06/04/2026 - 14:00
A Artemis II ultrapassou, nesta segunda-feira, 6, o recorde de maior distância percorrida por humanos em relação à Terra, anteriormente estabelecido pela Apollo 13, em 1970. Os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch e Jeremy Hansen deverão fazer um pronunciamento sobre o marco às 15h10, antes de iniciar o período de observação lunar, às 15h45.
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A tripulação deve percorrer, no total, 406,8 mil quilômetros – superando em cerca de 6,6 mil quilômetros a missão Apollo 13, que chegou a 400,2 mil quilômetros da Terra na época.
Como será o sobrevoo?
A Nasa informou que os astronautas poderão observar os lados visível e oculto da Lua durante essa etapa, que deve durar sete horas. O espaço nas janelas da Orion é limitado e, por isso, a equipe se dividirá em duplas para realizar a observação. Cada dupla passará de 55 a 85 minutos observando o satélite natural, enquanto a outra se exercita ou realiza outras tarefas. Após observar diferentes ângulos do satélite natural da Terra, a tripulação perderá a comunicação ao estar na direção contrária da Lua, o que deve ocorrer por volta das 19h44 (horário de Brasília).
Os astronautas devem fazer a maior aproximação da Lua às 20h02. Cinco minutos depois, eles devem atingir o ponto mais distante da Terra planejado para esta missão. Entre 19h44 e 20h25, o Centro de Controle de Missão deve permanecer sem comunicação com a tripulação. O período de observação deve terminar por volta das 22h20.
Ao fim dessa etapa, a tripulação começará a transferir algumas imagens para a equipe em solo, que analisará o material durante a noite para discutir os resultados com os astronautas na terça-feira, 7. A Artemis II teve início na última quarta-feira, 1, e deve se estender até a próxima sexta-feira, 10, quando a tripulação retornará à Terra. Esta é a primeira missão tripulada à Lua desde o encerramento do programa Apollo 17, em 1972.
Reta final da missão
Entre os dias 7 e 9 de abril, após o sobrevoo lunar, se inicia o retorno da missão. A cápsula Orion não precisará de uma grande queima de motor, já que a gravidade fará esse trabalho. Durante o trajeto, a tripulação seguirá realizando testes de pilotagem, avaliações dos sistemas de energia e controle térmico, além de pequenas correções de trajetória para preparar a reentrada.
No dia 10 de abril, está prevista a reentrada e amerissagem no Oceano Pacífico. O módulo de serviço da Orion se separará e será destruído na atmosfera, enquanto a cápsula tripulada retornará a cerca de 40 mil km/h, aquecendo o escudo térmico a aproximadamente 1.650°C. Paraquedas serão acionados para desacelerar a descida até o pouso no mar, ao largo de San Diego, na Califórnia, onde equipes da Marinha dos Estados Unidos devem recuperar a cápsula dentro de duas horas.
* Com informações do Estadão Conteúdo
