Pequim foi o parceiro comercial mais importante do país europeu de 2016 a 2023, mas perdeu o posto em 2024. Em 2025, retomou a posição, com 251,8 bilhões de euros em trocas comerciais.A China ultrapassou os Estados Unidos e voltou a figurar como principal parceiro comercial da Alemanha, segundo dados divulgados nesta sexta‑feira (20/02) pelo Departamento Federal de Estatísticas da Alemanha (Destatis).

A soma das exportações e importações entre o país europeu e o asiático totalizou 251,8 bilhões de euros (R$ 1,5 trilhão) em 2025, um aumento de 2,1% em relação ao ano anterior.

Pequim havia sido o parceiro comercial mais importante da Alemanha de 2016 até 2023. Em 2024, os EUA assumiram brevemente a liderança.

O chanceler federal alemão Friedrich Merz também deve visitar a China na próxima semana, onde discutirá comércio e outros temas. Ele também tem viagem marcada a Washington.

Importações chinesas pressionam Alemanha

No ano passado, a Alemanha importou da China bens no valor de 170,6 bilhões de euros (R$ 1 trilhão), um aumento de 8,8% em relação ao ano anterior. As importações chinesas consistiram principalmente em equipamentos de processamento de dados e equipamentos elétricos, além de máquinas.

Como a DW mostrou, Pequim vem ganhando peso também no setor de veículos elétricos e baterias, e pressiona a economia alemã.

Enquanto isso, as exportações alemãs para a China totalizaram 81,3 bilhões de euros (R$ 497 bilhões), uma queda de 9,7% em relação ao ano anterior.

Os EUA foram o segundo maior parceiro comercial da Alemanha no ano passado, com um volume total de comércio exterior de 240,5 bilhões de euros (R$ 1,4 trilhão), queda de 5% em relação ao ano anterior.

As exportações alemãs para os EUA diminuíram após o presidente dos EUA, Donald Trump, introduzir tarifas globais sobre produtos importados. Com isso, as empresas alemãs venderam aos EUA 146,2 bilhões de euros (R$ 896 bilhões )em bens no ano passado, uma queda de 9,4% em comparação com os 12 meses anteriores. Entre os setores mais afetados estavam automóveis e autopeças, com perdas de 17,8%.

gq (DW, Reuters, DPA)