02/05/2026 - 7:28
Um relatório do Project Pluto detalhou a trajetória de colisão de um estágio do foguete Falcon 9, da SpaceX, com a superfície lunar. O evento, previsto para ocorrer no dia 5 de agosto deste ano é resultado do descarte de componentes de uma missão comercial realizada em 2025. Embora o monitoramento de objetos nessa distância seja tecnicamente complexo, especialistas preveem que o choque gerará uma nova cratera, passível de observação por meio de satélites de reconhecimento.
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Dinâmica e cronograma do impacto
O objeto em questão orbita a Terra há pouco mais de um ano. Atualmente, estima-se que cerca de 600 foguetes deste modelo já foram lançados; a maioria de seus estágios superiores reentrou na atmosfera terrestre ou permanece em órbita solar. No caso específico da colisão de agosto, a velocidade estimada do impacto é de 2,43 km/s — o equivalente a aproximadamente 8.700 km/h.
Apesar da magnitude da velocidade, não há riscos para a população civil na Terra. O evento, contudo, não será visível a olho nu. Cientistas avaliam que o episódio poderá fornecer dados sobre a composição do solo lunar, embora o potencial de ganho de conhecimento seja considerado limitado.
Estrutura do Falcon 9
O funcionamento do Falcon 9 baseia-se em um sistema de dois estágios. Enquanto o primeiro estágio — a estrutura principal — é projetado para retornar à Terra e ser reaproveitado, o estágio superior não possui tal tecnologia. Sua função restringe-se a fornecer o impulso final para deslocar módulos de carga da órbita baixa terrestre em direção à trajetória lunar. Após o cumprimento da tarefa, o componente torna-se um detrito espacial à deriva.
Desafios técnicos no rastreamento
O monitoramento de detritos espaciais apresenta dificuldades distintas conforme a altitude. Objetos em órbita baixa são acompanhados por meio de radares, mas, conforme a distância em relação à Terra aumenta, os sinais tornam-se insuficientes.
Dessa forma, o rastreamento do estágio do Falcon 9 depende de telescópios ópticos e programas de defesa planetária voltados à identificação de asteroides. Tais sistemas, embora não tenham sido concebidos para gerir lixo espacial, conseguem detectar esses fragmentos devido à semelhança visual com rochas espaciais. A ocorrência reforça as críticas de órgãos internacionais sobre a necessidade de protocolos mais rígidos para o descarte de materiais em missões interplanetárias.
