Ran Cvili, de 24 anos, morreu em combate contra o Hamas em kibutz. Devolução de restos mortais é parte de acordo de cessar-fogo acertado em outubro.As Forças de Defesa de Israel (FDI) identificaram nesta segunda-feira (26/01) os restos mortais do policial israelense Ran Gvili, de 24 anos, o último refém do Hamas que permanecia na Faixa de Gaza. O jovem morreu em combate no ataque terrorista de 7 de outubro de 2023, quando o grupo palestino sequestrou seu corpo de um kibutz.

O corpo foi localizado em um cemitério muçulmano no norte da cidade de Gaza, numa área controlada pelas FDI. Os restos mortais serão agora devolvidos à família para o enterro.

“Um verdadeiro amigo, querido por todos. Amava a vida, era um jovem de valores profundos, sempre falava com a mesma franqueza e tinha uma presença poderosa, mas serena”, escreveu o Fórum das Famílias dos Reféns sobre Gvili.

No fim de semana, Israel intensificara os esforços de busca na região onde se suspeitava estar o corpo de Gvili, conforme havia indicado o Hamas. “Com isso, todos os reféns foram devolvidos da Faixa de Gaza ao Estado de Israel”, disse um comunicado militar israelense.

Acordos do cessar-fogo

O ataque de 2023 resultou no sequestro de 251 pessoas em Israel e no assassinato de outras 1,2 mil. Em troca de um cessar-fogo acertado em outubro do ano passado, o Hamas se comprometeu a libertar 20 reféns vivos em Gaza e devolver os corpos dos 28 mortos.

O compromisso foi sendo cumprido aos poucos desde então. O Hamas, que é classificado como grupo terrorista por vários governos no Ocidente, afirmou ter dificuldades para localizar os corpos entre toneladas de escombros provocados por bombardeios israelenses em Gaza.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, comprometeu-se a reabrir para a circulação de pessoas a passagem de Rafah, que conecta o Egito a Gaza, uma vez concluída a busca por Gvili. O trecho estava fechado desde 2024.

Já o Hamas afirmou que, em “compromisso total” com o acordo de cessar-fogo, fez “grandes esforços” para buscar o corpo do último refém em Gaza, fornecendo “de forma contínua” aos mediadores – Egito, Catar, Turquia e Estados Unidos – informações que contribuíram para localizá-lo.

ht/ra (EFE, Lusa)