04/05/2026 - 18:19
Um grupo de entusiastas da arqueologia localizou um tesouro medieval de proporções significativas em uma floresta próxima à cidade de Bochnia, na Polônia. Enterrado a apenas 30 centímetros de profundidade dentro de um vaso de cerâmica, o conjunto contém mais de 600 moedas que datam do século 15, revelando detalhes sobre o fluxo financeiro da Europa Central no final da Idade Média.
Resumo
Volume do tesouro: foram recuperadas 592 moedas de prata (denários jagiellonianos), 26 meios-groschen e quatro raros ducados de ouro.
Contexto histórico: as moedas datam do reinado de Sigismundo de Luxemburgo e Casimiro IV Jagiellon, período em que a região era um importante entreposto comercial.
Localização estratégica: a proximidade com as minas de sal reais de Bochnia reforça a tese de que o local era um ponto de intensa circulação de riquezas no século 15.
Destino das peças: o material foi encaminhado para a Universidade AGH de Ciência e Tecnologia em Cracóvia para processos de conservação e análise detalhada.
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A descoberta, composta majoritariamente por 592 denários de prata jagiellonianos, também conta com quatro ducados de ouro emitidos por Sigismundo de Luxemburgo. Para especialistas, a variedade das moedas — que inclui exemplares da Hungria e da Polônia — indica que a região de Bochnia servia como um centro comercial vibrante, impulsionado pela extração de sal nas minas reais próximas.
De acordo com representantes da Universidade AGH (Ciência e Tecnologia), onde as peças estão sendo limpas e catalogadas, o achado possui um valor histórico incalculável. “Este tesouro é uma prova tangível da riqueza e da importância das rotas comerciais que cruzavam a Polônia medieval”, afirmam os responsáveis pela conservação.
Embora o valor nominal das moedas na época fosse considerável para um cidadão comum, a razão pela qual o pote foi enterrado permanece uma incógnita para os pesquisadores. Hipóteses iniciais sugerem uma tentativa de proteção de bens durante períodos de instabilidade política ou conflitos regionais. Após o processo de restauração, o material deverá ser exposto no Museu de Minas de Sal de Bochnia.
