A Itália avança na fronteira da inovação tecnológica com o desenvolvimento de alimentos produzidos via impressão 3D. No laboratório de pesquisa da Agência Nacional para as Novas Tecnologias, Energia e Desenvolvimento Econômico Sustentável (ENEA), em Oricola, cientistas transformam células vegetais e resíduos alimentares em “tintas comestíveis”. O processo resulta na fabricação de barras de cereais, doces e pequenas esferas de mel com alto valor nutricional.

Principais pontos da tecnologia:

  • Sustentabilidade: a técnica elimina a necessidade de terras agrícolas e reduz drasticamente o desperdício de insumos;

  • Preservação: o método de impressão mantém os nutrientes essenciais dos alimentos originais;

  • Aplicações: a tecnologia é voltada para situações extremas, como zonas de desastre, áreas de conflito e missões espaciais;

  • Personalização: permite a criação de dietas específicas para pacientes com restrições alimentares.

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Ciência e agricultura 4.0

A metodologia foca no cultivo celular em ambientes controlados. De acordo com Silvia Massa, chefe do laboratório Agricultura 4.0 do ENEA, o objetivo central não é o desenvolvimento da planta completa, mas a extração e multiplicação de suas células em um gel que simula o solo. “O objetivo maior não é cultivar a planta em si, e sim suas células”, afirma a pesquisadora.

Além da eficiência produtiva, a tecnologia apresenta potencial para a nutrição de precisão. Ao ajustar a composição da “tinta”, é possível entregar quantidades exatas de proteínas e vitaminas de acordo com a necessidade do consumidor.

A aceitação do público para esse tipo de inovação é crescente. Um estudo conduzido pelo laboratório italiano indicou que aproximadamente 60% dos entrevistados estariam dispostos a consumir alimentos produzidos por meio de impressoras 3D.