26/03/2026 - 11:16
Um esqueleto que pode pertencer a Charles de Batz de Castelmore, o conde D’Artagnan, foi localizado sob o subsolo da Igreja de São Pedro e São Paulo, em Maastricht, na Holanda. O achado ocorre 350 anos após a morte do militar, que serviu como capitão-tenente da guarda de mosqueteiros do rei Luís XIV. D’Artagnan inspirou o romance Os Três Mosqueteiros, obra de Alexandre Dumas.
A descoberta foi viabilizada por meio de uma reforma no templo religioso. Após identificarem fissuras no piso, funcionários e o diácono Jos Valke acessaram o subsolo e localizaram uma parede estrutural. O arqueólogo Wim Dijkman, que conduzia buscas pelo paradeiro do oficial francês há 28 anos, foi acionado para coordenar a escavação.
+ Família encontra pedra misteriosa no quintal e descobre que peça é tesouro arqueológico
+ Estudo revela preferências sexuais nas relações entre neandertais e sapiens
O esqueleto foi retirado de uma área situada exatamente abaixo de onde ficava o altar da igreja há dois séculos. Segundo os pesquisadores, o local do sepultamento — em solo sagrado — e os itens encontrados junto à ossada reforçam a tese de que se trata do confidente do “Rei Sol”.
“Ele foi sepultado sob o altar, em solo consagrado. Havia uma moeda francesa da época em sua sepultura. E a bala que o matou estava na altura do peito. Exatamente como descrito nos livros de história. As evidências são muito fortes”, afirmou o diácono Jos Valke ao portal “L1 Nieuws”.
Embora os indícios sejam robustos, a confirmação definitiva depende de métodos científicos. Amostras de material genético foram enviadas a um laboratório em Munique, na Alemanha, para a realização de testes de DNA. O perfil biológico será comparado ao de um descendente direto do conde que reside atualmente em Avignon, na França.
“Eu sempre sou muito cauteloso, sou um cientista. Mas tenho grandes expectativas”, declarou Wim Dijkman também ao “L1 Nieuws”.
Inspiração para o ‘quarto mosqueteiro’
Historicamente, D’Artagnan morreu em junho de 1673, durante o cerco de Maastricht, no contexto da Guerra Franco-Holandesa. O militar teria sido atingido por uma bala de mosquete na garganta.
A figura histórica serviu de base para o protagonista de “Os Três Mosqueteiros”, publicado em 1844. A popularidade da obra levou o personagem a diversas adaptações no cinema e no teatro, interpretado por nomes como Gene Kelly, Gabriel Byrne e o brasileiro Rodrigo Santoro, este último em uma montagem teatral nos anos 1990.
