Doença é maior causa de cegueira no mundo, diz OMS. Cirurgia é rápida e simples, mas falta de acesso à saúde pode ser entrave.O presidente Luiz Inácio Lula da Silva passa nesta sexta-feira (30/01) por uma cirurgia de catarata no olho esquerdo. Há seis anos, ele teve o mesmo procedimento realizado no olho direito.

A catarata é uma doença nos olhos muito comum em idosos. A operação costuma ser simples e rápida – até mesmo cerca de dez minutos –, sem risco maior para o paciente.

“A principal causa da catarata é o envelhecimento natural, que deixa o cristalino do olho mais turvo, dificultando a passagem da luz até a retina,” explica a Rede D’Or. Os sintomas associados à condição são a visão embaçada, dificuldade para enxergar cores e sensibilidade à luz.

A catarata pode também aparecer depois de um ferimento no olho, ou como resultado de uma inflamação ou de outras doenças, como o glaucoma e a diabetes. Em casos mais raros, pode estar associada ao uso de esteroides ou à exposição a alguns tipos de radiação.

Maior causa da cegueira

A cirurgia é a principal forma de tratamento e deve ser realizada somente por um oftalmologista, acompanhado de um médico anestesiologista.

No procedimento, o médico retira o cristalino e implanta uma lente intraocular. Tradicionalmente, o paciente recebe anestesia por meio de uma injeção no globo ocular. Mas, hoje, já existem outros métodos, como colírios e sedativos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a catarata é a causa mais comum no mundo para a cegueira ou deficiência visual. Em muitos casos, a cegueira é reversível. “Embora a catarata possa ser facilmente operada cirurgicamente, em muitos países o acesso a cuidado oftalmológico é limitado. Como as pessoas no mundo vivem mais, antecipa-se que o número de pessoas com catarata aumentará”, diz a OMS.

O fenômeno vem sendo observado, inclusive, no Brasil, onde o envelhecimento da população vêm trazendo novos desafios.

Alta demanda para o SUS

No Brasil, a cirurgia de catarata está entre as operações eletivas mais procuradas no Sistema Único de Saúde (SUS).

Não há prevenção conhecida para a catarata. Segundo a OMS, a redução do tabaco e da exposição a raios ultravioletas – por exemplo, com o uso de óculos escuros apropriados – podem atrasar o desenvolvimento da doença.

Por sua vez, as maternidades públicas oferecem o Teste do Olhinho em crianças recém-nascidas. Segundo o governo federal, é “um exame simples, rápido e indolor, capaz de detectar alterações no eixo visual que possa causar problemas como catarata, glaucoma congênito, entre outros”.

O exame avalia o reflexo da luz que entra no olho do bebê, permitindo identificar partes como cristalino, vítreo e retina, além da comparação entre os olhos. Se for apontada alguma alteração, o recém-nascido deve ser encaminhado para um especialista.

ht/cn (ots)