21/01/2026 - 9:01
Juristas que defenderam antigo ditador Augusto Pinochet ocuparão os ministérios da Justiça e da Defesa, anuncia presidente eleito do Chile.O presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, apresentou nesta terça-feira (20/01) os 25 ministros que formarão parte do seu governo, a partir de 11 de março. Entre eles estão dois antigos advogados do ditador Augusto Pinochet.
Para o Ministério da Justiça e Direitos Humanos, Kast nomeou Fernando Rabat, professor da Universidad del Desarrollo que fez parte da equipe que defendeu Pinochet em diversos casos, incluindo o chamado Caso Riggs, o escândalo envolvendo suas contas bancárias secretas nos Estados Unidos.
Fernando Barros, sócio fundador de um dos maiores escritórios de advocacia do Chile e que colaborou na defesa do ditador chileno quando este foi preso em Londres, em 1998, assumirá o Ministério da Defesa.
Ministério em grande parte apolítico
Embora tenha prometido um “governo de unidade”, Kast, o primeiro presidente de ultradireita a chegar ao poder desde o retorno da democracia, nomeou um ministério em grande parte apolítico, composto por 13 homens e 11 mulheres, a maioria sem filiação a qualquer partido político e proveniente dos setores empresarial ou acadêmico.
Kast escolheu os 24 ministros do futuro gabinete com pouca ou nenhuma consulta aos oito partidos que o apoiaram na eleição e favoreceu principalmente figuras independentes com pouca ou nenhuma experiência política.
Kast reservou poucos ministérios para membros de seu próprio partido, o Partido Republicano, e para as formações políticas tradicionais de direita que o apoiaram no segundo turno, em dezembro, quando venceu a eleição presidencial com 58% dos votos.
Empresários entre os ministros
Para o Ministério das Relações Exteriores, Kast nomeou Francisco Pérez Mackenna, ex-presidente do Grupo Quiñenco, um dos principais conglomerados econômicos do país.
Para comandar as Finanças foi escolhido Jorge Quiroz, um nome popular entre a comunidade empresarial, a quem prometeu desregulamentação para estimular o investimento.
Os futuros ministros da Agricultura, Jaime Campos, e da Energia, Ximena Rincón, serviram no governo da socialista Michelle Bachelet na década de 2010.
as (Efe, Lusa)
