20/01/2026 - 17:56
“Rosebush Pruning”, de Karim Aïnouz, e “Josephine”, de Beth de Araújo, estão entre os 22 selecionados. Festival exibirá ainda outros dez filmes com participação da indústria nacional.Dois filmes dirigidos por diretores brasileiros disputarão o Urso de Ouro na 76ª edição do Festival de Cinema de Berlim, a Berlinale. “Rosebush Pruning”, de Karim Aïnouz, e “Josephine”, de Beth de Araújo, estão entre as 22 produções selecionadas pela curadoria do festival. Os longas, contudo, são produções de fora do Brasil.
O cinema brasileiro vai marcar presença no festival com dez filmes com participação da indústria nacional. Foram 12 no ano passado e cinco em 2024.
Dentre esta dezena de filmes em cartaz, seis são exclusivamente brasileiros. São eles: “A Fabulosa Máquina do Tempo”, de Eliza Capai, “Feito Pipa”, de Allan Deberton, “Floresta do Fim do Mundo”, de Felipe M. Bragança e Denilson Baniwa, “Fiz um foguete imaginando que você vinha”, de Janaína Marques, “Papaya”, de Priscilla Kellen, e “Se eu fosse vivo…vivia”, de André Novais Oliveira.
“Feito Pipa” conta com Lázaro Ramos no elenco e terá em Berlim a sua estreia. Já “Se eu fosse vivo…vivia” apresenta a linguista e escritora brasileira Conceição Evaristo, com exibição prevista na mostra Panorama, uma das vitrines centrais da Berlinale.
Outros filmes que têm coparticipação brasileira são “Isabel” (Gabe Klinger), “Narciso” (Marcelo Martinessi), “Nosso segredo” (Grace Passô) e “Quatro meninas” (Karen Suzane).
Karim Aïnouz na competição
Nome frequente no circuito internacional, inclusive na Berlinale, Aïnouz retorna à competição depois de ter levado o prêmio Un Certain Regard, no Festival de Cannes, com “A Vida Invisível”, consolidando seu nome entre os realizadores brasileiros de maior projeção no exterior.
“Estou feliz da vida de voltar ao Festival de Berlim, um festival visionário. O último filme meu que esteve em competição aqui foi ‘Praia do Futuro’, em 2014. É uma honra poder estrear novamente aqui”, disse o diretor à Agência Brasil.
O filme “Rosebush Pruning”, coprodução de Itália, Alemanha, Espanha e Reino Unido, é uma sátira contemporânea sobre as contradições da família tradicional.
Já Beth de Araújo, cineasta filha de pai brasileiro e mãe sino-americana, apresenta com “Josephine” a história de uma criança traumatizada pela violência.
No ano passado, o filme brasileiro “O Último Azul”, de Gabriel Mascaro, foi o vencedor do Urso de Prata, contribuindo para uma fase de especial proeminência do cinema brasileiro no mundo.
Festival politizado
As 22 produções que competem pela premiação representam 28 países, uma pequena amostra dentro do universo de mais de 8 mil filmes de centenas de países inscritos no festival, segundo a diretora da Berlinale, Tricia Tuttle.
O Festival de Berlim costuma se promover como o mais politizado entre os principais festivais de cinema da Europa, com foco na promoção e visibilidade de novos talentos.
Já receberam o Urso de Ouro, o prêmio principal da competição, os filmes Central do Brasil (1998), de Walter Salles, e Tropa de Elite (2008), de José Padilha.
ht/ra (Agência Brasil, ots)
