26/01/2026 - 14:55
Frio provoca hipotermia e acidentes, enquanto autoridades pedem que população fique em casa. Condições extremas poderão durar vários dias e deixam mais de 200 milhões em alerta.Pelo menos 18 pessoas morreram em decorrência das temperaturas baixas provocadas pela megatempestade que varre os Estados Unidos, informou a agência de notícias Reuters.
O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, disse que sete pessoas foram encontradas mortas ao ar livre durante o fim de semana, afirmando a repórteres que “não há lembrete mais poderoso do perigo do frio extremo”.
Outras duas pessoas morreram de hipotermia em Louisiana, informou o departamento de saúde do estado do sul.
Em Iowa, uma pessoa morreu e outras duas ficaram feridas no sábado durante uma colisão relacionada ao clima de inverno, segundo a patrulha estadual local.
No Texas, as autoridades confirmaram três mortes, incluindo a de uma garota de 16 anos que morreu em um acidente de trenó.
E emissora americana NBC contabilizou ainda mortos nos estados da Pensilvânia, Kansas, Massachusetts e Arkansas.
Ruas congeladas e casas sem energia
Desde o fim de semana, mais de 200 milhões de pessoas estão sob estado de alerta por causa das condições extremas, que poderão se prolongar ao longo de vários dias.
Estima-se que 800 mil casas ou estabelecimentos continuem sem energia elétrica, e quase 20 mil voos foram cancelados, incluindo no Brasil.
De Nova York e Massachusetts, no nordeste, ao Texas e à Carolina do Norte, no sul, estradas ficaram congeladas, escorregadias ou soterradas pela neve.
Autoridades em várias partes do país pediram que a população permanecesse em casa, evitando qualquer deslocamento não essencial. Diversas escolas e repartições públicas fecharam as portas.
Condições raras
Em alguns estados do sul, os moradores enfrentaram condições de inverno inéditas em décadas, com grossas camadas de gelo derrubando árvores e linhas de energia.
Em Tulsa, no estado de Oklahoma, Ryan DuVal passou parte do domingo dirigindo com o seu caminhão pelas ruas congeladas da cidade, à procura de qualquer pessoa que precisasse de ajuda.
“Eu simplesmente vi a necessidade de tirar as pessoas do frio”, disse ele. “Sabe, apenas percorrer as ruas, ver alguém, oferecer uma carona. Se aceitarem, ótimo. Caso não, pelo menos posso aquecê-las e dar uma água, uma refeição, alguma coisa.”
A governadora de Nova York, Kathy Hochul, mobilizou tropas da Guarda Nacional para ajudar na resposta emergencial à tempestade. Ela alertou que “cinco ou seis minutos do lado de fora podem ser literalmente perigosos para a saúde”.
A tempestade é resultado de um vórtice polar estendido, uma região ártica de ar frio e baixa pressão que às vezes assume um formato oval, fazendo com que o ar gelado se espalhe pela América do Norte. Cientistas dizem que a crescente frequência dessas perturbações pode estar ligada às mudanças climáticas.
ht/ra (AFP, Reuters, ots)
