25/03/2026 - 10:54
Um estudo desenvolvido por pesquisadores do Carl Sagan Institute, vinculado à Cornell University (Universidade Cornell), nos Estados Unidos, identificou 45 exoplanetas rochosos situados em zonas habitáveis com elevado potencial para abrigar vida. O levantamento foi publicado na quarta-feira, 19, na revista científica “Monthly Notices of the Royal Astronomical Society”.
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A análise foi conduzida por Abigail Bohl, pesquisadora do Departamento de Astronomia da instituição, e por Gillis Lowry, graduada em Astronomia pela mesma universidade. Segundo as autoras,a seleção dos planetas levou em consideração a proximidade de suas estrelas e as condições que poderiam permitir a presença de água, que é essencial para a vida.
Atualmente, a comunidade científica contabiliza mais de seis mil exoplanetas catalogados, mas apenas uma fração apresenta características compatíveis com a biologia humana. Entre os destaques do novo catálogo estão:
- Proxima Centauri b: localizado a cerca de 4,2 anos-luz de distância, continua sendo um dos exoplanetas potencialmente portadores de vida mais próximos da Terra;
- Planetas do sistema TRAPPIST-1: localizados a cerca de 40 anos-luz da Terra, quatro planetas deste sistema (TRAPPIST-1 d, e, f e g) estão na lista por orbitarem a estrela anã vermelha.
É promissor se parecer com a Terra
A metodologia utiliza a Terra como principal parâmetro de habitabilidade. “Sabemos que a Terra é habitável, enquanto Vênus e Marte não são. Podemos usar nosso Sistema Solar como referência para buscar exoplanetas que recebam energia estelar em níveis entre os de Vênus e Marte”, afirmou Abigail Bohl.
Para Gillis Lowry, o mapeamento é um passo fundamental para otimizar futuras missões de exploração espacial. Os dados devem servir de guia para operações do telescópio James Webb e do Nancy Grace Roman Space Telescope, com lançamento previsto para 2027.
O estudo também avalia variáveis como órbitas elípticas, que podem gerar variações extremas de temperatura e inviabilizar a manutenção da vida. Embora a distância interestelar ainda seja um obstáculo tecnológico intransponível para a humanidade, a lista estabelece um marco regulatório para a astrofísica contemporânea por meio de critérios de triagem mais rigorosos.
