09/02/2026 - 14:55
A agência espacial americana, Nasa, divulgou uma nova imagem produzida pelo Telescópio Espacial James Webb que revela detalhes inéditos da Nebulosa da Hélice, formada a partir do material lançado ao espaço por uma estrela em seus momentos finais. O fenômeno oferece um retrato do destino que, no futuro, também aguarda o Sol.
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O registro mostra uma vasta nuvem de gás se expandindo continuamente, resultado de ventos extremamente quentes e velozes gerados após a morte da estrela. No centro da nebulosa, permanece uma anã branca brilhante, o núcleo remanescente desse astro.
Observada há décadas por diferentes instrumentos, a Nebulosa da Hélice já foi captada por telescópios terrestres e espaciais. Para comparação, a Nasa apresentou uma montagem que combina uma imagem feita pelo telescópio VISTA, em 2012, com a ampliação em alta resolução obtida agora pelo Webb.
As cores ajudam a identificar as condições do gás. Áreas em azul indicam temperaturas mais elevadas, enquanto os tons amarelados apontam regiões mais frias da nebulosa.
O que é uma anã branca
Segundo um estudo publicado no Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a anã branca é o estágio final de uma estrela que consumiu todo o seu combustível nuclear. Sem reações nucleares ativas, ela deixa de produzir energia nova para sustentar seu brilho por longos períodos. Ainda assim, esse tipo de estrela nasce extremamente quente, já que corresponde ao núcleo remanescente de uma estrela que passou pela fase de gigante “assintótica”.
Por causa dessa alta temperatura inicial, a anã branca continua emitindo luz ao liberar, pouco a pouco, a energia térmica acumulada em seu interior. Diferentemente de uma estrela comum, porém, essa energia não é reposta, pois não há mais fusão nuclear ocorrendo. Como resultado, a estrela entra em um processo gradual de esfriamento ao longo do tempo.
Esse resfriamento não acontece da mesma forma para todas: anãs brancas mais massivas perdem calor mais rapidamente do que aquelas com menor massa. A relação entre a diminuição do brilho e o passar do tempo é conhecida como curva de resfriamento, utilizada para descrever a evolução dessas estrelas.
