Reynisfjara, famosa praia de areia preta da Islândia, sempre foi o cenário dos sonhos e dos feeds de Instagram de viajantes do mundo inteiro. Suas areias vulcânicas, as icônicas colunas de basalto e os pilares de Reynisdrangar, com 66 metros de altura, compõem um quadro de beleza bruta no Atlântico Norte. No entanto, desde o início de fevereiro de 2026, esse cartão-postal da costa sul do país vêm atravessando uma metamorfose. 

A força do oceano, impulsionada por fortes ventos vindos do leste e ondas de intensidade incomum em janeiro e fevereiro, desencadeou uma erosão costeira massiva, de acordo com o Arcticportal.org . O resultado? A geografia da região está desaparecendo.

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Moradores locais e especialistas explicam que o fenômeno é atípico. Normalmente, os ventos de sudoeste trazem a areia para o leste, mas agora o padrão inverso empurrou o sedimento para mais longe, ao longo da costa sul, deixando as formações rochosas expostas e vulneráveis.

Entre as mudanças estão o acesso bloqueado em áreas antes seguras para caminhadas e trilhas, que agora estão inacessíveis ou submersas. Além disso, a região está sofrendo com desabamentos sob a montanha Reynisfjall, em um dos piores deslizamento já vistos na região.

Os famosos pilares hexagonais de basalto, onde turistas costumavam posar para fotos, agora também estão cercados pelo mar, avançando para o interior em alguns pontos, removendo completamente a área de praia habitual. 

O processo de erosão

Embora Reynisfjara faça parte do Geoparque Global da UNESCO de Katla, reconhecido por sua importância geológica e suas paisagens, sua proteção geológica não a torna imune às mudanças climáticas. 

Embora a erosão costeira seja um processo natural, o nível atual de mudança parece excepcionalmente rápido e extenso, e ainda não se sabe quando, ou se, a paisagem retornará ao normal. 

Vale lembrar que a praia já é conhecida por suas “ondas traiçoeiras”, que causaram mortes de visitantes nos últimos anos. Agora, com a linha costeira avançando dezenas de metros para o interior, as autoridades reforçam o alerta de respeitar a sinalização e manter distância da água.