Munições da Segunda Guerra Mundial, incluindo 400 projéteis e granadas, foram descobertas e detonadas por um incêndio florestal devastador em Le Porge, uma cidade na costa do Atlântico no sudoeste da França. O incidente obrigou as autoridades a realizarem uma extensa operação de desminagem na área afetada, que já havia provocado destruição e o deslocamento de milhares de moradores.

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O que aconteceu

  • Munições da Segunda Guerra Mundial, incluindo granadas e projéteis, foram reveladas e detonadas pelo calor de um incêndio florestal na cidade de Le Porge, França.
  • Equipes de resgate inicialmente atribuíram as explosões a botijões de gás, mas investigações confirmaram serem artefatos de guerra enterrados.
  • Uma operação de desminagem foi iniciada, permitindo que a maioria dos moradores retornasse às suas casas, embora algumas áreas permaneçam interditadas.

O megaincêndio em Le Porge gerou uma série de explosões, inicialmente confundidas com detonações de botijões de gás pelas equipes de resgate. Contudo, especialistas descobriram que as detonações eram, na verdade, munições antigas enterradas no local.

Este achado extraordinário revelou um depósito com aproximadamente 400 projéteis e outros artefatos. Philippe Delemotte, chefe do serviço de desativação de explosivos de Bordeaux, confirmou a presença de granadas de morteiro francesas e projéteis de tanque alemães entre os itens. Ele alertou que “podemos supor que ainda existam muitos outros, já que encontramos vários deles em apenas cinco minutos”, indicando a vastidão da tarefa de limpeza.

As operações de desminagem são cruciais e já permitiram que grande parte dos moradores voltasse para o que restou de suas residências. No entanto, algumas áreas de Le Porge continuam interditadas por questões de segurança, à medida que os trabalhos de remoção de explosivos prosseguem.

verão europeu registrou incêndios sem precedentes

Neste verão europeu, a França e a Espanha enfrentaram alguns dos maiores incêndios florestais das últimas décadas. Esses eventos foram intensificados por ondas de calor extremo e uma prolongada seca, fatores que criaram condições propícias para a rápida propagação das chamas.

Na França, os incêndios se concentraram principalmente no sudoeste do país, com a região de Gironde sendo particularmente atingida. Cerca de 42 mil hectares foram consumidos pelas chamas, e mais de 200 mil pessoas tiveram de ser evacuadas de suas casas.

O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, expressou gratidão aos bombeiros pelo trabalho incansável, afirmando que “a França resistiu a uma crise sem precedentes”. Ele destacou que o combate aos incêndios entrou em uma “nova fase” na região de Gironde, onde “as pessoas evacuadas estão retornando gradualmente às suas casas”.

Por que os projéteis estavam ali?

Inicialmente, a hipótese levantada era a de que se tratava de um arsenal abandonado por tropas alemãs durante a Segunda Guerra Mundial. No entanto, após investigações aprofundadas, os especialistas concluíram que as munições haviam sido reunidas para serem destruídas em fossas escavadas no solo.

A operação de descarte, aparentemente, não foi totalmente bem-sucedida. Uma parte significativa das granadas e projéteis permaneceu enterrada ou próxima à superfície, sem que as autoridades locais tivessem conhecimento de sua existência por décadas. A presença de artefatos tanto franceses quanto alemães reforça a hipótese de que o local serviu como um ponto de coleta para armamentos que seriam desativados após o conflito.

Da IstoÉ com EFE, dpa, ots

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