01/02/2026 - 14:01
Doença incide sobre 49% dos homens e 43% das mulheres, segundo órgão federal, mas número de novos diagnósticos e de mortes vem caindo há 25 anos.Quase metade da população da Alemanha deve desenvolver algum tipo de câncer ao longo da vida. Apesar dos altos índices, o número de novos casos e de mortes pela doença vem caindo nos últimos 25 anos no país europeu.
As informações constam em um boletim epidemiológico divulgado pelo Instituto Robert Koch, órgão federal vinculado ao Ministério da Saúde da Alemanha, para o Dia Mundial do Câncer, celebrado em 4 de fevereiro.
Segundo o estudo, quase um em cada dois homens (49%) e mais de duas em cada cinco mulheres (43%) desenvolverão câncer ao longo da vida. Se considerada a distribuição demográfica entre homens e mulheres, quase 46% das pessoas que vivem no país devem receber algum diagnóstico deste tipo. “A doença atinge cerca de uma em cada seis mulheres e um em cada sete homens antes dos 65 anos de idade”, afirma o instituto.
Os dados consideram diagnósticos de 2023. Foram 517.800 registros naquele ano, sendo a maior parte (53%) em homens. Câncer de próstata (79.600), mama (75.900), pulmão (58.300) e cólon e reto (55.300) concentraram quase metade das ocorrências.
A idade média para o diagnóstico é de 69 anos para homens e mulheres. Alguns tipos, porém, atingem principalmente adultos jovens, como o câncer de testículo.
Do total de diagnósticos, 229 mil mortes (sendo 123 mil homens) foram registradas em 2023, puxadas pelos tumores malignos de pulmão, cólon e reto, pâncreas e mama.
Taxas de mortalidade em declínio
Ainda assim, as taxas de mortalidade caíram nos últimos 25 anos: 31% entre os homens e 21% entre as mulheres, quando descontados os efeitos do envelhecimento populacional.
Ao considerar o envelhecimento da população, as taxas de incidência permanecem levemente em queda para ambos os sexos, chegando a 418 por 100 mil homens e 347 por 100 mil mulheres em 2023.
Dentro da União Europeia, as taxas de incidência e mortalidade por câncer na Alemanha são consideradas moderadas, com valores ligeiramente mais altos entre mulheres e mais baixos entre homens em comparação com a média do bloco.
O país apresenta taxas relativamente mais elevadas de câncer de mama, próstata e esôfago, e taxas mais baixas de câncer colorretal e de fígado.
Já a título de comparação, o Brasil registrou 704 mil novos casos da doença e 231 mil mortes em 2023. Números proporcionalmente inferiores aos alemães se considerada a população total de cada país.
Câncer de pulmão cai, melanoma malígno sobe
Na Alemanha, há uma tendência de queda na incidência de câncer do colo do útero, atribuída aos programas de vacinação contra o HPV iniciados em 2007. Entre mulheres de 40 a 59 anos, as taxas de câncer de pulmão diminuíram de 37,5 por 100.000 em 2014 para 27,5 em 2023, enquanto nos grupos etários mais velhos a incidência continua aumentando. Para os homens, as taxas estão em declínio em todas as faixas etárias.
Já o câncer de mama nas faixas etárias mais jovens (30 a 49 anos) mostram aumentos leves e contínuos, passando de 85,9 por 100.000 em 1999 para 107,8 em 2023.
As taxas de incidência padronizadas por idade para o melanoma maligno (tipo mais agressivo de câncer de pele) também aumentaram – de 19,3 para 32,2 por 100.000 entre os homens e de 18,8 para 29,5 entre as mulheres entre 1999 e 2023.
gq (ARD, OTS)