Diferença entre nascimentos e óbitos não pode ser compensada pela imigração, e país registra em 2025 cerca de 100 mil habitantes a menos que em 2024, segundo estimativa preliminar. Desde 1990, mortes superam nascimentos.No final de 2025, a Alemanha possuía cerca de 83,5 milhões de habitantes, cerca de 100 mil a menos que no final do ano anterior, segundo estimativa preliminar divulgada nesta quinta-feira (29/01) pelo Departamento Federal de Estatística do país (Destatis).

Em 2024, a população havia aumentado em pouco menos de 100 mil pessoas, um crescimento devido exclusivamente à imigração líquida, que tem diminuído .

A última vez que a população diminuiu foi entre 2003 e 2010, assim como em 2020, o primeiro ano da pandemia de covid-19. Entre 2011 e 2024, a população cresceu em todos os anos, com exceção de 2020.

Como em todos os anos anteriores desde a reunificação alemã em 1990, o número de mortes, que se manteve estável, superou o número de nascimentos em 2025, enquanto a taxa de natalidade continuou a diminuir .

De acordo com dados já disponíveis nos registros civis, estima-se que houve entre 640 mil e 660 mil nascimentos em 2025, em comparação com 677.117 em 2024.

Enquanto isso, o número de óbitos ultrapassou um milhão, após atingir 1,01 milhão em 2024.

Déficit de natalidade

Isso se traduz em um déficit de natalidade – a diferença entre nascimentos e óbitos – que ficou entre 340 mil e 360 mil, após ter sido de 330.641 em 2024, o que significa que em 2025 ele ultrapassou 300 mil pessoas pelo quarto ano consecutivo.

Na década de 2010, no entanto, esse déficit de natalidade foi significativamente menor, com uma média de 171.423 pessoas.

Entretanto, estima-se que a imigração líquida – a diferença entre a taxa bruta de imigração e a taxa bruta de emigração – tenha ficado entre 220 mil e 260 mil em 2025, representando uma queda de pelo menos 40% em comparação com as 430.183 pessoas em 2024 e equivalente a um nível semelhante ao das 220.251 pessoas em 2020, o primeiro ano da pandemia.

Em média, entre 1990 e 2024, a migração líquida anual, de 356 mil pessoas, foi significativamente maior. Assim, pela primeira vez desde 2020, a diferença entre nascimentos e óbitos não pode ser compensada pela migração líquida, razão pela qual a população diminuiu.

md/cn (EFE, DPA)