A missão Artemis II, da Nasa, registrou novas imagens da superfície lunar que detalham a bacia de Orientale, considerada uma das maiores e mais preservadas crateras de impacto do satélite natural. Durante o período de observação em voo, a tripulação identificou e sugeriu nomes para duas pequenas crateras localizadas na borda da bacia: Integrity e Carroll.

Registros feitos às 15h41 (horário de Brasília), de segunda-feira, 6, quando a espaçonave Orion realizava sua aproximação máxima da Lua, mostram as duas crateras identificadas pela tripulação. De acordo com a agência espacial norte-americana, as formações estão situadas na posição correspondente às 10 horas da bacia de Orientale. A identificação direta por meio de observações da tripulação é vista como um marco para o suporte científico em tempo real, auxiliando na catalogação de características superficiais.

 

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Homenagens e simbolismo

A escolha dos nomes carrega significados pessoais para os tripulantes. A cratera Integrity é uma referência direta ao nome dado pelos astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen para batizar a cápsula Orion, em 2025.

Já a cratera Carroll foi nomeada em homenagem à Carroll Taylor Wiseman, a falecida esposa do astronauta Reid Wiseman, comandante da missão. A sugestão foi apresentada pelos colegas de tripulação como um gesto de suporte ao companheiro durante o sexto dia de voo da jornada lunar.

O astronauta da NASA Reid Wiseman é fotografado com sua falecida esposa, Carroll Taylor Wiseman (Crédito: Divulgação/ Nasa)

Geologia e observação técnica

A bacia de Orientale apresenta anéis concêntricos que oferecem aos cientistas uma oportunidade rara de entender como impactos massivos moldam superfícies planetárias. O estudo dessas estruturas permite o refinamento de modelos de formação de crateras e a compreensão da história geológica da Lua.

Na fotografia, é possível observar a linha do terminador — a zona de transição entre o dia e a noite lunar. O registro destaca o contraste entre o “lado próximo” da Lua e o “lado distante”, que exibe um terreno significativamente mais acidentado e saturado de crateras.

A Artemis II é a primeira missão tripulada a orbitar a Lua em mais de 50 anos, servindo como teste crítico para os sistemas de suporte à vida antes do pouso humano previsto para as próximas etapas do programa espacial.