espaciais.
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Acompanhe a transmissão ao vivo da Nasa:
A participação da tripulação no reparo serve também como treinamento prático para eventuais contingências durante o voo. A Artemis II será a primeira missão tripulada do programa que visa retomar a presença humana no solo lunar. Segundo a agência, após a substituição do hardware, o sistema passou por testes de pressão e foi declarado pronto para uso.
Com a resolução do problema no sanitário, a Orion segue o cronograma de preparação, que inclui a instalação de painéis remanescentes e testes ambientais. O sucesso do diagnóstico e da manutenção reforça a estratégia da Nasa de capacitar astronautas para lidar com falhas de hardware sem depender exclusivamente de suporte externo imediato, diz o comunicado da agência.
Objetivo da Artemis II
A expectativa é que a a cápsula Orion, lançada ao espaço por meio do foguete lunar Space Launch System (SLS), navegue em alta velocidade ao redor do satélite natural da Terra sem pousar, uma missão semelhante à realizada pela Apollo 8 em 1968. Sem orbitar a Lua, sem parar para uma caminhada lunar – apenas uma rápida viagem de ida e volta.
O foguete foi projetado para permitir que os Estados Unidos retornem repetidamente à Lua, com o objetivo de estabelecer uma base permanente que sirva de plataforma para futuras explorações.
Se a missão ocorrer conforme o previsto, os astronautas baterão um recorde ao se aventurarem mais longe da Terra do que qualquer ser humano antes.
A missão estava inicialmente prevista para decolar em fevereiro, mas os repetidos contratempos, como um vazamento de hidrogênio líquido durante um teste, obrigaram a agência espacial a adiar a missão para realizar reparos.
Devido à importância da missão, os quatro astronautas ficaram em quarentena antes de entrarem na cápsula. No entanto, na noite de segunda-feira, eles tiveram a oportunidade de jantar com suas famílias em uma casa de praia na Flórida.
A última viagem da humanidade à órbita lunar aconteceu em 1972, quando a Apollo 17 cumpriu uma missão tripulada à superfície da Lua. Somente a Artemis 3, prevista para depois de 2027, deverá enviar astronautas à superfície lunar novamente.
* Com informações da Deutsche Welle
