O desmatamento na Amazônia brasileira registrou uma queda de 37% nos últimos doze meses, atingindo o menor nível em uma década. Os dados, divulgados pelo governo federal nesta sexta-feira, 7 de agosto de 2026, mostram que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforça a meta de desmatamento zero até 2030.

O que aconteceu

  • O desmatamento na Amazônia brasileira caiu 37% no período de agosto de 2025 a julho de 2026, sendo o menor em 10 anos.
  • Foram desmatados 2.874 km² da floresta tropical, o que representa uma redução de 55,6% em relação à média da década.
  • O presidente Lula reiterou o compromisso de zerar o desmatamento no país até o ano de 2030.

O período de referência, entre agosto de 2025 e julho de 2026, registrou o desmatamento de 2.874 km² na porção da floresta localizada em território brasileiro, segundo informações de satélite coletadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Este volume é 37% inferior aos doze meses anteriores, quando o total se aproximava de 4,5 mil km².

Este é o patamar mais baixo para o período desde o início do monitoramento sistemático, em 2016, e está 55,6% abaixo da média dos últimos dez ciclos (de 2015/2016 a 2024/2025).

Quais estados lideram o desmatamento?

O Pará, estado que sediou a cúpula climática COP30 em 2025 na sua capital, Belém, liderou a lista das regiões mais impactadas, com 987 km² sob alerta. Contudo, este número representa uma redução de 25,5% em relação ao ciclo anterior. Em segundo lugar, o Mato Grosso, na fronteira agrícola do país, teve 834 mil km² desmatados, o que significa uma drástica redução de 49% comparado ao ano anterior.

Por outro lado, o bioma Cerrado registrou o menor nível de desmatamento nos últimos cinco anos. Entre agosto de 2025 e julho de 2026, os alertas indicaram 5.119 km² de áreas desmatadas, uma queda de 7,8% em comparação com o período precedente.

Lula reforça compromisso com o meio ambiente

Os dados foram amplamente celebrados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a apresentação na sede do Inpe, em São José dos Campos (SP). “Assumimos um compromisso que ninguém pediu para a gente assumir: chegar ao desmatamento zero até 2030. Se a gente continuar no ritmo que a gente está, com a seriedade que a gente está e colocando os recursos necessários, a gente pode atingir [essa meta]”, declarou o presidente da República.

Após ter alcançado um pico de 10.278 km² no ano de 2022, o desmatamento foi reduzido praticamente pela metade em 2023, o primeiro ano do atual mandato de Lula. A tendência de queda se manteve nos anos seguintes, culminando nos números atuais.

É importante ressaltar que os dados divulgados são preliminares, coletados pelo sistema de satélite Deter. As informações definitivas, provenientes do sistema Prodes, considerado mais preciso e detalhado, serão publicadas em novembro.

O governo brasileiro leva a sério a questão climática?

“Neste país, a gente leva a questão climática muito a sério, porque não é negacionista. A gente está vendo as coisas acontecerem”, acrescentou Lula, defendendo a utilização de dados científicos no monitoramento ambiental. “É muito difícil trabalhar com base no “eu acho”, no “eu penso”, no “eu acredito” e no “eu ouvi dizer”. Para trabalhar corretamente, a gente tem que ter as informações certas”, enfatizou o presidente, aproveitando a ocasião para criticar o ex-presidente americano Donald Trump.

“Ninguém, nem os Estados Unidos, leva a sério a questão climática como o Brasil. Ninguém. Já o vi a ele [Trump] na ONU a dizer que não acredita na questão climática e que é tudo mentira”, expressou Lula, que tem se posicionado de forma crítica a algumas políticas americanas, especialmente em relação a tarifas comerciais e diplomacia internacional.

Da Revista Planeta com agências internacionais

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