09/01/2026 - 15:14
O cenário do varejo está prestes a passar por uma transformação profunda com a introdução de robôs humanoides de última geração. No Japão, polo de inovação robótica, duas empresas planejam colocar o modelo Astra em operação comercial até 2029. Equipado com inteligência artificial generativa, o humanoide foi projetado para assumir “tarefas rotineiras internas”, uma estratégia que, segundo as fabricantes, permitiria que funcionários humanos se dedicassem a funções de maior complexidade e ao relacionamento direto com o consumidor.
O modelo japonês Astra será alimentado por IA generativa para realizar tarefas rotineiras internas.
Na Alemanha, o robô Rob já guia clientes até as prateleiras utilizando sensores de teto e navegação autônoma.
Novos protótipos em teste utilizam visão computacional e braços robóticos para reposição de estoque durante a madrugada.
Desenvolvedoras defendem a tecnologia como suporte, mas especialistas alertam para o risco de substituição de postos de trabalho humanos.
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A experiência, contudo, já é realidade em solo europeu. Na Alemanha, o robô Rob atua em supermercados como um assistente de navegação. Através de um painel sensível ao toque, clientes indicam o produto desejado e são conduzidos pelo robô até a seção correspondente. Graças a um sistema de câmeras infravermelhas e sensores de obstáculo, a máquina circula pelos corredores com autonomia, interagindo de forma polida com o público.
Logística e o dilema da substituição humana
Para além do atendimento, a fronteira final da automação no setor reside na logística de estoque. Novos modelos em fase de treinamento combinam braços articulados de alta precisão e visão computacional para realizar o inventário e a reposição de prateleiras, inclusive durante o período noturno. O objetivo é criar uma operação de fluxo contínuo, independente da disponibilidade de equipes físicas.
“As desenvolvedoras garantem que os robôs servem para suprir a falta de mão de obra, mas o avanço da tecnologia reativa o debate global sobre a substituição de empregos humanos.”
Embora o discurso corporativo foque na cooperação entre homem e máquina, a implementação em larga escala levanta questões éticas e comportamentais. O sucesso desses “funcionários metálicos” dependerá não apenas da eficiência técnica, mas da aceitação de um consumidor que, até então, priorizava o fator humano no ato da compra.
