04/03/2026 - 21:44
O Telescópio Espacial James Webb fez um registro curioso. Imagens inéditas da Nebulosa PMR 1, apelidada de “Crânio Exposto” – devido à sua aparência visual semelhante a um cérebro dentro de uma estrutura óssea -, foram capturadas e representam regiões distintas da nebulosa e diferentes fases de sua evolução.
+ Nasa leva foguete de volta para hangar e aumenta incerteza sobre viagem à Lua
+ Telescópio James Webb registra em alta resolução morte de estrela semelhante ao Sol
Divulgadas pela Nasa (Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço), as fotos foram feitas por meio dos instrumentos avançados do telescópio. Uma característica marcante da Nebulosa PMR 1 é a presença de uma faixa escura que atravessa verticalmente seu centro, dividindo a estrutura em dois hemisférios e tornando, assim, ainda mais explícitas as semelhanças com um crânio humano.
O que as imagens demonstram
As fotos oficiais mostram diferentes regiões da nebulosa, que podem representar estágios distintos de sua evolução. É possível observar uma camada externa de gás, composta majoritariamente por hidrogênio, além de uma área interna mais complexa, formada por uma combinação de diversos gases.
Os registros feitos pela Câmera de Infravermelho Próximo e pelo Instrumento de Infravermelho Médio do telescópio mostram ainda uma faixa escura que atravessa verticalmente o centro da nebulosa, separando a estrutura em dois hemisférios, esquerdo e direito. Essa faixa pode estar associada a uma explosão ou a um fluxo de matéria expelido pela estrela central.
O que é uma nebulosa
As nebulosas são grandes nuvens de poeira e gases — principalmente hidrogênio e hélio — que existem no espaço entre as estrelas, conhecido como espaço interestelar. Elas estão diretamente ligadas ao ciclo de vida dos astros.
Em alguns casos, surgem quando uma estrela chega aos estágios finais de sua vida e passa a expelir suas camadas externas, formando uma nuvem ao seu redor. O destino final do astro depende de sua massa: estrelas muito massivas podem explodir em uma supernova, enquanto as menos massivas continuam liberando material até restar apenas o núcleo, que se transforma em uma anã branca.
Além de marcarem o fim de algumas estrelas, as nebulosas também podem dar origem a novas. Com o tempo, a gravidade faz com que poeira e gás se aglomerem, aumentando de densidade até colapsar e formar o núcleo quente de uma nova estrela.
