Terremoto de magnitude 4,7 em região vulcânica no sul da Itália deixou 26 feridos, causou danos a imóveis e forçou cerca de 300 moradores a deixarem suas casas, segundo autoridades locais.O terremoto de magnitude 4,7 que atingiu a região vulcânica de Campi Flegrei, a oeste de Nápoles, deixou 26 feridos, provocou danos a imóveis e levou cerca de 300 pessoas a deixarem suas casas, informaram as autoridades italianas neste sábado (1º/08). O tremor foi descrito por especialistas como o mais forte registrado na região em cerca de 40 anos.

Segundo o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV), o abalo ocorreu na noite de sexta-feira, a três quilômetros de profundidade. A região, que abriga a maior caldeira vulcânica da Europa, continuou sendo sacudida por réplicas durante a madrugada e a manhã de sábado, incluindo um tremor de magnitude 3,8.

Os tremores foram sentidos principalmente nos municípios próximos aos Campos Flégreos, mas também em Nápoles e nas ilhas de Ischia e Procida. Muitos moradores passaram a noite ao ar livre por medo de novos abalos, enquanto foram registradas interrupções no fornecimento de energia em algumas áreas.

“O terremoto é o mais forte ocorrido nos Campos Flégreos nos últimos 40 anos”, afirmou Lorenzo Benedetto, presidente da Ordem dos Geólogos da Campânia.

O ministro da Proteção Civil da Itália, Nello Musumeci, alertou que a atividade vulcânica ainda não terminou e pediu cautela à população.

Desabamentos e deslizamento de terra

De acordo com a Defesa Civil, 26 pessoas ficaram feridas, das quais cinco precisaram ser hospitalizadas. O terremoto também provocou o desabamento de diversos edifícios desocupados e deslizamentos de terra.

A cidade costeira de Pozzuoli foi uma das mais afetadas. Quedas de partes de fachadas e de estruturas de alvenaria causaram danos, enquanto encostas rochosas cederam em alguns pontos. Segundo a agência Ansa, a maior parte dos estragos e todos os desalojados estão concentrados no município.

Os Campos Flégreos vêm registrando frequentes enxames sísmicos nos últimos anos, intercalados por tremores mais fortes. Cientistas atribuem o fenômeno ao chamado bradissismo, processo em que a pressão subterrânea provoca a lenta elevação e subsidência do solo.

O aumento da atividade sísmica levou o governo italiano a aprovar, no ano passado, novas medidas de emergência e planos de evacuação para as centenas de milhares de pessoas que vivem na área.

gq (DPA, AFP)

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