09/01/2026 - 14:50
A Nasa (Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço) divulgou um vídeo recentemente que mostra a transformação dos restos de uma estrela que explodiu no espaço, uma supernova, ao longo de mais de 25 anos. As imagens foram produzidas à partir de dados do Observatório de Raios X Chandra e reúnem décadas de observações em uma sequência de breves segundos.
Confira o vídeo
Ever wonder what happens in the aftermath of a supernova?
In this video, you’re watching the glowing remnants of a stellar explosion disperse over a period of 25 years, making this @chandraxray’s longest-spanning video ever released. https://t.co/suIQHKdWM0 pic.twitter.com/Q3q5aietA3
— NASA (@NASA) January 6, 2026
A supernova Kepler, batizada em homenagem ao astrônomo alemão Johannes Kepler, foi registrada pela primeira vez, no céu noturno em 1604. Atualmente, os astrônomos sabem que a explosão ocorreu quando uma estrela anã branca ultrapassou uma massa crítica, após atrair material de uma estrela companheira ou se fundir com outra anã branca. Esse fenômeno é classificado como uma supernova do Tipo Ia, categoria fundamental para medições da expansão do universo.
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Dados coletados durante anos
Os remanescentes de supernovas costumam emitir forte radiação em raios X, já que o material é aquecido a milhões de graus. No caso da supernova de Kepler, o remanescente está localizado em nossa galáxia, a cerca de 17 mil anos-luz da Terra, o que permite ao Observatório de Raios X Chandra produzir imagens detalhadas e acompanhar todas as mudanças ao longo do tempo. O vídeo mais recente reúne dados coletados em 2000, 2004, 2006, 2014 e 2025, tornando-se o registro de maior duração já divulgado pelo telescópio, resultado de sua longa vida operacional.
“A trama da história de Kepler está apenas começando a se desenrolar”, afirmou Jessye Gassel, estudante de pós-graduação da Universidade George Mason, líder do estudo. “É notável que possamos observar os restos dessa estrela despedaçada colidindo com material já lançado ao espaço”.
Velocidade da supernova
A análise do vídeo mostra que as partes mais rápidas do remanescente se deslocam a cerca de 22,2 milhões de quilômetros por hora, que representa aproximadamente 2% da velocidade da luz, em direção à parte inferior da imagem. Já as regiões mais lentas avançam para a parte superior a cerca de 6,4 milhões de quilômetros por hora, o equivalente a 0,5% da velocidade da luz.
“As explosões de supernovas e os elementos que elas lançam no espaço são a força vital de novas estrelas e planetas”, declarou Brian Williams, do Centro de Voos Espaciais Goddard da Nasa. “Compreender exatamente como elas se comportam é crucial para conhecermos a nossa história cósmica.”
A equipe também analisou a largura das bordas que formam a onda de choque da explosão. Ao medir sua espessura e velocidade, os astrônomos obtêm informações adicionais sobre a dinâmica da explosão e o meio interestelar ao seu redor.
