05/01/2026 - 7:43
EUA quererem assumir o território autônomo dinamarquês é absurdo, afirma premiê Frederiksen. Intervenção na Venezuela eleva temores.A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, exigiu neste domingo (04/01) do governo dos Estados Unidos que pare com as ameaças contra um aliado por causa da Groenlândia.
“Devo dizê-lo muito claramente: É absolutamente absurdo dizer que os Estados Unidos devem assumir o controle da Groenlândia”, afirmou Frederiksen.
Também o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielssen, disse que chegou a hora de o presidente Donald Trump parar com as pressões sobre a anexação da região autônoma dinamarquesa no Ártico.
“Basta! Chega de pressões. Chega de insinuações. Chega de fantasias de anexação. Estamos abertos ao diálogo. Estamos abertos a discussões. Mas isso deve ser feito através dos canais adequados e conforme o direito internacional”, afirmou Nielssen.
Intervenção na Venezuela eleva temores
Em entrevista por telefone neste domingo à revista americana The Atlantic, Trump reafirmou a vontade de anexar a Groenlândia, que é um território da Dinamarca. “Precisamos da Groenlândia, com certeza”, disse, descrevendo a ilha como “rodeada de navios russos e chineses”.
A intervenção militar dos EUA na Venezuela, no sábado passado, evidenciou o interesse de Trump pelos vastos recursos petrolíferos do país sul-americano e reacendeu os receios na Europa em relação à Groenlândia, que é cobiçada pelo presidente americano devido aos seus recursos minerais e sua localização estratégica.
Trump afirmou que os Estados Unidos agora “governarão” a Venezuela indefinidamente e explorarão suas enormes reservas de petróleo.
Questionado pela The Atlantic sobre as implicações da operação militar na Venezuela para a Groenlândia, que é rica em minerais, Trump disse que caberia a outros decidir. “Eles terão que avaliar por si mesmos. Eu realmente não sei”, respondeu Trump, segundo a publicação.
“Mas precisamos da Groenlândia, com certeza. Precisamos dela para a defesa”, acrescentou.
Desde que retornou à Casa Branca, em janeiro de 2025, Trump retomou uma ideia de seu primeiro mandato de obter o controle da ilha, sem descartar o uso da força, o que estremeceu as relações entre os Estados Unidos e a Dinamarca, que são aliados na Otan.
as (Lusa, Efe, AFP)
