Alguns manuscritos romanos antigos ressurgiram no universo dos historiadores oferecendo novas evidências sobre crucificação de Jesus Cristo e detalhes sobre outras narrativas bíblicas. Os Anais, escritos por Tácito cerca de 9o anos após a morte de Jesus, mencionam sua execução por Pôncio Pilatos durante o reinado de Tibério e relatam a perseguição aos cristãos.

“Christus, de quem o nome teve origem, sofreu a pena extrema durante o reinado de Tibério nas mãos de um dos nossos procuradores, Pôncio Pilatos”, revela uma parte do texto.

+ Telescópio James Webb captura foto espetacular de ‘tornado cósmico’

+ Larvas podem ter feito parte da dieta dos neandertais, indica estudo

Ele segue descrevendo o Grande Incêndio de Roma, os espetáculos da época e mais cenários já observados nas escrituras bíblicas, além de explicar as motivações da perseguição a seus seguidores e como o embate físico da época era realizado.

Embora alguns estudiosos questionem a autenticidade dos textos, esses relatos são amplamente reconhecidos como importantes fontes históricas e culturais. Ainda assim, eles não podem ser considerados provas científicas concretas, mas a divulgação online dos documentos cria uma grande área de pesquisa para os historiadores religiosos.

Os manuscritos devem passar por restaurações, análises profundas e mecanismos de autenticação para que sejam oficialmente considerados – as informações e o entendimento sobre a divindade de Cristo precisam enfrentar diversas aprovações para serem entendidas como registros oficiais da época.

Folha do livro Os Anais de Tácito, que apresenta trechos que remetem a crucificação de Jesus Cristo (Foto: Biblioteca Medicea Laurenziana)